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quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Basquete em Pitangui nos anos 1970

Escalação: Técnico Gilberto Santos "Becô".
De pé, da esquerda pra direita: Antônio Gabriel "Farofa", Mário Lúcio "Pele", Heler Bosco, Marcos do Virgílio, Juarez Machado, Toninho do Sô Silvio. Agachados da esquerda pra direita: José Roberto Saldanha, Rogério Castilho, Marco Antônio Carvalho, Joaquim "Castenada", "Pêque", José Antônio "Maromba".

Do acervo do amigo Juarez Machado a foto e memória de hoje mostra o time de basquete do PTC - Pitangui Tênis Club (Praça de Esportes) em fevereiro de 1974. 

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Pitangui participa do 28º PRMFA

Debates sobre o 28º PRMFA. Foto divulgação: IPHAN 26/10/2015.

Acontece hoje em Brasília a cerimônia de premiação do 28º Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, por iniciativa do IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. O certame tem por objetivo premiar e dar visibilidade às ações de resgate, preservação, salvaguarda e gestão do patrimônio cultural brasileiro. Em 2015 foram 234 projetos pré habilitados nas comissões estaduais, sendo que 57 foram encaminhados para a etapa nacional. Dentre eles, 8 iniciativas culturais foram premiadas merecidamente em duas categorias. O estado de Minas Gerais mais uma vez foi contemplado por meio do Documentário Remeiros do São Francisco  - que remonta a trajetória dos remeiros que do século XVIII até a década de 1950 riscaram as águas do Rio São Francisco.


Selecionada na etapa estadual, a 7ª Vila do Ouro das Gerais marcou presença por meio do Projeto/documentário: Lavagem do Bandeirante - Um banho na história de Pitangui. Felizes por representar a cidade agradecemos a todos que participaram do documentário, que apoiam, prestigiam e entendem o propósito da Lavagem do Bandeirante no domingo de carnaval. E no ano que vem tem mais!



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sábado, 24 de outubro de 2015

Imagens de Quintal



A vida em pequena escala pelos quintais de Pitangui.


                   Ver de perto.

 Contraste.
 


 

Fotos: Léo Morato



quarta-feira, 21 de outubro de 2015

A história pendurada na parede


 Normalistas de 1926.

Em setembro passado, durante a Semana Cultural 2015, fomos participar de uma palestra realizada no Colégio - EEMAO - sobre patrimônio cultural e o acervo do Instituto Histórico de Pitangui. Acompanhados do amigo Antônio Navarro (Nego Relojoeiro) retornamos às dependências administrativas da escola, não como alunos, mas para apreciar a história retratada nos quadros na parede.
 Normalistas de 1928.
Os quatro painéis retratados, além de  contar um pouco da história desta tradicional escola pitanguiense, também representam um estilo artístico da primeira metade do século XX, poucos anos após a Semana de Arte Moderna de 1922.


 Normalistas de 1930.

Na breve visita, outro fato também chamou a nossa atenção: as cidades da região de onde vieram os alunos e os seus sobrenomes (algumas famílias que compunham o cenário político da época). As informações contidas nas fotos e suas respectivas legendas, comprovam a importância  e referência econômica e cultural de Pitangui até meados do século passado.

 Normalistas de 1933.

E no caminho entre o rol de entrada e o galpão onde a palestra foi ministrada tem o pátio interno, onde inevitavelmente recorda-se os anos vividos nesta escola, onde as boas lembranças não envelhecem.
O pátio do Colégio e [no alto] a Cruz do Monte.

Texto e Fotos: Leonardo Morato.

domingo, 18 de outubro de 2015

A busca pelo tesouro continua

Dia 08 de outubro participei de gravações para um programa da TV Record sobre os tesouros perdidos de Pitangui, mais especificamente o tesouro da carta do português, tema já retratado em matéria do dia 26 de julho de 2011 (veja aqui).

Ao aprofundar na história para conseguir mais argumentos para a matéria me deparei com um documento muito interessante. Trata-se de um contrato registrado em cartório no ano de 1957 onde os sócios Geraldo Cecílio dos Santos, José Timóteo de Souza, José Moreno dos Santos, José Megale e Benedito Fernandes acertam as condições de divisão do que eventualmente fosse encontrado nas escavações que seriam realizadas nas terras do casal Francisco Gabriel de Castro Campos, sua mulher D. Judite de Abreu e Silva.

Cabeçalho do contrato

“Contrato de sociedade de pesquisa de ouro, cristal e outro qualquer minério que fazem e assinam Francisco Gabriel de Castro Campos, sua mulher D. Judite de Abreu e Silva, Geraldo Cecílio dos Santos, José Timóteo de Souza, José Moreno dos Santos, José Megale e Benedito Fernandes na forma abaixo. Francisco Gabriel de Castro Campos, sua mulher D. Judite de Abreu e Silva, brasileiros, casados, proprietários, residentes e domiciliados nesta cidade, Geraldo Cecílio dos Santos, José Timóteo de Souza, José Moreno dos Santos, José Megale e Benedito Fernandes, todos brasileiros, casados e domiciliados nesta cidade, pelo presente contrato contratam uma sociedade para pesquisa de ouro, cristal ou outro qualquer minério que for encontrado nos terrenos das chácaras Lava-pés, Caruru, Córrego Seco e mais terrenos nas confrontações de Córrego Seco e Caruru, sítios no distrito desta cidade e de propriedade dos primeiros contratantes sob as cláusulas e condições seguintes: 1ª) Os primeiros contratantes garantem aos segundos contratantes o direito de pesquisarem nos terrenos de sua propriedade acima descritos, ouro, cristal ou outro qualquer minério que nos ditos terrenos forem encontrados, sem trazer-lhes embaraços ou dificuldades para o referido fim, ficando com o direito de porem uma pessoa para fiscalização do serviço, o qual será apresentado por escrito aos segundos contratantes. 2ª) O ouro, cristal ou outro qualquer minério que for encontrado nas pesquisas nos terrenos a que se refere este contrato será dividido em sete quotas iguais, cabendo uma a cada um dos contratantes e uma, se não gasta, será no fim dividida ou gasta de acordo com os contratantes. 3ª) O valor deste contrato é de 10.000,00 (dez mil cruzeiros) e o prazo do contrato é de um ano a contar da data de sua assinatura, data em que poderá ser reformado ou prorrogado se assim se resolverem. 4ª) Os segundos contratantes Srs. Geraldo Cecílio dos Santos, José Timóteo de Souza, José Moreno dos Santos, José Megale e Benedito Fernandes se comprometem a fazer a pesquisa com seus próprios serviços não admitindo nenhuma pessoa nas pesquisas a não ser os contratantes, e todas as despesas feitas com o serviço das pesquisas, como todos os riscos de acidente ou vida dos pesquisadores correrá por suas próprias contas, uma vez que serão eles próprios os executores e dirigentes dos serviços, ficando os primeiros contratantes isentos de despesas e responsabilidades de acidentes. 5ª) Quaisquer objetos como ferramentas antigas que forem encontradas nas escavações e que ainda tenham valor serão divididas entre os contratantes em quotas iguais. 6ª) Terminados os serviços os segundos contratantes se comprometem a encher os buracos que forem abertos nas pesquisas, não deixando nenhum aberto. Ficam os segundos contratantes autorizados a levantar nos referidos terrenos uma tolda ou rancho que lhes sirva de agasalho durante o tempo das pesquisas. 7ª) Por assim terem combinado, passam o presente contrato em três vias e os assinam com duas testemunhas, Pitangui, 02 de fevereiro de 1957. Francisco Gabriel de Castro Campos, Judite de Abreu e Silva, Geraldo Cecílio dos Santos, José Timóteo de Souza, José Moreno dos Santos, José Megale e Benedito Fernandes. Testemunhas Hildebrando Duarte, Lydio Lopes Cançado. Firma reconhecida pela 2ª Tabeliã da Comarca, Lydia Lopes Cançado. Selado com CR$51,50 de selos federais, inclusive a taxa de caducação e saúde. Nada mais conferi está exato. Apontado no Protocolo A-2, sob nº 3.832, em nome do apresentante, Sr. José Moreno dos Santos, aos doze dias do mês de fevereiro de mil novecentos e cinquenta e sete. Eu Maria Elvira Bahia, Oficial do Registro de Títulos, Documentos e Pessoas Jurídicas, subscrevi e assino. Maria Elvira Bahia.”

É interessante observar que 4 homens de idade tenham levado a coisa tão a sério a ponto de registrar em cartório a forma como a qual o tesouro seria dividido. Em preços atuais estamos falando em R$150.000.000,00, cento e cinquenta milhões de reais!


Eu no local escavado pelos sócios 

É possível que o local tenha sido escolhido em virtude dos sócios terem encontrado uma pedra que teria o mapa da tal mina onde estaria escondido o tesouro. A pedra foi levada para a cidade para ser melhor estudada, mas perceberam que ela só indicava a localização se estivesse no seu local de origem. Retornaram com a pedra mas não conseguiram encontrar o local de onde foi retirada e para não voltar com o peso para trás a deixaram no alto da serra. Pouco antes de seu falecimento José Megale levou o genro Reynaldo e lhe mostrou a tal pedra. Fomos com o Reynaldo no local mas ele não se lembrou mais de onde havia visto a pedra uma vez que a região mudou muito.




Alguém quer se aventurar a ficar rico? As coordenadas são S 19º39’49.1” e WO 44º54’42.7” mas não se esqueça da minha comissão, rsrsrsrsr.



Vandeir Santos



sábado, 17 de outubro de 2015

A Estação Cultural


 
Preservar o passado é valorizar a nossa identidade histórica e cultural!
Foto: Léo Morato.
 
A estação cultural ou rodoviária velha está com uma nova roupagem, mantendo as características originais. Pelas informações que estão sendo divulgadas, o prédio abrigará o museu da História de Pitangui e a inauguração está prevista para este ano.  Almejamos que o museu seja de fato um espaço de interação e de práticas culturais, com o charme das partidas e chegadas na Maria Fumaça de outrora, que seja um ponto de encontro de ideias, assim como nas saídas para as Alvoradas nos nove de junho e que seja espaço para instrução e conhecimento por meio da arte, como funcionava ali a Biblioteca Municipal.
 
 
Antiga Estação Ferroviária.
Foto: Kamargos (?)
 
 

Outro Olhar.
Foto: Léo Morato.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Pitangui sob um outro ponto de vista

No dia 02 de agosto durante o 1º festival de pipa da cidade uma equipe de manutenção trabalhava no alto de uma das torres de retransmissão de sinal de celular quando registraram lá de cima imagens do evento e da cidade. Solicitei cópia das imagens e fui atendido com muito boa vontade. É interessante observar a possibilidade de visão de 360º, isto nos levar a pensar na possibilidade de construção de um mirante no alto da Cruz do Monte, tal estrutura permitiria visualizar, principalmente a noite, todas as principais cidades do centro-oeste mineiro. Abaixo fotos inéditas e de um ponto de vista nunca divulgado.












Vandeir Santos




terça-feira, 13 de outubro de 2015

Outras riquezas minerais de Pitangui - Parte 4

Parte 4 - Quartzo rutilado
Em matéria postada dia 11 de fevereiro de 2011 eu abordei a exploração do cristal de quartzo em Pitangui nas décadas de 40 e 50 (veja aqui). Naquela época somente o cristal totalmente transparente e sem impurezas tinha valor.

Cristal rutilado encontrado em Pitangui - Foto: Vandeir Santos

Com o passar do tempo o chamado "cristal com cabelo", que antes era descartado, se tornou matéria prima para semi-jóias o que elevou consideravelmente o valor do mineral.

Cristal rutilado encontrado em Pitangui - Foto: Vandeir Santos

O "cabelo" na realidade é a formação de agulhas de dióxido de titânio que se formam no interior do quartzo, essas agulhas podem assumir cores diversas, inclusive o dourado. Em Pitangui ocorre somente o rutilo negro.

Cristais rutilados encontrados em Pitangui - Foto: Vandeir Santos

Anel com cristal rutilado - Fonte: Internet

Na cidade alguns comerciantes negociam esse tipo de cristal mas a sua extração não se aproxima nem um pouco do grande volume de mineral extraído no passado, o que se vê atualmente são pessoas revirando o refugo desse período anterior em busca das pedras que foram jogadas fora quando representavam apenas lixo. Hoje dependendo do tamanho, do grau de transparência e do tipo de formação do rutilo o valor pode superar os R$1.000,00 o quilo.

Vandeir Santos


domingo, 11 de outubro de 2015

Ora pro nobis

Na segunda-feira, 5 de outubro, estivemos na Igreja São Francisco visitando a exposição "Ora pro nobis", onde a artesã Ângela Guimarães expôs seu trabalho com oratórios.

Foto: Licínio Filho


A exposição foi promovida pela Secretaria Municipal de Cultura e Patrimônio Histórico.

Foto: Licínio Filho

Foto: Licínio Filho
Ângela Guimarães nos disse que em dezembro voltará a expôr em Pitangui, desta feita trazendo, além dos oratórios, seus trabalhos voltados à confecção de presépios.

Foto: Licínio Filho




sábado, 10 de outubro de 2015

JoNba: Retirante

"Do parto em diante todo mundo é retirante" (Rômulo Garcia).

Na postagem de hoje divulgamos um vídeo com mais uma obra prima do poeta Jonba Freitas, garimpada nos arquivos do Movimento Pitaculta. Quem vivencia as partidas e chegadas, os encontros e despedidas, se identificará com esta música!
 
 

Retirante. Créditos ao final do vídeo.

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Turismo, teoria e prática!

Pitangui: História + cultura+ prestação de serviços = Turismo.
Foto: Léo Morato.

Na semana em que diversas associações e instituições acadêmicas no país realizam atividades sobre Turismo, Gastronomia, História e ações culturais afins, publicamos um artigo com análises e reflexões sobre o turismo, apresentando propostas para o aprimoramento dessa atividade em Pitangui, sob um olhar técnico. Lembrando que mais um evento de grande proporções se aproxima – as Olimpíadas 2016 no Brasil – e a capital mineira será uma das cidades-sedes. Então para conquistar uma fatia deste bolo (devido a proximidade geográfica com BH), precisamos dar mais uma arrumada na casa para receber e bem servir os possíveis novos (e os antigos) visitantes.


Análise Estrutural do Turismo em Pitangui


Por Leonardo Morato*

            O turismo pode ser considerado como um grande conjunto de ações planejadas, que têm como característica, a organização que possibilita e ou viabiliza as viagens, incluindo meios de transporte, alimentação, hospedagem, lazer e entretenimento. Conhecida como indústria do turismo, pelos recursos que produz e pelo grande número de segmentos que envolve, na verdade esta atividade é basicamente prestação de serviços e causa consideráveis impactos econômicos e sócio-culturais. Pois ao viajar, o turista se desloca utilizando algum meio de transporte, alimenta-se, descansa, busca diversão, realiza compras e interage com a população do núcleo receptor. Ou seja, o turista é um consumidor da cultura local. Por que as pessoas viajam? O quê as motiva a sair do cotidiano para conhecer algo novo? As respostas para essas perguntas podem ser as mais variadas e subjetivas possíveis, o fato é que o turismo é uma atividade cada vez mais crescente. Portanto, o desenvolvimento de infra-estrutura, de meios de planejamento e prestação de serviço, deve se aprimorar sempre, para acompanhar a evolução deste mercado em expansão.
No Brasil o Turismo é uma das políticas de Estado e considerado como atividade estratégica, tanto que em 2003 foi constituído um Ministério exclusivo (MTUR) para gerir programas e ações e para dialogar com os segmentos do setor. No atual Plano Nacional de Turismo atividade é organizada em quatro instâncias: Federal (Ministério e Conselho Nacional de Turismo); Estadual (Secretarias e Conselhos Estaduais); Regional (Circuitos e Associações); e Municipal (Secretarias ou Departamentos e Conselhos Municipais).
Por falar em Turismo, Pitangui tem vocação natural para a atividade, o que pode comprovado historicamente. O arraial foi descoberto por Bandeirantes Paulistas no início do século XVIII, e no ano de 1715 foi elevado à Vila de Nossa Senhora da Piedade do Pitangui (a 7ª instituída em Minas Gerais). Ao longo de três séculos foi palco de importantes motins e acontecimentos relevantes da história de Minas e do Brasil, foi a célula mãe de diversos municípios e constituiu-se como referência econômica e política na região até o início do século XX. É inegável a existência de um grande potencial turístico no município (ainda pouco explorado), tanto pela sua contextualização histórica e herança arquitetônica do Ciclo do Ouro e de épocas posteriores, como também pelos recursos naturais e pela pluralidade cultural de seu povo. Pitangui é uma cidade que recebe um grande número de visitantes por vínculos familiares, possui hoje uma boa infra-estrutura de serviços em geral e realiza alguns eventos que atraem um público significativo. Destacam-se também as ações efetivas nos últimos anos como: o tombamento do Centro Histórico e a recuperação de casarões e templos religiosos. Além da participação em entidades regionais como a Associação das Cidades Históricas de Minas e o Circuito Verde Trilha dos Bandeirantes e da constituição do Conselho Municipal de Turismo.
Porém, interpreto que existe a necessidade de melhorias na Gestão Turística do Município (por iniciativa pública ou privada), sob dois aspectos: 1º) constituição de uma infra-estrutura receptiva envolvendo informações turísticas, transporte, Guias de Turismo com formação para a condução e acompanhamento dos visitantes nos atrativos históricos, culturais e naturais da cidade e zona rural; 2º) planejamento de diretrizes e iniciativas voltadas para a realização de inventários; roteirização e segmentação dos atrativos; planejamento de eventos e de estratégias de promoção e divulgação; realização de pesquisas de opinião com os turistas para direcionar as próximas ações. Em minha concepção a criação de um Centro de Atendimento Turístico (físico e virtual) poderá ser um mecanismo eficaz para promover a interação entre a demanda (necessidades dos turistas), a oferta da cidade (hotéis, pousadas, restaurantes, bares, comércio, atrativos, artistas locais); e para subsidiar a Secretaria de Cultura, Patrimônio e Turismo e o Conselho Municipal de Turismo nas ações de planejamento e desenvolvimento do Turismo em Pitangui, contribuindo para que a cidade ocupe o seu merecido lugar de destaque no cenário cultural e turístico de Minas Gerais.


* Leonardo é Pitanguiense, Turismólogo, Administrador e um dos gestores do Blog Daqui de Pitangui.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Pitangui presente na 4ª Conferência Estadual da Juventude


Foto: Licínio Filho

Nos Dias 2, 3 e 4 de outubro foi realizada, no município de Caeté, a 4ª Conferência Estadual da Juventude. Eu e a aluna do 2º ano do Ensino médio do Centro Educacional Professor Francisco Saldanha,Eduarda Gil Barçante Teixeira, eleitos delegados para representar o município fomos até lá e vivenciamos uma experiência ímpar, jovens de todas as regiões do estado de Minas Gerais ali se encontraram para debateram sobre diversos temas de seus interesses. Eduarda Foi eleita delegada na fase municipal da Conferência.

Chegada ao Tauá Resort, em Caeté, na companhia
do Secretário Municipal de Educação e Esportes,
Edson Miguel de Barcelos.
Foto: Licínio Filho


Conversamos com Eduarda Gil e ela nos relatou um pouco de sua experiência no evento:

"A Conferência superou minhas expectativas, 
um final de semana de muito aprendizado e produtividade!
Conheci pessoas que exercem sua cidadania de maneira exemplar, militantes e ativistas."



Apresentação do Rapper Russo, ritmo, poesia e ativismo
Foto: Licínio Filho
Grupo de Tambores Fica Vivo.
Foto: Licínio Filho


Eduarda nos descreveu com mais detalhes, as atividades que aconteceram na Conferência:

"Participei de palestras extremamente esclarecedoras sobre empoderamento da juventude com Rudá Ricci e Juarez Dayrell, mesas de debate sobre Diversidade Sexual e Identidade de Gênero, além de discussões no meu Eixo Temático: cultura para jovens. Tive a oportunidade de dançar com os batuques do grupo Fica Vivo e me emocionar com as rimas de críticas inteligentíssimas do Russo. "




Registro no Mural da Conferência
Foto: Licínio Filho
                                       


Torcemos para que Eduarda Gil Traga para Pitangui ideias e
 propostas a serem compartilhadas e debatidas entre seus pares.


Eduarda Gil se preparando para a maratona de debates.
Foto: Licínio Filho
O envolvimento de Eduarda Barçante com todos os eventos oferecidos durante a Conferência me surpreendeu positivamente, pois, pude identificar o princípio educativo ali presente, na formação de jovens cidadãos, se organizando, debatendo temas afins, encaminhando propostas e repudiando outras. E parece que o clima da Conferência contagiou a representante de Pitangui, que se lançou candidata à delegada para a fase nacional. Eduarda ficou como suplente, o que pode ser visto como uma vitória, já que ela estava ali se articulando enquanto delegações numerosas e bem organizadas já tinham uma estratégia para eleger seus representates.


Jovens debatendo sobre o direito à educação.
Foto: Licínio Filho

Também gostaria de deixar registrado minhas impressões sobre a 4ª Conferência Estadual da Juventude. Circulei por vários grupos e pude perceber que, ao contrário do que se pensa, temos uma juventude engajada em questões importantes que estão sendo debatidas em nossa sociedade. O ativismo e protagonismo ali manifestado demonstra que as utopias estão sendo alimentadas.



Debate sobre a interiorização dos Conselhos Municipais da Juventude.
Foto: Licínio Filho

Encontros temáticos, como os que participei - direito à educação e criação de Conselhos Municipais da Juventude - mobilizaram centenas de jovens que, com propriedade, apresentaram suas ideias.

Foto: Licínio Filho