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sábado, 31 de janeiro de 2015

Dica de Leitura/Lançamento: Tiana Caroá

     Neste mês de fevereiro a cidade de Pitangui será agraciada com mais uma obra da pitanguiense Maria Edite e Silva Macedo. Desta vez a escritora nos brinda com o seu primeiro romance: Tiana Caroá.


     Edite já escreveu outras três obras: Tanto querer (poesias românticas), Alfabeto em versos (poesia juvenil) e Histórias, Contos e Causos, além de ter colaborado com a obra Pitangui em Mosaico.


     O interessados em adquirir as obras de Maria Edite deverão comparecer ao lançamento que ocorrerá na rua Washington Cançado, 277 às 20:30 do dia 06 de fevereiro.

Vandeir Santos


quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

BRUMA



Vamos de música!?! Na postagem de hoje divulgamos mais uma produção do Canal do Rohr, outra interpretação da música Bruma, na voz de Maíra Santiago. Esta gravação faz parte da trilha sonora do média-metragem independente "Bruma", dirigido por Bruna Martins. Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=wiYZQ...


Letra e música: Reinaldo Rohr, Jonba Freitas e William Santiago
Voz: Maíra Santiago
Backing vocals: Maíra Santiago e Bruna Martins
Violão: Gustavo Gontijo
Baixo: Fernando Fernandes
Estúdio: Sonar Ensaios e Gravações
Técnico de gravação: Fernando Fernandes
Edição de vídeo: Maíra Santiago

"Hão de escorrer pela vidraça
Gotas de cristal
Vão se misturar às minhas lágrimas de sal
Fragmentos de sol
Mortiça luz
Chama a se apagar
Gestos tristes de um adeus
Que não pudemos dar
Depois à noite
Quando a lua
For somente a luz que entrar no quarto
Solidão irá mostrar nosso retrato"

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

ITAC 2015

O INSTITUTO TÉCNICO DE DE AGROPECUÁRIA E COOPERATIVISMO - (ITAC) - Abre Matrículas para o Curso Técnico em Agropecuária concomitante com o Ensino Médio e subsequente estão abertas a partir de hoje, para o 1º ano.

Para se tornar um profissional competente e preparado, é necessário passar por um curso técnico de agropecuária. O objetivo do curso Técnico em Agropecuária é formar profissionais capazes de planejar, executar, acompanhar e fiscalizar todas as fases dos projetos agropecuários na administração de propriedades rurais. A formação abrange temas como irrigação e drenagem, mecanização agrícola, políticas agropecuárias, produção animal, sustentabilidade, topografia, melhoramento genético de animais, armazenamento de matéria-prima, manejo do solo, preparação de mudas, plantio e colheita, administração rural, entre outros.



O Técnico em Agropecuária planeja, executa e fiscaliza uma série de projetos relacionados à agricultura e pecuária. Com a produção agropecuária em alta no Brasil, o técnico conta com boas oportunidades para construir a sua carreira. Ele pode trabalhar em empresas comerciais, empresas de pesquisa, propriedades rurais, estabelecimentos agroindustriais e empresas de assistência técnica. Ao concluir o curso, o egresso deverá ter condições de: Atuar no monitoramento de programas preventivos de condições higiênicas na produção animal, vegetal e agroindústria; Realizar medição, demarcação e levantamentos topográficos rurais; Fiscalizar produtos de origem vegetal, animal e agroindustrial.



Interessado devem procurar o ITAC.
Telefone - (37) 3271-4004 ou 3271-4673.
e-mail: ensinoitac@epamig.br

Colaboração (texto e imagens): Girlene de Oliveira do Carmo.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Capoeira Ecológica

No domingo dia 18 de janeiro o Grupo Abadá Capoeira realizou uma atividade diferente, uma roda ecológica. De acordo com o Cláudio Faria capoeirista e membro do GAVE Pitangui o evento contou com a participação de aproximadamente 100 pessoas entre moradores, visitantes e capoeiristas de Pitangui e de cidades da região. A iniciativa foi idealizada pelo Ronaldo (Abadá Pitangui) e pelo professor Camaleão, que ao conhecer a Prainha de Sacramento ficou encantado com o local, mas observou que tinha muita sujeira e lixo espalhado (visível com facilidade devido ao baixo volume de água do rio Pará). 
Foto: Paulo Henrique Lobato.
Por isso fizeram a "roda ecológica" para ficar em contato com a natureza,  limpar o local recolhendo o lixo e conscientizar a população de Pitangui e os visitantes que frequentam o local sobre os cuidados com o ambiente. Parabéns ao Grupo Abadá Capoeira pela iniciativa e pelo bom exemplo.

As fotos forma fornecidas pelo Cláudio Faria (exceto a segunda) e estão disponíveis no facebook do Grupo Abadá Capoeira de Pitangui, juntamente com mais imagens relacionadas ao evento e à capoeira. Acesse: https://www.facebook.com/abadacapoeirapitanguimg?fref=ts
 Cultura, esporte e natureza.

 A roda no rio.
Coleta de lixo: atitude ambiental.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Capela de São Francisco

Apresentamos hoje, através dos clics de Leonardo Morato e do nosso colaborador José Alexandre Carvalho, belas imagens da Capela de São Francisco de Assis, que mostram a cruz existente no adro da capela e a retirada dela para restauração.

Foto: Leonardo Morato
 
Foto: Leonardo Morato
Foto: Leonardo Morato
Foto : José Alexandre
Foto: José Alexandre
Foto: José Alexandre
Foto: José Alexandre

domingo, 25 de janeiro de 2015

Carnaval Pitangui 2015: venha se divertir.

Fonte: https://www.facebook.com/events/1377513779217046/?fref=ts
No ano em que completa 300 anos, Pitangui está preparando um dos melhores 
carnavais de sua história. Venha conhecer a cidade e cair na folia. 
Adquira seu passaporte on line acessando o link abaixo:


Na tarde de domingo de carnaval ocorrerá a sexta edição da tradicional "Lavagem do Bandeirante", promovida pelo blog "Daqui de Pitangui





Acesse a página da Lavagem do Bandeirante no face:

https://www.facebook.com/lavagemdobandeirante?fref=ts

Acesse também os sites dos hotéis e pousadas de Pitangui
 no menu do lado direito de nossa página.



sábado, 24 de janeiro de 2015

Pitangui Agora São Outros 300

A aproximação do 300º aniversário de Pitangui tem mobilizado, tanto o poder público, quanto a sociedade civil. Assim como nós, do blog "Daqui de Pitangui", preocupados com o resgate e divulgação da história e cultura de Pitangui e região, outras manifestações da sociedade civil, em prol do resgate e valorização da história do município estão surgindo. Neste sentido, elegemos como tema para a postagem de hoje uma dessas manifestações denominada "Pitangui Agora São Outros 300", instituição sem fins lucrativos, com sede na Praça Getúlio Vargas, nº 142.

Angélica Xavier e Judith Viégas.
Fonte:https://www.facebook.com/pages/Pitangui-Agora-S%C3%A3o-Outros-300/654929527924448?fref=ts

Segundo Judith Viégas, idealizadora do projeto, a entidade pretende desenvolver atividades voltadas ao resgate da cidadania, da dignidade, dos Direitos Humanos da população, em especial, crianças, adolescentes e idosos .Criar perspectivas de vida, e formas de auto sustentação para este público para o qual só existe abandono exclusão sócio-cultural e ameaças diárias a integridade física pelo meio social ao qual são segregados.Gerar igualdade e inclusão.Resgatar sua cultura perdida ao longo do tempo. 
Judith Viégas, afirma ainda, que "a entidade tem como missão incentivar o conhecimento real da história omitida, esquecida ou ignorada através da cultura acadêmica ou oralidade. Preservação da cultura. Auto estima baseada no conhecimento de nossa origem." Segundo ela, o projeto foi elaborado em 2012 e pretende desenvolver uma série de atividades entre junho de 2014 e dezembro de 2016. 
Segundo Angélica Xavier, coordenadora do projeto, a entidade foi formalmente apresentada ao público no evento denominado "PRIMEIRO SEMINÁRIO LÍTERO CULTURAL, LANÇAMENTO DOS LIVROS DE DEUSDEDIT CAMPOS SOBRE ´PITANGUI NOS SÉCULOS XVI, XVII , XVIII E JOAQUINA DO POMPÉU E MOSTRA LITERÁRIA".
A entidade também promoveu, dentre outros eventos o "Seminário do Direito Constitucional à Igualdade e Dignidade Racial de Pitangui Agora São Outros 300", realizado entre os dias 24 e 30 de novembro de 2014. Nos dias 20, 21 e 22 de março de 2015 promoverão o "Seminário da Tradição Histórica, Judiciária e cultural de Pitangui". 
As dirigentes ressaltam que todos os eventos promovidos contam com parcerias firmadas com setores da sociedade civil, governamental e OAB/M.G. São esforços como estes que impulsionam o desenvolvimento cultural de Pitangui.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Guarda Nacional de Pitangui

Segue a redação do decreto que 
cria a Guarda Nacional do Município de Pitangui:
Decreto nº 983, de 8 de Maio de 1852 - Publicação Original:
Decreto nº 983, de 8 de Maio de 1852
Dá nova organisação á Guarda Nacional do Municipio de Pitanguí da 
Provincia de Minas Geraes.
     Attendendo á Proposta do Presidente da Provincia de Minas Geraes, 
Hei por bem Decretar o seguinte: 

     Art. 1º Fica creado no Municipio de Pitangui da Provincia de Minas Geraes hum Commando Superior de Guardas Nacionaes, o qual comprehenderá quatro Batalhões de Infantaria de seis Companhias cada hum, com a designação de primeiro, segundo, terceiro e quarto, do serviço activo, e hum Batalhão de quatro Companhias do serviço da reserva. 


     Art. 2º Os Batalhões terão as suas paradas nos lugares que lhes forem marcados pelo Presidente da Provincia, na conformidade da Lei.

     Eusebio de Queiroz Coitinho Mattoso Camara, do Meu Conselho, Ministro e Secretario d'Estado dos Negocios da Justiça, assim o tenha entendido, e faça executar. Palacio do Rio de Janeiro em oito de Maio de mil oitocentos cincoenta e dous, trigesimo primeiro da Independencia e do Imperio.
Com a Rubrica de Sua Magestade o Imperador.
Eusebio de Queiroz Coitinho Mattoso Camara. 




Fonte: www.camara.leg.br

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Sapo Boi


Letra e música: Reinaldo Rohr, Jonba Freitas, William Santiago e Ricardo Nazar.
Intérpretes: Trio Caldas - Dênio, Ricardo e Samuel.
Filmagem e Edição: Léo Morato.


Geralmente quando algumas espécies de sapo aparecem na área é sinal de que vem chuva boa por aí! Então vamos de música e convocamos o Sapo Boi.

SAPO BOI

Dorme sobre a pedra
De ressaca o sapo-boi
Bebum comum boêmio inveterado
De manhã a sapa pula e vem lhe perguntar
Oi sapo o que vai querer pro desjejum
A u u u u é o que ele diz
A u u u u com ares de infeliz

Que vergonha
Diz a sapa furiosa
Dentro de um casaco cor-de-rosa
Fora da lagoa coaxam em coro
Todos os sapinhos em voz de choro
Bué é é é papai qual é
Bué é é é papai qual é

A desculpa que o sapo
Armou pra sapa
Foi que foi na loja do pato comprar sapato
Mas na volta do caminhose assustou
Com a cobra e se escondeu no botequinho
Aí i i i suma daqui
Aí i i i suma daqui

Sapo sem-vergonha
Seu safado
Sapo sem-vergonha
Seu safado

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Em algum tempo no passado


O cair da noite em Pitangui.
Foto: Léo Morato - Jan/2015.

A crônica de hoje fala de um Natal de algum tempo, perfeitamente aplicável ao dia de hoje, de ontem e de amanhã, afinal o sentido do Natal deveria ser todo dia não é mesmo? E, neste tricentenário é bom lembrar do bucolismo e das boas coisas no cair da noite em Pitangui.
A cidade vista da Serra da Cruz do Monte.
Foto: Léo Morato - Jan/2015

A noite do Menino-Deus

Por Paulo Miranda.

Eram aqueles natais doutrora, em que bençãos divinas e águas celestinas eram derramadas em proporções iguais, infundindo corações, regando quintais. A travessa São José, nosso beco, tampouco ficava a seco: ainda de terra batida se transformava num pântano, escorregadio, porém um bom atalho, ligando bairros mais distanciados ao mais curto caminho para centro da Velha Serrana, para onde demandava a turba, na busca do Natal mais santo, com todas as suas liturgias e ave-marias e outras ingresias.

E muitas delas havia: do fascínio da missa da meia-noite ao convite irresistível da boate, passando pelo cinema, por esquinas, ruas calçadas, bares, profanos lugares. E a véspera do Natal era uma só; era preciso se assenhorear daquele momento de encanto, enquanto durasse e se iluminasse o breu.

Embora ainda não fizéssemos jus à cesta ou aos panetones, o ambiente no lar se alterava, se elevava e quanta emoção dava, em torno do presépio, com seus bichinhos, a gruta-mangedoura e aquele tufo de arroz, verdinho, plantado numa lata de sardinha no dia de Santa Bárbara e portanto velho de quase três semanas, adereço indispensável que parecia ter partes com a energética esperança no Deus-Menino.

E nosso presépio ainda havia adquirido a feição meio-oriental quando mana Victa, convertida em paisagista, esculpiu na bruta argila, da amarelada à  violeta, aquelas casinhas abobadadas que a gente só via em filmes da terra santa.

O que nos ligava à agitação externa, à rua encharcada, entretanto, eram as  lanternas. Uma delas para cada rebento de papai e mamãe, com estrutura de madeira, envoltas em papel celofane, de cores variadas que, com uma vela espetada no centro pendurávamos no alto das paredes externas, sob os beirais do telhado.

E tinha passante, até mesmo distante viandante que apreciava aquela manifestação a ponto de comentar que valia a pena o barro amassar só pra ver aquele ispetaco de luzes coloridas, colorant em meio a luz bruxuleante.

Na manhã seguinte, terminado o desembrulhar de presentes em que Papai Noel se fizera representar pelas nossas vizinhas tias, a hora era de verificar como as  lanternas haviam enfrentado as rajadas, trovoadas e aguadas da noite. Umas poucas sobreviviam intatas, protegidas contra a ventania. A maior parte aparecia chamuscada, nua, já queimadas vela e papelada, mas valera, ah como valera a noite encantada!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

O Pelourinho de Pitangui

A postagem de hoje atende a sugestão encaminhada por Maria Cecília Santos Carvalho, interessada em saber sobre a existência de um pelourinho em Pitangui. O texto a seguir discorre sobre este tema.

Escravo no pelourinho sendo açoitado. Gravura de Debret, 1835.
Disponível em:http://www.portugues.seed.pr.gov.br/modules/galeria/detalhe.php?foto=748&evento=10,
acessado em 19/jan./2015.


O pelourinho tem sua origem no Império Romano. O historiador Sílvio Gabriel Diniz, reproduzindo um verbete da Enciclopédia Portuguesa Ilustrada nos informa:

 "consta que os pelourinhos tiveram a seguinte origem: na Praça do Fórum, em Roma, havia uma casa de que era proprietário um tal Moenius. Este, para poder assistir, com os seus, aos julgamentos dados pelos triúnviros, às suntuosas festas públicas e aos castigos que ali eram aplicados, mandou construir junto da habitação uma grossa coluna de Pedra duns dois metros de altura e sobre ela uma espécie de pavilhão ou mirante. Ficaram a chamar-lhe coluna moneia, e com o andar dos tempos outras colunas semelhantes foram levantadas no fórum de qualquer cidade do império.[...]". (DINIZ, 1966, p. 9) 

Em Portugal, desde o século XII, os pelourinhos eram erguidos sempre em frente aos edifícios que abrigavam a Câmara Municipal. Os pelourinhos estão presentes no Brasil desde o período colonial. Geralmente, eram erguidos quando uma localidade era elevada à condição de vila. Muitos pensam que o pelourinho era utilizado apenas como local de aplicação de castigos. Diniz (1966, p. 8)), nos esclarece que "na verdade não era como local de castigo a sua serventia exclusiva. Usavam-no, também, para afixar editais, bandos, etc., conforme o caso [...]".

Pelourinho de Alcântra/Maranhão/Brasil.
Disponível em: http://www.panoramio.com/photo/30776054
Acessado em 15/jan./2015
Devido à presença de escravos em vendas - nome dado aos estabelecimentos comerciais - a Câmara de Pitangui, em nove de fevereiro de 1743, por meio de edital impôs a seguinte pena: [...]todo cativo que for achado em venda de noite, depois do sinal corrido, será preso e trazido à Cadeia desta Vila e levado ao pelourinho e lhe serão dados cinquenta açoites e o dono da venda onde for achado pagará dez oitavas de ouro pagas à Cadeia [...] (DINIZ, p. 7). O instrumento de açoite era um chicote chamado "bacalhau", feito com cabo de madeira e de cinco tiras de couro retorcidas ou com nós.
Mas, onde se localizava o pelourinho em Pitangui? Ainda recorrendo à Diniz (1966) encontramos as seguintes informações:

"O Pelourinho, à frente da Praça da Câmara, estava erguido bem no meio da rua, que se chamava da Cadeia até a Praça e continuava com o nome de Rua de Cima ou Rua Direita. Próximo ao Pelourinho, na parte de cima, edificaram a Capela de Santa Rita, numa demonstração de que ele não era um monumento infame ou ignominioso." (DINIZ, 1966, p. 8)

Vandeir Santos, pesquisador e colaborador do blog "Daqui de Pitangui" aponta uma hipótese sobre o local onde teria sido erguido o pelourinho em Pitangui:

"Considerando que o pelourinho ficava abaixo da capela que era onde hoje é a atual Câmara e que a Casa de Câmara e Cadeia era onde se situa hoje o prédio da loja do Oscar Morato, podemos deduzir que o monumento se situava ou no meio da atual rua Martinho Campos (antiga rua de Cima ou rua Direita) ou, acho pouco provável, no meio da rua entre o edifício Liliza e o prédio do Oscar. Acredito que as três palmeiras plantadas abaixo da capela tenham sido vizinhas do pelourinho."

A Praça da Cadeia, citada por Diniz, é o que hoje conhecemos por Rua do Pilar. No século XIX, o prédio que abrigava a Câmara Municipal localizava-se na Rua Martinho Campos. Posteriormente a Câmara se transferiria para o Casarão de Maria Tangará.

No Brasil, muitos pelourinhos foram destruídos pelos liberais a partir de 1834, por os considerarem símbolos da tirania portuguesa. Não por acaso, o Chafariz da Praça Getúlio Vargas, popularmente conhecida como Praça da Matriz, foi construído pelos liberais em 1835. Será que as pedras utilizadas para sua construção foram retiradas do pelourinho, após sua demolição? Infelizmente, ainda não temos subsídios para responder a esta pergunta. Que os historiadores se debrucem sobre os documentos e nos tragam novas revelações sobre o assunto.




REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

DINIZ, Sílvio Gabriel. Capítulos da História de Pitangui. Belo Horizonte: Edição do autor, 1966.



CONSULTAS NA WEB:

http://www.portugues.seed.pr.gov.br/modules/galeria/detalhe.php?foto=748&evento=10, acessado em 19/jan./2015.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pelourinho, acessado em 19/jan./2015.
http://www.panoramio.com/photo/30776054, acessado em 19/jan./2015

domingo, 18 de janeiro de 2015

Causos à "Beira do Balcão".

Na postagem deste domingo reproduzimos mais uma coluna "Beira de Balcão. O causo de hoje foi publicado na edição de 1º a 15 de março de 1991, no jornal "Correio de Pitanguy Regional". Clique na imagem para ampliá-la. Boa leitura e boas gargalhadas.






sábado, 17 de janeiro de 2015

Crianças no casarão

Aproveitando a nossa penúltima postagem, que mostra o início do "tombo" do casarão que localizava-se à Rua Visconde do Rio Branco, apresentamos uma fotografia que foi feita na escadaria que dá acesso ao interior do imóvel.


Quem são as crianças presentes na imagem ?



A fotografia das crianças nos foi cedida por 
Maria Isabel Chaves Cançado - Déia, filha do Beco Chaves - 
e a do casarão, por William Santiago.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Quando o Carrasco Fortunato passou por Pitangui

A postagem de hoje está diretamente ligada a visita de Max Botelho, editor do blog "Arraial do Ouro" ao "Daqui de Pitanguy", quando, ao postar um comentário deixou o convite para visitarmos o seu blog, onde trata, especialmente, da história do município mineiro de Paracatu.
Ao visitar as páginas do "Arraial do Ouro" me deparei com a postagem intitulada "O Carrasco Fortunato José", que conta a história de um escravo que foi preso por homicídio. Geralmente, um escravo julgado por este crime seria condenado a pena de morte, porém, Fortunato - este era o nome do condenado - teve sua pena "comutada na prisão perpétua com a obrigação de servir de algoz a outros miseráveis condenados à forca" (BOTELHO, 2015).Assim, Fortunato cumprirá sua pena exercendo a função de carrasco dos condenados ao enforcamento. Durante sua vida executou condenados em várias localidades de Minas Gerais e até no Rio de Janeiro. Em Pitangui executou dois condenados.
Saiba mais sobre a história do carrasco Fortunato José clicando na imagem abaixo (Fortunato fotografado no leito de morte, na cadeia pública de Ouro Preto), que o levará às páginas do blog "Arraial do Ouro". Boa leitura!

Imagem disponível em: http://arraialdoouro.blogspot.com.br/2015/01/o-carrasco-fortunato-jose-carrasco.html?showComment=1421358994667#c6726151449787607176, acessado em 15/01/2015.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

O "Tombo" do Casarão


Esta rara imagem foi registrada no ano de 1988 pelo William Santiago, na antiga Rua da Paciência, a foto é bela e triste, pois retrata o casarão em processo de demolição. 

No poema abaixo Jorge Mendes Guerra Brasil  faz uma abordagem sensata, em prosa e verso, sobre as perdas que a cidade sofreu com a derrubada dos casarões, ao longo dos anos, em outros tempos. De uma década e meia para cá, aproximadamente, este processo vem se invertendo, por meio das ações, leis e atitudes preservacionistas e do crescente aumento da consciência histórico cultural e da participação da sociedade nas causas da cidade.  Entretanto, os temas referentes à nossa memória coletiva, enquanto cidade histórica, são sempre atuais e propícios à reflexão nestes 300 anos de Pitangui.

LAMENTO DO CASARÃO


Não me deixe sucumbir,
Pro chão não quero ir.
Muita chance ainda me resta.
Faço parte do passado.
Conservem-me com muito cuidado,
Pra muita coisa ainda presto.


Lembrem-se de que abriguei
Avós, pais e filhos teus
E muitos são hoje doutores
Não têm lembranças de mim
Quando em seus jardins,
Trocaram juras de amores?


Guardo em minhas paredes
Onde penduravam suas redes,
Muitas e muitas histórias.
Guardo bastante segredos
De que muitos até têm medo
De trazê-los à memória.


Faço parte da história
Dos nossos tempos de glória
Não deixem ao chão me jogar.
Sou mais um casarão,
Prestes a ir ao chão.
Mas hoje está em suas mãos,
Esse crime evitar.


(Jorge Guerra)


terça-feira, 13 de janeiro de 2015

O blog Daqui de Pitanguy foi notícia no jornal "O Tangará"

Na edição de junho de 2012, extinto jornal "Tangará" trazia matéria sobre a reportagem do jornalista Paulo Henrique Lobato publicada no "Estado de Minas", intitulada "Vida boa longe da agitação", que apresentava os atrativos da cidade de Pitangui.
Na reportagem, o jornalista Paulo Henrique Lobato citava o blog "Daqui de Pitangui". Confira, a seguir, a matéria publicada no "Tangará".

Fonte: jornal Tangará, edição de junho de 2012.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Quatro anos de Tencões e Terentenas

 Largo das Mercês.
Fonte: Direto de SJDR.

O blog Tencões eTerentenas - Direto de São João Del Rey, compadre do Daqui de Pitangui, completa quatro anos de um intenso e belo trabalho. Parafraseando o autor do blog, em comum, temos duas afilhadas: a história e a cultura destas duas cidades-berço da civilização de mineira (juntamente com as outras 5 Vilas do Ouro). Além da parceria e da afinidade de atuação, temos a satisfação de ter influenciado a criação deste espaço virtual que hoje é uma referência sobre o barroco e a contemporaneidade de SJDR - a terra onde os sinos falam.  Daqui de Pitangui vai o nosso abraço e os votos de vida longa, com inspiração e criatividade!

Torre e Telhado da Matriz do Pilar
Fonte: Direto de SJDR.

domingo, 11 de janeiro de 2015

Beira de Balcão


Neste domingo apresentamos mais uma edição da coluna "Beira de Balcão", assinada por Jonba, no extinto jornal pitanguiense "Correio de Pitanguy Regional". A coluna que postamos hoje foi publicada na edição do referido jornal, que circulou entre os dias 13 e 30 de novembro de 1990. Sempre com bom humor, Jonba presenteava os leitores do jornal com "causos" pitorescos e hilariantes, segundo ele, ocorridos em Pitangui. Confira o texto abaixo, clicando sobre a imagem, para ampliá-la:

Fonte: Correio de Pitanguy Regional, edição 13 a 30/nov./1990

sábado, 10 de janeiro de 2015

Lembra Meu Amor?

Na postagem de hoje convidados para uma regresso ao passado recente de Pitangui, lá pelo século XX, nas décadas de 1950, 60 e 70... Um passeio ao tempo das serestas, das serenatas, do bate papo nas varandas e quintais, das casas abertas, dos flertes na Praça do Jardim e no Cine Pitangui. A viagem é contada pela música Lembra Meu Amor, postada no Canal do Rohr no youtube, de autoria do prof. Reinaldo Pereira, Jonba Freitas, William Santiago e Ricardo Nazar. Confira abaixo este trabalho de valorização da música de Pitangui nos 300 anos.
 

Produção: Maíra Santiago.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

A Rebelião da Cachaça

Ilustração da matéria.
Foto: E.M. Divulgação.

No ano do tricentenário de Pitangui a pesquisa historiográfica e as publicações sobre a cidade se intensificam, como por exemplo a matéria  publicada no jornal O Estado de Minas no dia 3/1/15. O artigo é do jornalista Paulo Henrique Lobato - cidadão honorário, pitanguiense de coração e parceiro deste blog - cujo processo de criação editorial é baseado em estudos, leituras e consulta aos pesquisadores da história de Pitangui. Confira a publicação abaixo sobre um dos grandes motins ocorridos na 7ª  Vila do Ouro das Gerais.
 
Paulo Henrique e Edilson Lopes.
Foto: Léo Morato - 2013.

 
 
Nossa História: cachaça foi estopim para conflito entre portugueses e bandeirantes em Minas
 
Há 295 anos, bandeirantes que extraíam ouro na região de Pitangui se rebelaram contra Portugal, que se apossou da produção da bebida. Houve combate, com mortos e feridos
 
Pitangui e Conceição do Pará – Bebida genuinamente brasileira, a cachaça foi o estopim de uma batalha, há 295 anos, no Centro-Oeste de Minas, que entrou para a história com os sugestivos nomes de Rebelião da Cachaça e Revolta da Pinga. Foi um confronto entre tropas da coroa lusitana e uma falange de homens livres e escravos, sob o comando de bandeirantes que deixaram São Paulo em busca de ouro nas Gerais. O combate envolveu cerca de 900 homens e ocorreu a duas léguas do atual Centro Histórico de Pitangui, às margens do Rio São João, afluente do Pará, um dos principais tributários do Velho Chico.

Corria a segunda semana de janeiro de 1720, mas o conflito envolvendo a cachaça começou três meses antes. Em outubro de 1719, o capitão-mor João Lobo de Macedo, representante de Portugal em Pitangui, determinou o estanco da caninha para financiar a construção de uma igreja, da casa da Câmara e Cadeia e de um sobrado para uso do governador da capitania durante as visitas ao lugarejo. Apenas a título de esclarecimento, estanco é um monopólio estatal: apenas a coroa poderia vender aguardente.

A decisão do capitão-mor, aprovada na câmara local, não agradou aos bandeirantes, pois eles consideravam a bebida gênero de primeira necessidade à exploração do metal precioso. “A aguardente era o combustível para mover os escravos, a mão de obra usada na extração de ouro. O monopólio iria encarecer a atividade, reduzindo lucros”, diz o pesquisador Vandeir Santos, do Instituto Histórico de Pitangui.

A reação dos mineradores foi imediata. Liderados por Domingos Rodrigues do Prado, eles expulsaram da vila o representante da coroa. O presidente da câmara, que acumulava o cargo de juiz, foi assassinado no levante. O motim irritou o governador da capitania, Pedro de Almeida, o conde de Assumar. Ainda mais que os mineradores estavam em débito com o quinto do ouro – a coroa taxava em 20% a extração do metal na colônia. Em Pitangui, quando ocorreu a Revolta da Cachaça, a dívida estimada era de sete arrobas.

Resultado: o conde determinou que uma tropa fosse a Pitangui pôr fim ao levante causado pelo estanco da pinga e cobrar o débito referente ao quinto do ouro. “A Rebelião da Cachaça foi a gota de fel que fez transbordar a ira de Assumar. A ordem foi prender os líderes do motim e promover o sequestro dos bens. Iria ser instaurada a devassa. Era crime de lesa-majestade (o motim), resultando em mortes na forca e esquartejamentos”, ressaltou o historiador Raimundo da Silva Rabello, autor de O payz do Pitanguy. O livro destaca que a tropa enviada pela coroa reunia 500 homens.

Os bandeirantes-mineradores organizaram uma coluna com 400 pessoas e esperaram o inimigo em trincheiras, às margens do São João. Nenhum historiador se arrisca a dizer quantas vidas foram perdidas no combate. Mas, como destaca Rabello, houve muitos mortos e feridos. A coroa venceu a batalha. O líder dos bandeirantes, Domingos Rodrigues do Prado, fugiu para um pedaço de terra próximo ao encontro do São João com o Pará.

Forca

O lugarejo hoje é chamado de santuário e pertence a Conceição do Pará, emancipado de Pitangui em 1962. Lá mesmo, o bandeirante soube que o governador havia lhe decretado a pena de cabeça: seus bens em Pitangui foram confiscados e sua prisão ou assassinato seriam recompensados com moedas de ouro. Alguns historiadores defendem a tese de que o governador mandou fazer um boneco de Domingos e o enforcou em efígie. O simbólico ato, comum na época, tinha efeito jurídico de morte civil. “Domingos passaria à condição de execrável e teria suas propriedades destruídas e o solo salgado. Seus descendentes seriam declarados infames até a terceira geração, como ocorreria, posteriormente, com Tiradentes (Joaquim José da Silva Xavier)”, acrescentou Rabello.

A notícia teria chegado ao bandeirante em poucos dias. Em resposta a sua “morte civil”, continua Rabello, Domingos mandou fazer um boneco do governador e também o enforcou em efígie, no largo da Capela de Nossa Senhora da Conceição, no Santuário de Conceição do Pará. Outros pesquisadores refutam a história de ambos enforcamentos em efígie. No artigo Ocorrências em Pitangui, Teóphilo Feu de Carvalho sustenta que a execução só ocorreria se o réu estivesse presente em todas as formalidades processuais.

“Se não foram satisfeitas e nem cumpridas, a morte em efígie não poderia ter todas as consequências jurídicas daquele tempo, como (tem a morte) natural. Seria uma inutilidade sem que pudesse utilizar-se dos efeitos que acarretaria se legalmente executada”, escreveu Carvalho. De qualquer forma, quase 300 anos depois, a Revolta da Cachaça atrai estudiosos e curiosos à região.

“Recebi um grupo da Universidade de São Paulo (USP). Um professor e quatro alunos. Vieram fazer um trabalho e me pediram para acompanhá-los em alambiques. Em um dia e meio, visitamos 32”, destaca José Raimundo Machado, morador de Conceição do Pará. Dono de um teatro na cidade, ele defende um roteiro turístico para lembrar a Rebelião da Pinga.
 
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quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Atividades produtivas em Pitangui e região, na primeira metade do século XIX

Muitos pesquisadores têm se debruçado sobre a questão da organização das atividades produtivas em Minas Gerais durante o século XIX, no intuito de demonstrar que a economia mineira não entrou em decadência com o declínio da produção aurífera, conforme apontou Celso Furtado em sua obra "Formação Econômica do Brasil" (1969).
Nessa obra Furtado (1969) afirma que "não se havendo criado nas regiões mineiras formas permanentes de atividades econômicas - à exceção de alguma agricultura de subsistência - era natural que, com o declínio da produção do ouro, viesse uma rápida e geral decadência. [...]". Afirma, ainda, que, "houvesse a economia mineira se desdobrado num sistema mais complexo, e as reações seguramente teria, sido diversas." (FURTADO, 1969, p. 91).
Porém, autores como Paiva e Godoy (2010) demonstram, por meio de dados do Recenseamento de 1831/32 e também pelos relatos de viajantes estrangeiros , que percorreram a, então, província de Minas Gerais, nas primeiras décadas do século XIX, que, com a crise na produção aurífera, a economia mineira não entrou em colapso, mas, reorganizou-se a partir de diversas atividades produtivas permitindo o desenvolvimento do comércio interregional e interprovincial. Neste sentido, buscaremos apresentar, conforme a abordagem de Paiva e Godoy (2010), como se desenvolveram a atividades produtivas em território mineiro, na primeira metade do século XIX, em especial no que se refere a, então, vila de Pitangui.
É importante lembrar que Pitangui tem suas origens no processo de ocupação da região das minas pelos bandeirantes paulistas, processo esse, que teve início na última década do século XVII e as primeiras décadas do século XVIII, quando uma expedição encontrou ouro na região, onde muitos se fixaram fundando um arraial. Além da exploração do ouro, outras atividades econômicas passaram a ser desenvolvidas na vila de Pitangui e região centro-oeste, que Paiva e Godoy (2010) identificam como "região intermediária de Pitangui-Tamanduá". Denominava-se Tamanduá o atual município mineiro de Itapecerica.

Disponível em: http://www.cedeplar.ufmg.br/diamantina2002/textos/D17.PDF

O estudo dos pesquisadores citados acima, no que diz respeito às atividades agrícolas, aponta para a existência, na região intermediária de Pitangui-Tamanduá, de atividades voltadas à produção de algodão, tabaco e cana-de-açúcar. A pecuária era praticada a partir da criação de equinos, bovinos e suínos, enquanto as atividades de transformação de gêneros da agropecuária apontam a existência de fiações e tecelagens, além da produção de toucinho e couro. Já as atividades extrativistas estavam concentradas na exploração aurífera. O estudo aponta que a região apresentava alto nível de desenvolvimento nas atividades produtivas descritas acima.

Disponível em: http://www.cedeplar.ufmg.br/diamantina2002/textos/D17.PDF

Com relação ao comércio naquele período, o estudo de Paiva e Godoy (2010) apresenta os seguintes dados: equinos, bovinos, suínos, algodão e couro eram vendidos à Corte (Rio de Janeiro), que, por sua vez, fornecia para a região intermediária de Pitangui-Tamanduá manufaturados importados e sal. Em nível interregional, a região desenvolvia atividades comerciais com o sul da província de Minas Gerais, através da venda de couro.



 BIBLIOGRÁREFERÊNCIASFICAS:

FURTADO, Celso. Histórica Econômica do Brasil.
PAIVA, Clotilde Andrade; GODOY, Marcelo Magalhães. Território de contrastes: economia e sociedade das Minas Gerais do século XIX. Disponível em http://www.cedeplar.ufmg.br/diamantina2002/textos/D17.PDF, acessado em 10/11/2014.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

A abertura oficial dos 300 anos de Pitangui

Missa no largo da Capela da Penha.
Fotos: Leonardo Morato.
 
As comemorações dos 300 anos de Pitangui foram iniciadas de forma exemplar. No sábado dia 3 de janeiro de 2015 foi realizada uma missa campal, no largo da capela de Nossa Senhora da Penha, onde a comunidade católica de Pitangui e apreciadores da cultural popular compareceram em peso.
 
Parte da comissão organizadora do evento.

Para contextualizar o tema, é importante ressaltar que o evento foi realizado pela Comissão da Religiosidade, uma das segmentações criadas pela Secretaria de Cultura da Prefeitura de Pitangui para conduzir os trabalhos do tricentenário da cidade, que ocorre em 9 de junho próximo. Pelo que pudemos acompanhar os preparativos, a divulgação e a execução dos trabalhos foram feitos com empenho, de forma organizada e participativa.
O público aguardando o início da celebração.
 
Na noite do evento, as pessoas chegaram aos poucos na Praça dos Bandeirantes e imbuídos de um sentimento de fé, alegria e contemplação participaram atentamente da celebração da santa missa, dos cânticos e atos litúrgicos.

Religiosidade e história. 
 
O altar foi montado na escadaria da capela onde personagens representando os bandeirantes, negros e índios compuseram o cenário de forma bastante atrativa e a banda musical que estava presente também deu um toque especial à celebração.

Bandeirantes, garimpeiros, índios e negros - origem da população de Pitangui.

Em um dado momento as pessoas foram convidadas pelo orador a se dirigirem ao interior da capela onde foi descerrada a placa com um texto sobre a história da origem da capela, com a presença de autoridades civis e religiosas, representantes de associações e entidades culturais de Pitangui.
 
A solenidade no interior da capela.

Logo após, os fieis reuniram se em procissão em torno da capela e, em seguida, foi realizada uma encenação teatral reproduzindo a lenda da aparição de Nossa Senhora da Penha a um garimpeiro, nos primórdios da Vila de Pitangui, no início do século XVIII.

 
Fé e devoção.

Encenação teatral.

Na sequência houve uma bonita queima de fogos e o encerramento do evento foi feito com uma providencial benção do Pe. Ulisses, que (para os que acreditam) trouxe a esperada chuva que minimizou o intenso calor deste janeiro pitanguiense.

No céu luzes e chuva.

Feliz por ter participado, na condição de pitanguiense e de visitante, posso afirmar que o evento agradou na forma e no conteúdo, configurando-se em um modelo para ser seguido nestes 300 anos: organização, simplicidade, riqueza de detalhes, participação e atratividade. Parabéns aos organizadores, parabéns Pitangui.


O sino, os fiéis e a praça.