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quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Um fim de semana cultural

Palestra de Maria José Valério
Foto: Leonardo Morato.

Entre os dias 24  e 30 de setembro está sendo realizada a Semana Cultural de Pitangui, em uma iniciativa do Instituto Histórico e da Secretaria Municipal de Cultura.

Abertura do evento em 24/9.
Foto: Antônio Lemos - Sec. Cultura.
Com a realização de palestras nas escolas, igrejas e exposições em locais públicos os objetivos do evento são promover a conscientização quanto à importância do acervo do IHP, abrangendo as imagens sacras, documentos históricos do arquivo judicial da Câmara da Vila de Pitangui; e estimular a preservação dos bens culturais, por meio da educação patrimonial.

 Barrica ministrando a palestra no Chapadão.
Foto: Silvana Ribeiro.

Na sexta 25, foram realizadas palestras na Igreja de São Sebastião, no Chapadão, pela manhã ministradas pelo Barrica e Vandeir Santos. E à noite na EEMAO os trabalhos foram sequenciados pela Sra. Zezé Valério e Vandeir, onde pudemos presenciar o interesse dos participantes pelos temas apresentados.

Vandeir e Zezé na EEMAO.
Foto: Leonardo Morato

O público atento à palestra na EEMAO.
Foto: Leonardo Morato

Na noite do dia 28 o tema da palestra foi sobre os pontos turísticos de Pitangui, e as explanações foram conduzidas pelo Sr. Zé Raimundo Machado, atual presidente do IHP.

 Bate papo com Zé Raimundo Machado.
Foto: Silvana Ribeiro.

Com base no que presenciamos, é possível afirmar que a organização do evento acertou ao realizar a proposta junto às escolas e acessível à população, abordando o sobre o patrimônio histórico e o Turismo, assuntos que merecem ampla discussão, estudo e prática devido a grande pertinência. Ou seja, dai a Pitangui o que é de Pitangui!  


Palestra do Vandeir Santos
Foto: Antônio Lemos.

Na oportunidade parabenizamos aos organizadores, em especial o amigo Vandeir Santos, membro deste Blog e IHP, que tem acesso aos gabinetes, às cozinhas e aos quintais pitanguienses e vem desenvolvendo voluntariamente um primoroso trabalho de pesquisa e de valorização dos nossos patrimônios. E por contribuir para o diálogo e a soma de esforços culturais em nossa cidade, Vandeir (nascido em Contagem) é merecer da Cidadania Honorária de Pitangui!

Em breve será divulgada mais uma postagem sobre a Semana Cultural de Pitangui 2015, com destaque para a homenagem ao JoNba.

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 Dolabela e Rai.
Foto: Léo Morato.


A propósito abrimos um parêntese para falar sobre a palestra cultural que assistimos (Dênio Caldas e eu Léo Morato) em Belo Horizonte no dia 24/9 (mesmo dia da abertura da semana cultural de Pitangui).  O evento foi elaborado pelo Rai (produtor cultural) e foi realizado no espaço   Aruanda - grupo de danças folclóricas e o ponto alto foi a participação do músico, escritor, critico de arte, e também produtor cultural, o renomado Marcelo Dolabela que conduziu o tema sobre "A música como instrumento de transformação social", falando sobre os movimentos musicais brasileiros (Clube da Esquina, Tropicália, Mangue Beat ...) na transformação social e o papel da música na política e na ditadura.

Espaço Aruanda.
Foto: Léo Morato.


O que percebemos é que a cultura está sempre “na moda” (em Pitangui, BH e em todo lugar) e é importante pensar a cultura como fator econômico e de transformação social, preservando e difundindo o conhecimento e as tradições por meio de novas formas como a fotografia digital e o vídeo. Sendo necessário estar conectado e integrado às ações que acontecem nacionalmente.  Fecha parênteses.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

O que jorra na fonte da Gameleira

Ficou muito bonita a obra que a prefeitura de Pitangui fez na fonte da Gameleira, há quem a julgue desproporcional até. O que muitos desconhecem, perigosamente, é a desproporcionalidade entre a qualidade do acabamento dos muros e a qualidade da água que jorra em sua fonte. Em uma análise feita no final do mês de agosto o valor da análise bacteriológica chegou a > 2.419 coliformes totais! Qual o valor máximo admitido? Zero!





O que são coliformes

Segundo consta na Wikipédia, “Coliformes são grupos de bactérias indicadoras de contaminação e são formados pelos gêneros Escherichia, Citrobacter, Enterobacter e Klebsiella.
As bactérias do grupo coliforme habitam o intestino de animais mamíferos, como o homem, e são largamente utilizadas na avaliação da qualidade das águas, servindo de parâmetro microbiológico básico as leis de consumo criadas pelos governos e empresas fornecedoras que se utilizam desse número para garantir a qualidade da água para o consumo humano.
Há os coliformes totais, que são grupos de bactérias gram-negativas, que podem ou não necessitar de Oxigênio - Aeróbicas ou Anaeróbicas, que não formam esporos, e são associadas à decomposição de matéria orgânica em geral. Há também os Coliformes Fecais, também chamados de Coliformes Termotolerantes pois toleram temperaturas acima de 40ºC e reproduzem-se em menos de 24 horas. Este grupo é associado às fezes de animais de sangue quente.
Pelo estudo da concentração dos Coliformes nas águas pode-se estabelecer um parâmetro indicador da existência de possíveis microorganismos patogênicos que são responsáveis pela transmissão de doenças pelo uso ou ingestão da água, tais como a febre tifoide, febre paratifoide, disenteria bacilar e cólera.

 Foto: Vandeir Santos

População coletando água para consumo 
Foto: Vandeir Santos


A administração atual (e mesmo a antecedente) não é culpada pela contaminação da fonte, mas é omissa na medida que não monitora e não comunica à população a qualidade da água que jorra em suas bicas. Se monitora, por que não comunica? Nessa última segunda-feira fui ao local e além de constatar que não há nenhum comunicado flagrei pessoas enchendo garrafas pet para consumo humano! Uma senhora disse consumir a água há décadas e que aquilo é uma graça divina e afirmou ainda que as bicas da lateral não estão contaminadas. Como não estariam se a fonte é única? Estaria a mina dessas bicas laterais situada a quilômetros dali?

Garrafas pet que a população utiliza para coleta da água contaminada 
 Foto: Vandeir Santos

Há quem diga que a contaminação se deve a uma antiga rede de esgoto que corta a mata e que deve ter sido rompida pelas raízes das árvores. Como é uma obra da época em que o serviço era municipalizado, não há planta dessa rede e seria necessário escavar todo o perímetro da fonte para localizar e desviar essa tubulação para que a longo prazo o problema se resolva e a população pare de beber suco de bactérias.

Vandeir Santos


segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Lembranças de um repórter

Em matéria de novembro de 2002 o jornal Novo Tempo publicou uma entrevista que Heliana Foureaux fez com o jornalista Lucas Mendes Campos. Em algumas linhas Lucas faz uma retrospectiva de sua infância e juventude quando vinha a Pitangui passar férias junto com os seus familiares. Como sempre o jornalista externa o grande carinho que tem pela terra de seus ascendentes.

Heliana: É interessante uma pessoa que mora em NY e ama Pitangui. De onde vem esse seu amor a Pitangui?

Lucas: Passei minhas férias em Pitangui dos 6 aos 16 anos.

Heliana: Quais as suas melhores lembranças?

Lucas: Aí vão minhas lembranças:
Pitangui...
As casa dos tios Anita e Hélio, da Norma e Waldemar e o sobrado dos tios Inácio e Etelvina, a enorme “casa Campos”. A rua Padre Belchior, a singeleza da estação e a feiúra da rodoviária; o trem chegando e partindo; a fazenda dos tios Porto e Célia; os fins de semana na casa dos tios Darcy e da Zizi e as curvas das pernas dela; o sucesso do primo Evandro Robert Mitchum Campos com  as meninas e gênio do primo Armênio, imitando a família. Os cascos dos cavalos nos paralelepípedos de manhã cedo, o coqueiro do Lavrado, visto pela janela da sala da tia Anita, deitado na rede, apaixonado; a tia do Afonso, no banho, vista do pé de carambolas, a masturbação coletiva e, depois, as carambolas. O primeiro peixe no Pará; a água da mina e da Usina; as jaboticabeiras de tantos quintais; a risada da prima Heliana; o flerte da Berenice; o footing da praça do jardim; a coleção de gibis do Márcio Campos, empilhada em noite de chuva; o cheiro da madeira; as histórias de assombração e o protetor afago da mãe. A primeira coxa entre coxas no clube; o primeiro - e último - porre de hi fi; as mulheres do Bacolelê Adonde a Maria Mora, entre e veja se ela está. Sempre estava e, durante quarenta anos esteve também para o meu querido pai; os casos do prefeito Morato; o cheiro da Maria Fumaça; o enjoo nas jardineiras; os ninhos dos passarinhos; os mergulhos no poço verde; o frango assado com farofa no trem e o frango nos almoços na fazenda dos tios Didico e Domitila; os encantos da prima Ana Maria; o truco na volta, vale seis ladrão de milho; o buraco;  o bingo e o bangô do primo Ivan nos bailes do clube; as primeiras sinucadas no bar Elite e as primeiras serenatas: Blue Moon, You saw me, Standing alone; a imperdoável matança de passarinhos, o beco do clube; a tristeza dos sinos na hora do ângelus, as tristíssimas procissões; o café do sobrado; o cheiro dos currais e, de novo, da madeira na chuva; do pasto, dos cavalos, do paiol, o copo de leite quente tirado na hora, o tédio das tardes, o pavor da primeira noite sozinho e do primeiro galope; o delírio do primeiro beijo na boca, a extrema decência do Geraldo Pepa e ilimitada devoção da Olga pelo padre Guerino; a solidão da Cruz do Monte; a malvadeza da Maria Tangará; o Cine Pitangui, de mãos dadas e suadas; as coxas da Neuza; o nariz da Pompéia; o começo das férias, como tudo era tão mágico, tão Pitangui!

Especial agradecimento a Fábio Campos que forneceu cópia do jornal.

Vandeir Santos


domingo, 27 de setembro de 2015

Dia Mundial do Turismo

https://www.youtube.com/watch?v=-yaGT8TqxC8
Divulgação: Secretaria de Cultura.

Hoje dia 27 de setembro comemora-se o Dia Mundial do Turismo e do Turismólogo. Clique na imagem acima para para assistir a um vídeo sobre algumas manifestações de Fé do pitanguiense, um convite ao Turismo Religioso!


Visite Pitangui

O ato de viajar é praticado desde os primórdios da humanidade e a atividade turística vem evoluindo através dos tempos para proporcionar prazer e comodidade a quem viaja. Quem não gosta de aproveitar o tempo livre e por o pé na estrada para visitar parentes, amigos e conhecer lugares novos? Por que não sair da rotina e combinar lazer com descanso, para renovar os planos e recarregar as energias? Breves ou demoradas, boas viagens fazem bem à saúde, proporcionam bem-estar e ficam para sempre registradas na memória e nas fotografias. As viagens aumentam a bagagem cultural, proporcionam conhecimento, diversão e aproximam as pessoas.

Então, que tal colocar o pé na estrada e visitar Pitangui? Pegue o trem da história para conhecer a Sétima Vila fundada em Minas Gerais no Ciclo do Ouro, uma cidade acolhedora, cativante, com um povo hospitaleiro e que completou os seus 300 anos em junho de 2015. Venha conhecer os nossos casarões, as fazendas centenárias, as igrejas antigas, a tradicional comida mineira e o nosso folclore. Venha percorrer as nossas trilhas, apreciar o pôr do Sol na serra da Cruz do Monte e ver a lua nascer atrás da Igreja de São Francisco. Venha participar de nossas festas, descer e subir as ladeiras, conhecer o nosso artesanato, subir as serras, andar pelas matas e apreciar nossos rios. Venha conhecer nossos “causos”, os nossos músicos e bandas e tomar uma cerveja gelada acompanhada dos melhores petiscos em nossos bares, botecos e restaurantes. A cidade dispõe de boas opções de hospedagem, de serviços em geral e tem um clima bucólico propício ao turismo histórico cultural, ecológico e rural. Pitangui espera por você!

Texto: Leonardo Morato - Turismólogo.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Bodas de Ouro nos 300 Anos

 Verinho & Sônia.
Foto: Acervo de Família

Há exatos 50 anos, em 1965 os sinos repicavam em Pitangui para anunciar o enlace matrimonial de Sônia Caldas & Silvério Rodrigues! Hoje 25 de setembro de 2015, ano do tricentenário de Pitangui, o simpático casal completa 50 aniversários de casamento.  Nesta data especial o Blog Daqui de Pitangui, juntamente com os parentes e amigos desta grande família deseja muitas felicidades, saúde e paz ao Verinho e D. Sônia pela celebração destas Bodas de Ouro.
 
Verinho & Sônia.
Foto: Léo Morato.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Semana Cultural 2015

SEMANA CULTURAL 2015 
 INSTITUTO HISTÓRICO DE PITANGUI 
 RIQUEZAS DE MINAS GERAIS

Hoje às 19:30 ocorrerá o lançamento da Semana Cultural 2015 na igreja São Francisco. Trata-se de um conjunto de eventos onde a população pitanguiense terá a oportunidade de conhecer a importância do Instituto Histórico de Pitangui dentro do panorama histórico regional e nacional. 


TRIBUTO AO JONBA

No sábado, dia 26/09, de 19:00 às 22:00 na praça Plínio Malaquias, ocorrerá uma homenagem ao músico João Batista de Freitas, o JoNba, falecido recentemente. Na oportunidade amigos e familiares cantarão músicas que tiveram a participação desse grande artista pitanguiense. Todos estão convidados para participar da festa.

Vandeir Santos




quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Na venda do Tisnado

A foto da postagem de hoje foi cedida pelo amigo William Santiago que, no início dos anos de 1980 registrou a presença de uma visitante de Brasília junto a familiares, conhecendo a loja do Tisnado - onde de tudo se achava, era só procurar.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

História da educação em Pitangui: nomeação de professora em 1928

A postagem de hoje apresenta um documento oficial de nomeação de  uma professora para a escola noturna de Pitangui, em 1928. A professora nomeada na ocasião era Luciana Nunes de Carvalho.

Fonte: acervo do Instituto Histórico de Pitangui

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Mais um Casarão a ruir ?

Na postagem de hoje apresentamos um tema sugerido por nossos visitantes. Trata-se do Casarão da Rua José Valadares, construção imponente e representativa do estilo arquitetônico colonial, que está ruindo. Muitos moradores de Pitangui nos enviam mensagens indagando sobre o futuro daquela edificação. 

Em 2013, Leonardo Morato fez alguns registros fotográficos do Casarão, e nelas já podíamos identificar o estado de abandono:

FOTO: LEONARDO MORATO

FOTO: LEONARDO MORATO

FOTO: LEONARDO MORATO

Recentemente recebemos mais fotos do Casarão e nos preocupou o estado em que se encontra.

FOTO: FRANCINE MOREIRA
FOTO: FRANCINE MOREIRA

FOTO: FRANCINE MOREIRA
FOTO: FRANCINE MOREIRA
FOTO: FRANCINE MOREIRA


Como podemos observar através das fotos acima, o Casarão da Rua José Valadares está com seu telhado comprometido o que acelera o processo de deterioração do imóvel. Pouco se fala a respeito de sua preservação. Contra o esquecimento evocamos a memória registrando aqui o que está acontecendo com esta edificação, no ano em que comemora-se os 300 anos de Pitangui. Lamentável!

domingo, 20 de setembro de 2015

"Jombando"

 
E as homenagens ao Jonba continuam, temos recebidos alguns causos inéditos onde não se sabe ao certo se são invenção ou fatos verídicos. A propósito, em breve teremos aqui algumas novidades em áudio e vídeo incluindo alguns causos do Juca (irmão do Jonba). Será um Beira de Balcão virtual?  O que é a história senão o suceder, o(s) registro(s), o estudo e o contar dos fatos!? Confira abaixo o conto na postagem de hoje.
 
Jonbando da Vida
 
Por Paulo Miranda
 
Não havia como ignorar o Jonba, com seu andar à Mazzaropi, o sorriso largo, como o nosso largo da Cruz, e aquela habilidade incrível de mexer com tudo, dos pauzinhos às pipetas de laboratório - enquanto contava piadas e outras arrepiadas...

E nada falávamos de futebol em nossos quase regulares encontros em BH ou Pitangui no início daqueles anos setenta, ou tampouco de músicas que, com a vênia do bom Cabrito, eram para mim, de outro departamento...Mas o que discutíamos, e nos esforçávamos para apreciar e entender as beldades de nossa Velha Serrana, não tava no gibi.

Abundava em si. E por sobejas razões. Hier encore, nous avions vingt-ans. E ele, um nato Don Juan, eu, na sobra, não mais que Paulo pra toda obra...E tome fantasia...à azia. Em tempos que a mão no mais as vezes tudo se resolvia...

Inobstante as bravatas, em tempos pre-gravatas, tema recorrente de nossos papos era o cinema, da aventura extrema. E ressalto aqui um diálogo que tentávamos reproduzir, en español, tirado de uma preciosa película de Sam Peckimpah, lançada em 69, que ganhou o imponente e instigante título de Meu ódio será sua herança (no original era The Wild Bunch). Memorável caubói, que fugia ao convencional em vários aspectos e contrapunha o frio pragmatismo americano à calorosa pieguice/romancice dos mexicanos.

E vamos ver se sai uma versão do diálogo agora, que se passava entre  a ex-noiva de um dos membros do bando de aventureiros e o general da vez, Mapache Huerta, chefe dos rebeldes que controlavam boa parte do território nortenho do México. A moçoila, bela morena, cansada de viver naquele miserê dos explorados, tornara-se amante do General e,
na cena, lhe oferecia um belo cavalo de presente:

 - Oye, mi General, véa el caballito que yo le traigo...

 - Que hermosura, mi amor. Prometo que voy a montarlo muy pronto..
Pero ahora vete aquí pa´tomar una cerveza...

 - Sí, sí, mi General

E a gente ia introduzindo novos termos naquela coisa que ia terminar mal, mas o riso, preciso, era colossal. E nos propiciava navegar despudoradamente nessa língua de Cervantes, com nossos erros e bis-erros desconcertantes...

Y que te pása ahora, Juanito, estás ahí a nos mirar desde el alto...?

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Havia uma casa

 
Tinha uma casa no meio do caminho.
No meio do caminho tinha uma casa.
 
 
Obs: esta foto é de 2010, mas em 2012 esta casa foi ao chão. A mídia na época noticiou que, por não estar na área do tombamento (Centro Histórico) esta casa foi ao chão. Restou então foto e memórias!

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Pura Poesia


Na postagem de hoje divulgamos mais uma obra de autoria do Jonba, Rohr e William. A música é a Tô Piano Um Canto, na interpretação do Ricardo Nazar e o vídeo é parte do acervo divulgado no Canal do Rohr, vale a pena conferir!

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Mais Pitangui em Nova York

Ao prestar atenção nas imagens feitas nos estúdios da Rede Globo em Nova York um detalhe me chamou a atenção, um dos livros atrás do repórter se parecia muito com o Pays do Pitanguy de autoria de Raimundo Rabello.

Jornalista Jorge Pontual com o livro na prateleira detrás.
Imagem da Globo News


Em um almoço com o jornalista Lucas Mendes Campos ele me confirmou, trata-se do exemplar que presenteei a ele e como o Manhattan Connection divide o mesmo espaço com o jornalismo a obra ficou ali exposta diariamente para o Brasil e o mundo. Semana passada o livro continuava lá. Mais uma contribuição de Lucas na divulgação de Pitangui.

Vandeir Santos



sábado, 12 de setembro de 2015

Perdemos um poeta

- JONBA -
Foto: Léo Morato 1/6/2013.

Como disse outro poeta "É tão estranho, os bons morrem antes" (Renato Russo) e é com enorme pesar que comunicamos o falecimento do Jonba ocorrido hoje (Jonba com N mesmo, segundo ele era pra ficar diferente). Integrante ativo de uma das maiores safras culturais da cidade - o Movimento Pitaculta -, profissional talentoso, o Jonba deixou um legado para a família, amigos e a poesia de suas letras e músicas de verdade, construídas em parceria com o Rohr, William, Ricardo Nazar, Kiko Lara, Fabinho Freitas e muitos outros. Valeu caro Jonba, vá em Paz!



Este vídeo inédito foi gravado em fevereiro de 2011, num encontro da família Freitas, do qual tivemos o prazer de participar e presenciar um pouco desta alquimia musical.

Flautista de Hamelim
 
 
Reinado Rohr/Jonba Freitas/William Santiago
Ritmo: Balada
 
 
Corre o vagão de sonho
Vem com o Flautista de Hamelin
Não passa todo dia um sonho assim
Não passa todo dia um sonho assim
 
Corre a ver verdes terras
É hora meu curumim
Corre prás bandas novas
Menino novilho assim
 
Deixa ficar curiós essas velhas avós
Essa tal pedra-mó amanhã é voar
Sobe a rota das cavas nas curvas das serras
Do alto do mundo se enxerga o mar
 
Se um dia for possível
Se um dia for preciso descansar
Tem vagão pra toda parte
Tem flautista com vontade de voltar
Não decolar jamais
 
Fico no alto das serras
No reino das minas lembrar litorais
Os rios nos corpos da gente
Não descem iguais
 
Menina do circo disse pra mim
Que o pano mais belo é seda-cetim
E vamos fugir nas asas do querubim

Links Relacionados:

http://www.daquidepitangui.blogspot.com.br/2014/08/o-canal-do-rohr.html
http://www.daquidepitangui.blogspot.com.br/2015/01/lembra-meu-amor.html
http://www.daquidepitangui.blogspot.com.br/2014/10/cantar-na-lua.html

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Carnavais de outros tempos

O carnaval carioca de 1904 viu surgir um novo acessório, tratava-se de um frasco preenchido com cloreto de etila sob pressão. Ao acionar uma válvula um fino jato do conteúdo era liberado em baixa temperatura gerando uma sensação refrescante muito agradável entre os foliões e em virtude da essência associada ao princípio ativo aquela novidade passou a ser chamada de lança-perfume.


Lança-perfume da Rhodia 
Fonte: http://www.conradoleiloeiro.com.br/peca.asp?ID=924207


Até 1922 a Rhodia importava o produto de sua filial argentina, após essa a data a produção ficou a cargo de suas instalações em São Bernardo do Campo. Esse fabricante usou nomes como Rodouro, Rodo e Rigoletto. Com o tempo surgiram outros fornecedores.

Não demorou muito para que o inocente refrescante/odorizante de ambiente passasse a ser inalado causando uma curta sensação de euforia e excitação. Usado dessa forma o lança-perfume acelera a frequência cardíaca e seu uso constante provoca sérios danos à saúde. Foi em virtude do uso abusivo de lança-perfume, que chegou a ocasionar mortes, que o jornalista Flávio Cavalcante deu início a uma campanha contra o uso do solvente e mediante essa pressão o presidente Jânio Quadros baixou o decreto 51.211 de 18 de agosto de 1961 onde o Artigo 1º determinava que “Ficam proibidos a fabricação, o comércio e o uso do “lança-perfume” em todo território nacional” uma vez que “vem generalizando, de maneira alarmante, a prática de aspiração do “lança-perfume” como meio de embriaguez”.

O lança-perfume em Pitangui.

Ainda não foram encontrados registros escritos do uso do lança-perfume em Pitangui quando ainda era liberado, mas restaram fotos que registram o uso do spray nos carnavais da cidade.

Terezinha Gontijo Mendes Miranda, José Guilherme Gontijo Mendes e 
Elisa Mendes Campos (Mãe do jornalista Lucas Mendes) com o leque 
que era um brinde da Rhodia para quem comprasse o lança Rodo ou Rigoletto
Fonte: acervo de Fábio Campos



Fonte: Internet

Na fila: Elisa Mendes Campos, amiga da família, Juliana Mendes Campos, Heliana Campos e Hélio Campos. Lado direito: Esperidião Cecin, desconhecido, São Bahia. Atrás das meninas: Lauro Saldanha. Lado esquerdo, atrás de Eliza: Totonho da Residência. Fonte: acervo de Fábio Campos

Paulo Vasconcelos de Carvalho e sua esposa
 Fonte: acervo do próprio Paulo

Especial agradecimento a Paulo de carvalho e ao Fábio Campos pelo fornecimento das fotos.

Fontes:


Vandeir Santos


terça-feira, 8 de setembro de 2015

Tardes de Inverno

 
Contemplando o desenrolar da vida num belo fim de tarde em Pitangui.
 
O céu, a capela e o casarão da Tangará.
 
Fotos: Léo Morato - julho/2015.

domingo, 6 de setembro de 2015

Música na Sétima Vila

 
Hoje tem música boa na Cervejaria Sétima Vila (Antiga Cantina do Rey) com Mara Nazar e Cesar Teixeira, a partir das 19:hs.


Música de Rohr, JoNba, e William.

sábado, 5 de setembro de 2015

Cruz lá do Monte

 
 
Na paisagem noturna: daqui de baixo registramos imagens da cruz ao lado da capela  e o Cristo no alto da serra, com um visitante aos seus pés, contemplando a cidade.
 
 Fotos: Leonardo Morato.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

A doação do Museu Mineiro ao IHP

Conforme prometido pela Diretora de Desenvolvimento de Ações Museológicas, Ana Maria Werneck, o material que foi reproduzido para a exposição Pitanguy: Três Séculos de História (a qual se deu nas dependências do Museu Mineiro no último mês de abril) foi doado ao Instituto Histórico de Pitangui.


Exposição Pitanguy: Três Séculos de História - Foto: Vandeir Santos

Trata-se de cópias fotográficas, reproduções de jornais antigos, CD’s com documentos digitalizados e um livro em braile para deficientes visuais. O material é de alta qualidade e agrega muito valor ao acervo do Instituto o qual tomou posse da doação na reunião realizada dia 29 de agosto.


Maria José Valério (vice-presidente) e José Raimundo Machado (presidente)
 recebendo a doação. Foto: Vandeir Santos

Gostaríamos de agradecer a Ana Werneck pela sua generosidade e lembramos a todos os pitanguienses que o IHP está aberto a doações de qualquer peça de valor histórico.

Vandeir Santos