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quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Carnavais de outros tempos

O carnaval carioca de 1904 viu surgir um novo acessório, tratava-se de um frasco preenchido com cloreto de etila sob pressão. Ao acionar uma válvula um fino jato do conteúdo era liberado em baixa temperatura gerando uma sensação refrescante muito agradável entre os foliões e em virtude da essência associada ao princípio ativo aquela novidade passou a ser chamada de lança-perfume.


Lança-perfume da Rhodia 
Fonte: http://www.conradoleiloeiro.com.br/peca.asp?ID=924207


Até 1922 a Rhodia importava o produto de sua filial argentina, após essa a data a produção ficou a cargo de suas instalações em São Bernardo do Campo. Esse fabricante usou nomes como Rodouro, Rodo e Rigoletto. Com o tempo surgiram outros fornecedores.

Não demorou muito para que o inocente refrescante/odorizante de ambiente passasse a ser inalado causando uma curta sensação de euforia e excitação. Usado dessa forma o lança-perfume acelera a frequência cardíaca e seu uso constante provoca sérios danos à saúde. Foi em virtude do uso abusivo de lança-perfume, que chegou a ocasionar mortes, que o jornalista Flávio Cavalcante deu início a uma campanha contra o uso do solvente e mediante essa pressão o presidente Jânio Quadros baixou o decreto 51.211 de 18 de agosto de 1961 onde o Artigo 1º determinava que “Ficam proibidos a fabricação, o comércio e o uso do “lança-perfume” em todo território nacional” uma vez que “vem generalizando, de maneira alarmante, a prática de aspiração do “lança-perfume” como meio de embriaguez”.

O lança-perfume em Pitangui.

Ainda não foram encontrados registros escritos do uso do lança-perfume em Pitangui quando ainda era liberado, mas restaram fotos que registram o uso do spray nos carnavais da cidade.

Terezinha Gontijo Mendes Miranda, José Guilherme Gontijo Mendes e 
Elisa Mendes Campos (Mãe do jornalista Lucas Mendes) com o leque 
que era um brinde da Rhodia para quem comprasse o lança Rodo ou Rigoletto
Fonte: acervo de Fábio Campos



Fonte: Internet

Na fila: Elisa Mendes Campos, amiga da família, Juliana Mendes Campos, Heliana Campos e Hélio Campos. Lado direito: Esperidião Cecin, desconhecido, São Bahia. Atrás das meninas: Lauro Saldanha. Lado esquerdo, atrás de Eliza: Totonho da Residência. Fonte: acervo de Fábio Campos

Paulo Vasconcelos de Carvalho e sua esposa
 Fonte: acervo do próprio Paulo

Especial agradecimento a Paulo de carvalho e ao Fábio Campos pelo fornecimento das fotos.

Fontes:


Vandeir Santos


2 comentários:

  1. Nesses carnavais de outrora
    não passava eu de garotinho
    por isso lamento agora
    não ter usado o tubinho...

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  2. Parabéns ao blogue, mais uma vez resgatando nossa história. Em especial, ao autor, Vandeir Santos, o nosso Indiana Jones. Parabéns.

    William Santiago

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