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domingo, 20 de setembro de 2015

"Jombando"

 
E as homenagens ao Jonba continuam, temos recebidos alguns causos inéditos onde não se sabe ao certo se são invenção ou fatos verídicos. A propósito, em breve teremos aqui algumas novidades em áudio e vídeo incluindo alguns causos do Juca (irmão do Jonba). Será um Beira de Balcão virtual?  O que é a história senão o suceder, o(s) registro(s), o estudo e o contar dos fatos!? Confira abaixo o conto na postagem de hoje.
 
Jonbando da Vida
 
Por Paulo Miranda
 
Não havia como ignorar o Jonba, com seu andar à Mazzaropi, o sorriso largo, como o nosso largo da Cruz, e aquela habilidade incrível de mexer com tudo, dos pauzinhos às pipetas de laboratório - enquanto contava piadas e outras arrepiadas...

E nada falávamos de futebol em nossos quase regulares encontros em BH ou Pitangui no início daqueles anos setenta, ou tampouco de músicas que, com a vênia do bom Cabrito, eram para mim, de outro departamento...Mas o que discutíamos, e nos esforçávamos para apreciar e entender as beldades de nossa Velha Serrana, não tava no gibi.

Abundava em si. E por sobejas razões. Hier encore, nous avions vingt-ans. E ele, um nato Don Juan, eu, na sobra, não mais que Paulo pra toda obra...E tome fantasia...à azia. Em tempos que a mão no mais as vezes tudo se resolvia...

Inobstante as bravatas, em tempos pre-gravatas, tema recorrente de nossos papos era o cinema, da aventura extrema. E ressalto aqui um diálogo que tentávamos reproduzir, en español, tirado de uma preciosa película de Sam Peckimpah, lançada em 69, que ganhou o imponente e instigante título de Meu ódio será sua herança (no original era The Wild Bunch). Memorável caubói, que fugia ao convencional em vários aspectos e contrapunha o frio pragmatismo americano à calorosa pieguice/romancice dos mexicanos.

E vamos ver se sai uma versão do diálogo agora, que se passava entre  a ex-noiva de um dos membros do bando de aventureiros e o general da vez, Mapache Huerta, chefe dos rebeldes que controlavam boa parte do território nortenho do México. A moçoila, bela morena, cansada de viver naquele miserê dos explorados, tornara-se amante do General e,
na cena, lhe oferecia um belo cavalo de presente:

 - Oye, mi General, véa el caballito que yo le traigo...

 - Que hermosura, mi amor. Prometo que voy a montarlo muy pronto..
Pero ahora vete aquí pa´tomar una cerveza...

 - Sí, sí, mi General

E a gente ia introduzindo novos termos naquela coisa que ia terminar mal, mas o riso, preciso, era colossal. E nos propiciava navegar despudoradamente nessa língua de Cervantes, com nossos erros e bis-erros desconcertantes...

Y que te pása ahora, Juanito, estás ahí a nos mirar desde el alto...?

Um comentário:

  1. JoNba. Eu pouco pude ter o prazer de conviver mais de perto com esta figura excêntrica, divertida e inteligente. Aos poucos vou conhecendo o artista que foi e que será muito interessante conhecer mais e mais do que ele deixou para "nos otros"... os mortais......ainda.
    Legal este depoimento Paulo. O diálogo em espanhol melhor ainda. Que sorte a sua ter partilhado com ele tudo isso. Abraços

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