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quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Até as Igrejas são alvos de ladrões em Pitangui


Se não bastasse residências e estabelecimentos bancários e comerciais, agora as Igrejas e Capelas de Pitangui também passaram a ser alvos de ladrões. Tivemos notícias de assalto à Igreja de Santa Luzia e, mais recente, a Capela da Penha também recebeu a "visita" dos gatunos.



Agora, a porta dos fundos da Capela da Penha tem uma grade para que aquele templo não seja mais violado, o que não está garantido, pois, na calada da madrugada os criminosos agem na cidade.


Pelo que podemos perceber, as medidas adotadas pelo atual governo federal privilegiando a política do "Estado Mínimo", com a diminuição de investimentos em educação, saúde e segurança pública devem aprofundar ainda mais este quadro de insegurança. Os cidadãos perdem direitos, são obrigados a pagar impostos e taxas cada vez mais abusivos e não há contrapartida por parte do Estado.
Como diria aquele âncora de um telejornal conhecido: É UMA VERGONHA!!!!!!


quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

A Vesperata de Pitangui

Vesperata no casarão. Foto: acervo da Lira Viriato Bahia.

No dia 21 de dezembro de 2016 um bonito espetáculo natalino marcou a noite em Pitangui. Em uma parceria da Lira Musical José Viriato Bahia com a Prefeitura Municipal e a Pousada Monsenhor Vicente foi realizada a 1ª Vesperata de Natal de Pitangui, nas janelas daquele imponente casarão. No vídeo abaixo você confere um pouco do que foi o evento.

   


Parabéns aos organizadores que apoiaram este fazer cultural que tem muito a ver com Pitangui. Torcemos para que o evento seja realizado em outras oportunidades, atraindo um número cada vez maior de pitanguienses e visitantes, firmando uma tradição e valorizando a cultura local - a exemplo de Diamantina, cuja Vesperata foi decretada  Patrimônio Cultural de Minas Gerais. E para a Lira Musical, um patrimônio de Pitangui, os nossos aplausos!!!

A Lira José Viriato Bahia Mascarenhas. Foto: acervo.

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

domingo, 25 de dezembro de 2016

A noite do Deus- Menino (Crônica de Paulo Miranda)



Eram aqueles natais doutrora, em que bençãos divinas e águas celestinas eram derramadas em proporções iguais, infundindo corações, regando quintais.


A travessa São José, nosso beco, tampouco ficava a seco: ainda de terra batida se tranformava num pântano, escorregadio, porém um bom atalho, ligando bairros mais distanciados ao mais curto caminho para centro da Velha Serrana, para onde demandava a turba, na busca do Natal mais santo, com todas as suas liturgias e ave-marias e até certas ingresias.

E muitas delas havia: do fascínio da missa da meia-noite ao convite irresistível da boate, passando pelo cinema, por esquinas, ruas calçadas, bares, profanos lugares.  E a véspera do Natal era uma só; era preciso se ssenhorear daquele momento de encanto, enquanto durasse e se iluminasse o breu.

Embora ainda não fizéssemos jus à cesta ou aos panetones, o ambiente no lar se alterava, se elevava e quanta emoção dava, em torno do presépio, com seus bichinhos, a gruta-manjedoura e aquele tufo de arroz, verdinho, plantado numa lata de sardinha no dia de Santa Bárbara e portanto velho de quase três semanas, adereço indispenável que parecia ter partes com a energética esperança no Deus-Menino.

E nosso presépio ainda havia adquirido a feição meio-oriental quando mana Victa, convertida em paisagista, esculpiu na bruta argila, da amarelada à  violeta, aquelas casinhas abobadadas a gente só via em filmes.

O que nos ligava à agitação externa, à rua enxarcada, entretanto, eram as  lanternas. Uma delas para cada rebento de papai e mamãe, com estrutura de madeira, envoltas em papel celofane, de cores variadas que, com uma vela espetada no centro pendurávamos no alto das paredes externas, junto aos beirais do telhado.

E tinha passante, até mesmo distante viandante, que apreciava aquela manifestação a ponto de comentar que valia a pena o barro amassar só pra ver aquele ispetaco de luzes coloridas.

Na manhã seguinte, terminado o desembrulhar de presentes em que Papai Noel se fizera representar pelas nossas vizinhas tias, a hora era de verificar como as  lanternas haviam enfrentado as rajadas, trovoadas e aguadas da noite. Umas poucas sobreviviam intatas, protegidas contra a ventania. A maior parte aparecia chamuscada, nua, já queimadas vela e papelada, mas valera, ah como valera a noite encantada!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

ReykjaviK



ReykjaviK é o nome de mais uma música do já saudoso professor Reinaldo, composta em parceria com o Jonba e William Santiago. O significado da música fala por si e traz boas lembranças para os amigos mais próximos e aos contemporâneos deste movimento musical ocorrido em Pitangui. Então, em homenagem aos pitanguienses de várias gerações que por vontade, ou destino correm o mundo mas levam a terrinha na mente e no coração pra lá de Reykjavik.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

O Sineiro do Bom Jesus - Crônica de Paulo Miranda


Singelinha como ela só, a capela do Bom Jesus não deixa de continuar um encanto. Toda alva de paredes e de portas e janelas azul-claras. Situada no meio do morro da Paciência quando de sua origem - que cheira a coisa do século XVIII, ela hoje está incrustada no coração ampliado da cidade de Pitangui, a chamada Sétima Vila do Ouro da Província das Minas Gerais.

O ouro, que era mormente de aluvião não demorou muito a esgotar, mas o brilho, e o brio, nunca deixaram a Velha Serrana, dos casarões coloniais, das serestas imortais, das disputas figadais e, muito menos da fé de nossos ancestrais, que quase nem cultivamos mais...

Nas celebrações da Semana Santa, cuja gravidade já foi tanta, invariavelmente na Quarta da Paixão, é o Senhor que, da dita capelinha, sai em seu andor - carregado e acompanhado sempre pelos varões - ao encontro de sua Mãe Maria, ela que por sua vez, provém da igreja de São Francisco, sita em subida oposta da cidade, acompanhada somente pelas mulheres. Ambos, Mãe e Filho, após sinuosos trajetos confluem para a rua Padre Belchior, central, onde sob a compunção dos fiéis, e a prédica inflamada do vigário encontram-se e se despedem, na preparação para o Calvário.

Em tempos não muito remotos, cinco, seis décadas, o movimento da capelinha do Bom Jesus não se circunscrevia à Quarta do Encontro, ou às preces e recolhimento dalgum vizinho ou eventual passante. Não. Tinha muito mais atividade, como missas regulares, catecismo, encontros de jovens e um fervor que fervia, quiçá até no recesso de sua sacristia.

E tinha sineiro também, para convocar os fiéis. Um menino, aliás. E bem vizinho da capelinha, dali do Beco dos Canudos, o que favorecia sua pontualidade. E que anos depois se mudaria para Belo Horizonte para a sua realização familiar, acadêmica e profissional bem sucedidas, e tanta outra alegria da vida, mas que nunca se esqueceria desse seu gregário alvorecer que, quem sabe, pode até no seu "résumé" aparecer? Pode crer

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Vesperata de Natal

Traga sua família e venha participar desse bonito evento.


Vandeir Santos



Um pitanguiense na Marinha do Brasil

A juventude pitanguiense dá mais uma prova de sua competência. Nesse último fim de semana ocorreu no Centro de Instrução Almirante Wandenkolk - Ilha das Enxadas - RJ - a formatura de novos oficiais da Marinha do Brasil. Dentre os formandos está o jovem pitanguiense Jônathas Vinícius do Vale Silva que se tornou 2º Tenente do Quadro Complementar do Corpo de Fuzileiros Navais.

Jônathas com os pais Uilton Luís da Silva e Francisca do Vale Silva

Nascido em Pitangui a 13 de janeiro de 1990, Jônathas é filho do bom-despachense Uilton Luís da Silva e da pitanguiense Francisca do Vale Silva. Fez o ensino médio na Escola Estadual Monsenhor Arthur de Oliveira - EEMAO. Terminado o ensino médio, presta concurso para Agente de Polícia, tornando-se policial civil, cargo que ocupou até o início desse ano quando foi aprovado no concurso da Marinha.  Mesmo com a estabilidade do serviço público Jônathas deu prosseguimento aos estudos e posteriormente se formou em Engenharia Mecatrônica no Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais - CEFET-MG. Aluno exemplar e dedicado, prosseguiu com os estudos concluindo o mestrado em Engenharia Elétrica. 

Jônathas recendo de seu pai a insígnia de 2º Tenente 

O jovem que iniciou sua vida profissional no Verdurão do Periquito é um exemplo vivo do poder transformador da força de vontade em vencer os desafios que a vida nos impõe. Jônathas é um exemplo para todos os outros jovens pitanguienses que em sua maioria são desprovidos de oportunidades na Velha Serrana. Com determinação é possível abrir novos horizontes e criar uma sólida carreira profissional. Parabéns ao Jônathas, que continue sendo motivo de orgulho para a família e para Pitangui.

Vandeir Santos












quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

A gota d'água ardente

A torre no espelho d'água. Arquivo Daqui de Pitangui.
Em se tratando da história da nossa região, a primeira década do século XVIII foi marcada pelo descobrimento do então Arraial do Pitanguy em 1709, por Bandeirantes Paulistas em busca do ouro pelo interior do Brasil Colônia. Mas os principais fatos registrados pela história até então, remetem aos anos anteriores e sucessores à elevação do Arraial à Vila, em 1715. O ano de 1716 por exemplo, foi destacado pela publicação de bandos (decretos) de Domingos Rodrigues do Prado contra o pagamento do quinto do ouro sob o lema "Quem paga morre"! Em 1717 (quando a dívida de Pitangui com a Coroa totalizava sete arrobas de ouro) a intensificação das cobranças daquele impostos também foi motivo de revoltas e conflitos. Em 1718 com a posse do novo Governador da Capitania, mais contendas ocorreram em Pitangui. Até que a "gota d'água ardente" foi em 1719 quanto houve a tentativa de taxação sobre a cachaça - gênero de primeira necessidade para os garimpeiros e escravos na extração do metal precioso - o que culminou no grande Motim de 1720, o maior conflito armado contra as tropas da Coroa Portuguesa.  


A virada dos 300 anos, 9/6/15. Foto: Ricardo Caldas.

Ou seja, neste e nos próximos anos temos a oportunidade de explorar cultural e turisticamente "Os 300 Anos dos Motins de Pitangui". Como? Promovendo peças teatrais (cujos temas são dignos de minisséries globais), festivais de música, dança, e gastronomia em torno da tradicional cachaça de Pitangui; por meio de eventos de arte, fotografia, cinema e artesanato sob o tema dos motins. A cidade e os seus potenciais precisam ser pensados de forma coletiva e promovidos num grande produto turístico. Sob esta ótica pós 300 anos, no domingo do carnaval 2017 será realizada a 8ª edição da Lavagem do Bandeirante, para ser mais uma opção no calendário carnavalesco da cidade. E paradoxalmente, o lema deste motim cultural será "Quero paz na minha Vila"! Bora celebrar os 300 anos dos Motins de Pitangui?!


 Foliões na praça da Penha, carnaval 2016. Arquivo Daqui de Pitangui.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Muros de Adobe

Parede de adobe. Foto: Léo Morato 2011.

Por Paulo Miranda.


Temo que você não mais os veja na tricentenária Pitangui. A não ser nas fotografias mais antigas, de cinquenta ou mais anos passados.
Papai não levou muito tempo para me explicar as diferenças entre o adobe e o tijolo. As dimensões, o processo do fabrico, essas coisas. E o google agora, ilustradamente, mas confirma.

Não eram, efetivamente dos favoritos da garotada de meus tempos escolares para receberem os arremedos do grafitismo, da pixação, que então, compunha-se de não mais que uma palavra essencial, monossilábica e que, mesmo erroneamente acentuada, era a mais próxima que se tinha de céu. Grafada com toco de giz roubado, ou mesmo pedaço de carvão porventura, achado.

E sem ter muito a ver com as calças, os muros de adobe resistiam, no finalzinho da década de cinquenta e albores dos anos sessenta. De
quase meia dúzia deles, já nem todos inteiriços, eu me lembro por estarem em meu caminho da escola.

O primeiro era justamente na entrada do Beco dos Canudos, o Becanudo que a gente dizia, bordejando o quintal do casarão do Angelino, o
homem dos ói azulim que incentivava a gente a prender passarim, fazendo gaiolas...

O segundo, já mais estendido, e até coberto por umas telhas portuguesas, separava a casa-venda do Vinício do sobrado da Tilita. Tinha um buraco, onde a douda Sabina se sentava e proclamava sem cessar seu amor pelo mocetão Marcelo, primogênito do dito Vinício.

E o terceiro, ia na sequência do casario que ia subindo a ladeira e ligava o também casarão do João Bila à igualmente antiga casa colonial
onde funcionava o consultório dentário do Dr Ubaldo, já entrando na praça da matriz.

O quarto já era - transposta a praça da matriz, por detrás do templo e do fórum - na rua do próprio grupo onde estudei, o José Valadares, dito grupo véi, que funcionava no outrora mais imponente sobrado da cidade, o casarão de Maria Tangará. Esse muro era até mais imponente, e mais bem conservado do que os precedentes.

E todos eles se foram. Deram lugar a novas construções, ou mesmo vagarias sem edificações. Ida inglória, num hiato de nossa história.


Links relacionados:




http://daquidepitangui.blogspot.com.br/2010/03/restauracao-do-casario-historico.html

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Qué interrá não? Comêle!

Nessa época de polêmicas relativas ao aumento da taxa de sepultamento em Pitangui me vei a memória um caso que minha mãe contava. Segundo ela, há muito tempo atrás, lá pelas bandas da localidade de Pedro Nolasco lavradores se juntavam para cultivar a terra em conjunto. Era mês de janeiro e chovia muito e num fim de tarde apareceu um estranho pedindo para passar a noite no rancho construído pelos lavradores. 

Quando amanheceu tentaram acordar o homem mas verificaram que ele havia falecido durante a noite. Sem alternativa resolveram levar o defunto para um enterro digno no cemitério de Pitangui. O problema era a distância, a sede se encontrava a cerca de 20 quilômetros da cidade, o antigo cemitério de escravos da fazenda Ponte Alta já se encontrava desativado e o de Campo Grande ainda não existia e a solução foi improvisar uma padiola e carregar o morto pela estrada lamacenta revezando o ofício entre eles.

Chegaram a Pitangui no fim da tarde debaixo de uma chuva fina, exaustos e sem almoço. Quando procuraram o responsável pelo cemitério foram perguntados pelo "dicumento" do morto. Zezinho da Barba era um dos lavradores e ao se ver indagado sobre os documentos do falecido interveio de forma intempestiva:

Dicumento? Esse hômi apareceu lá na roça onti a noite, pidiu pra posá no nosso rancho e amanheceu morto. Não sabemo nem o nome. Andâmo o dia intero carregano esse defunto debaxo de chuva, não almocemo e tâmo cansado. Qué interrá não? Comêle!

Deram as costas e voltaram para a roça. O defunto? certamente o não foi jantado. 

Vandeir Santos

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Do boteco pro bar - Crônica de Paulo Miranda


Do boteco pro bar, foi o Teco mudar, antes da década de 60 se inaugurar. E não num tico, mas em dous tempos porém, pra não estafar. E tudo ali do lado de cima da pracinha da estação e da fábrica do povoado de São Gonçalo do Brumado.

O boteco era miúdo, singelo e a lembrança que a ele me prende é de ver, e cobiçar, entre as miudezas expostas na vitrine do balcão, os cadernos escolares "Avante", o chaveiro a que se chamava comumente de "pegadô" e os bonés da aba espelhada.

Sem lograrmeus intentos imediatos de terceiro grau, contentei-me com um par de bolinhas de gude que a venda de garrafas vazias, e laboriosamente por mim asseadas, havia produzido. Transação toda efetuada no próprio boteco do Teco. Que, aliás, era parente, de terceiro ou quarto grau.

Já o bar, ah, o bar era mais espaçoso, tinha mesas e cadeiras espalhadas, mesa de sinuca, a geladeira enorme, horizontal, de onde saíam os picolés, os sorvetes e as cervejas que a homaiada do vilarejo consumia e, que para deixarem o registro de seus feitos, dipelavam os respectivos rótulos que se soltavam com facilidade assim que a garrafa começava a "suar", e o passavam para o forro de madeira verde no teto do bar.

E do piso de vermelhão a gurizada - e se quisesse também a muierada - podia apreciar aquele espetáculo inusitado bem acima de nossas cabeças, de rótulos de cerveja colados no teto, como se fosse um ceuzinho particular, estrelado aquele bar.

Nunca cheguei a ver a materialização de uma ação daquelas, mas minha suposição é de que a mágica se produzia com a ajuda de um lenço de bolso, dobrado, bem empapado de umidade, sobre o qual se colocava o rótulo virado com o respectivo traseiro para o forro verde, e com um bom arremesso, garantia de sucesso.

E o bom Teco, cujo nome, pelo visto, era Evaristo, mantinha-se impassível, servindo a freguesia, rodeado das suas muitas graciosas filhas moças que, na falta dum filho varão, em mutirão, nunca o deixavam na mão. E enquanto acumulavam um modesto tesouro quiçá, distraído o olhar do pai, se arriscavam a algum namoro, sem porém perderem o bom decoro.

sábado, 3 de dezembro de 2016

As aventuras de Vandeir (Jones) Santos


Pelos caminhos da Sétima Vila do Ouro e região, não se assuste caso você encontre um sujeito todo equipado, com uma parafernália estranha na mão. Não é um ataque alienígena nas paragens do Pitanguy, é o Vandeir com o seu detector de metal em busca dos tesouros perdidos.

Vandeir em trabalho de campo. Foto: Acervo pessoal.

O cidadão Honorário de Pitangui, tem feito alguns achados importantes, sem muito valor financeiro, que são testemunhos dos nossos processos históricos. Como exemplo citamos peças da fábrica de tecidos do Brumado, ponteiros de ferros dentro de antigas minas de ouro e objetos do antigo casarão de D. Joaquina do Pompéu.  As referidas peças foram doadas ao Instituto Histórico de Pitangui e para o Museu de Pompéu. Nos vídeos abaixo estão alguns registros dessas aventuras do Vandeir Jones e amigos. Vamos aguardar os novos achados e, se tudo der certo, tem coisa boa vindo por aí!




quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Encontro Marcado



Será neste domingo, dia 4 de dezembro, no restaurante Rancho Fundo, o lançamento em B.H. dos livros da Coleção Pitangui 300 anos. Além das importantes celebrações que ainda ecoam em torno dos 300 anos de Pitangui, completados em 9 de junho de 2015, as obras literárias serão os marcos que ficarão para as futuras gerações. E para que haja transformação de fato, essa será por meio da educação, da leitura que lança luz sobre a nossa história, sobre os nossos dias. Pitanguienses e amantes da literatura em Belo Horizonte, prestigiem o evento!


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RESENHA
(janeiro de 2016)

É bom começar o ano com novos livros em mãos, trata-se de dois exemplares da série Pitangui 300 anos: Tão longe, tão perto. A vida nos povoados de Pitangui – do jornalista Ricardo Welber e O palco e a tela. O teatro e o cinema em Pitangui – do historiador Licínio Filho. Antes de falar sobre estas obras, é preciso mencionar o primeiro livro da série: A construção do tombamento - do jornalista e idealizador do projeto, Marcelo Freitas.

Neste livro inaugural Freitas publicou sua pesquisa sobre o complexo processo de tombamento (ainda que tardio) do Centro Histórico de Pitangui, os trâmites, processos, pessoas envolvidas e as opiniões divergentes sobre o feito. Como Turismólogo, entendo que para ser atrativa e despertar o interesse do visitante em conhecê-la a cidade precisa ter os seus diferenciais, portanto, concordo com a proposta de conservar as edificações antigas (de várias épocas) e as características originais da cidade, preservando o que ainda temos. Porém, só o tombamento em si não é suficiente para resguardar (os imóveis e os proprietários) e promover o patrimônio histórico-arquitetônico da cidade. Outros fatores como realizar atividades culturais e disponibilizar equipamentos turísticos são necessários para ocupar esses espaços públicos, ações que parcialmente veem sendo realizadas. Sobre este tema – ocupação turística do Centro Histórico - aprofundaremos a discussão, quem sabe, em outra oportunidade. “No caso de Pitangui, onde o tombamento ocorreu sete décadas depois que o das primeiras vilas do ouro de Minas, a diversidade arquitetônica é o fato mais marcante (...)” (Marcelo Freitas).

Sobre o segundo livro, é preciso destacar o trabalho do autor que, com pouca idade, já acumula grande experiência nos meios de comunicação e tem feito relevantes trabalhos para a cidade. Pela introdução da obra percebe-se que o Welbert, em sua peregrinação atrás da notícia no meio rural, aborda temas antes não explorados, como por exemplo, o dia a dia das comunidades, suas características e dificuldades, incluindo-as como parte integrante e útil ao Município. E, em uma linguagem simples e objetiva dá voz às pessoas e revela as tradições dos lugares, fornecendo subsídios para a formação de futuros roteiros de turismo rural. “Em certos lugares há comida de sobra. Em outros, famílias inteiras dividem uma quantidade muito pequena de alimentos” (Ricardo Welbert).

Já em O Palco e a tela, 3º livro da série, o prof. Licínio – fundador do Blog Daqui de Pitangui, juntamente com o amigo Dênio Caldas – estabelecido em Pitangui desde 1999, nos presenteia com o seu vasto conhecimento sobre a história, relatando na introdução da obra os acontecimentos socioeconômicos que ocorriam concomitante e paralelamente no mundo e que influenciaram a vida (hábitos, práticas, pensamento) na pacata Pitangui dos séculos 19 e 20, incluindo o teatro e cinema. “O atual processo de valorização do passado, tendência que ganhou força no final do século XX e início do século XXI, aponta para o estabelecimento de uma nova relação identitária entre as pessoas e os lugares” (Licínio Filho).

Para dar sequencia às leituras encerro por aqui as minhas primeiras percepções sobre as obras, convencido de que os livros da série Pitangui 300 anos, além de resgatar as diversas facetas da nossa história, serão importantes fontes de informações para ampliar a nossa reflexão, formar conceitos e para estimular práticas culturais.

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O livro do Barrica, De Gol em Gol, eu ainda não o li totalmente, mas, pelas páginas apreciadas pude perceber que também trata-se de uma excelente obra. Abordando o futebol como tema central - sua origem, características e evolução até os dias de hoje - o autor aborda outros fatos ocorridos na Sétima Vila do Ouro das Gerais, no início do século XX, como a chegada do trem de ferro. Não deixem de ler!

Leonardo Morato
Blog Daqui de Pitangui




domingo, 27 de novembro de 2016

No tempo da Onça - Crônica de Paulo Miranda


O que sei da Onça de Pitangui, de um século atrás, é coisa comezinha, do dia a dia do vilarejo mas que, sem gracejo, chega a ser sobejo.Veio quase tudo pela boca de Ticintina, que lá viveu com seus pais e irmandade, de mais ou menos 1905 a 1924.

Ticintina, a primogênita da prole Velusiano-Inhana chegou a iniciar sua alfabetização no grupo Zico Barbosa mas não foi além do primeiro ano letivo. Aprendeu a assinar o nome e pegou tanto piolho na cabeça que a mãe lha raspou - e cobriu com um lenço branco.

No mais, tudo aprendeu por observar e palrear. E até fez uma curta incursão na língua de Shakespeare quando pageou, junto com a mana Isabel, os filhos do major inglês que lá foi o responsável-mor pela mineiração do ouro - atividade em que seu irmãos por parte de pai, Chico e Zé, andaram metidos por algum tempo. Da pageação dos petizes Marcus e Thomas, Ticintina evocava e replicava os cuidados sequiosos da mãe dos moleques, ao tentar barrar-lhe alguma arte: Nortibóia, nortibóia (no original era naughty boy, mas o que vale é a palavra de Ticintina.

Ela era a única das meninas da vizinhança de Marcelina Dão, uma solitária senhora, que era autorizada a brincar com a coleção de botões e miuçaia que a velha guardava zelosamente numa bacia.

Ticintina, sem ruborizar, nos contava dos artifícios do pai, seleiro de serventia, mas sem muito serviço, ao incumbi-la de pedir um pedaço de sebo no açougue para engraxar as linhas de coser sela..."sebo esse que ia era pra panela..."

Contava de aventuras infantis fascinantes como botar um prato d´água na soleira da janela, em noites de geada braba e, ao acordar, deparar com aquele bloco de gelo, cuja chupação era uma diversão indescritível.

Da jacuba, mistura de açúcar com farinha e água, ela só não chegou a ser consumidora voraz por ter que compartilhar com quem vinha atrás: Zabel, Rita, Ção, Tõe, Lia e papai.

Três de suas irmanzinhas não passaram da fase de bebê e Constância sobreviveu até o quatro, quando sem resistir ao balanço da rede, caiu no embalo do Criador.

Tudo o que ela contava tinha peso e leveza de verdadeiro, verossímil, desde a gia ao lado do pote de laranja-da-terra na bica do padre Fernando, até o fantasma que a perseguira num quintal onde, subrepticiamente, se refestelava em jabuticabas...

Falava com familiaridade e afeto num Tavinho, menino da terra que saira dali para estudar no Pará e viria se tornar um douto Capanema...E, mais fantástico ainda, falava em ter visto com as irmãs aquele clarão iluminando  o breu, quando a matriz de Pitangui - a duas léguas de distância - foi destruída pelo fogo, em 1914.

Sua descrição do cenário da febre espanhola, que chegou ao povoado em 1918 ou 1919 era minuciosa - e apocalíptica.

E, para contar a merencória história, escapou - inglória, ou em glória?

sábado, 26 de novembro de 2016

Porque era sábado!

 Trio Caldas. Foto: Paulo Henrique Lobato.

Com a casa aberta, a noite foi de festa no dia 12/11 para o lançamento da VIII Lavagem do Bandeirante - que acontecerá no domingo do Carnaval de Pitangui lá na Penha. Para não quebrar a tradição, o improviso mais uma vez foi o carro chefe e quem deu o tom e animou a noite naquele encontro de amigos - lá no Bar do Nino - foi o inspirado Trio Caldas + Renato Lopes.

Miscelânea cultural. Foto: Léo Morato.

Entre marchinhas e maracatus, a música boa abordou os estilos brasileiros e teve espaço até para as baladas do tempo da brilhantina, nas canjas do Cabrito, como podemos conferir no vídeo abaixo. Mas antes de apertar o play, conecte um fone de ouvido para ressaltar os graves, médios e agudos pois até a gravação com um celular foi de improviso.



A proposta da Lavagem do Bandeirante continua a mesma: brincar o carnaval de rua com uma abordagem histórica, cultural, lúdica e familiar, inserindo leituras do cotidiano. Ou seja, todo ano colocamos uma pitada de irreverência (característica do Carnaval) para tratar de coisa séria e o lema da Lavagem 2017 é: Quero Paz na minha Vila! O convite está feito, junte sua turma, prepare os adereços que nos encontraremos no domingo de Carnaval (ou antes noutro ensaio). Dispostos a contribuir para que o carnaval de Pitangui seja  integrado e diversificado, estamos abertos às parcerias e apoiadores culturais.


terça-feira, 22 de novembro de 2016

Benedito Rádio! Crônica de Paulo Miranda


Nosso rádio Philips era preto, grandão, acomodado numa até elegante moldura de madeira, e sua sintonia era seu calcanhar de aquiles. Frágil e caprichosa. Papai dizia que era a antena, que era externa, com uns fios que se projetavam da janela de nossa varanda para o telhado, o quintal afora.

E havia horas melhores para se sintonizar, no entanto: pena que boa parte desse tempo ou era de sono compulsório, ou daquele programa chato, repetitivo: A Voz do Brasil. E não tinha escapatória: deu sete da noite, babau. Uma hora inteira de avisos aos navegantes, comunicados oficiais dos poderes constituídos e outros temas de pouco alcance e menor agrado. Tinha umas `rádia` estrangeiras que podiam ser alternativa, em ondas curtas, mas os blá-blá-blás eram coisa de Satanás, além de Anaz e Caifaz. Não entendíamos bulhufas.

Eram quatro os botões do comando: o de ligar, o do volume, o da sintonia e o das ondas. O de ligar, mais à esquerda do ouvinte, fazia um ressonante `poum!` tanto para ligar quanto para desligar. Mas era só o barulho, não fedia nem cheirava. E cabia ao ouvinte esperar uns poucos segundos para a coisa esquentar. O botão mais acionado era o da sintonia, o terceiro. 

Tanto nele a gente mexia, que volta e meia o cordãozinho interno que acionava uma lingueta metálica externa no topo do aparelho e que coincidia com as determinações do `dial` (uma placa de vidro com os nomes das estações radiodifusoras em umas seis ou oito colunas) emperrava, saía dos seus trilhos internos e se embolava todo. Era preciso então, abrir o rádio por detrás e fazer as correções, manobrando-se cautelosamente as mãos entre aquele emaranhado de fios, caixinhas e válvulas. Tinha uma delas que se das demais: bojuda e compridona era a mãe-de-todas as válvulas. Menino não podia tocar naquelas coisas. No que obedecíamos, mas espiar e se extasiar com aquele mar de combinações não colocava problemas. Desde que guardada uma certa distância e que palpites não perturbassem o corregedor da vez. Uma vez, apareceu lá em casa o Benedito, moço, vai ver que adolescente então, alto, magro e bem alinhado. Um gentleman. Era filho de um compadre de papai, outro Benedito, ferroviário e vicentino.

Ao Benedito filho, cabia fazer a limpeza no rádio e corrigir a linha das estações. Ele chegou com uma confiança imperturbável aos meus anseios de proximidade para ver as vísceras do nosso Philips. Acho que até fui instado - por papai - a tomar distância, e deixar o moço trabalhar em paz. Se não me engano ele era aprendiz atencioso e reputado naquele setor. Tivera prática com um tal Vicente do Rádio, lá da cidade, e agora, no povoado do nosso Brumado, fazia as lições hauridas com o mestre Vicente.

E o Bené se concentrou como pode no seu trabalho - eu mantido a distância para se evitar qualquer ato falho. Era uma tarde, de um sol morno mas brilhante. Menos só que meus olhos naquele fascinante aparato de se desnudava nas mãos do novato. O golpe fatal no entanto veio quando o Bené, sem se dar conta do risco, virou o aparelho de lado e o`dial`, de vidro, apenas encaixado no topo daquele caixote, se projetou rumo ao vermelhão. Sem no olvido cair, o barulho até hoje me ressoa aos ouvidos. Centenas de lasquinhas e o prejuízo vitral.

Benedito, lívido, assumiu o erro, embaraçado, mas sem contestação. Ficou de comprar um reposto logo que fosse à capital. E o fez. Não achou um igual ao original, mas ninguém estava ali para fazer comparações, nome de rádio por nome de rádio, tim-tim por tim-tim. O importante é que se encaixava bem e o cordãozinho voltara a acionar a lingueta pra lá e prá cá. Até que um novo capricho o desalojasse de seus trilhos. Mas aí o Bené já estava escolado.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Projeto da rodovia Pitangui - Papagaio (1929)


Na postagem de hoje apresentamos o projeto de 1929, da rodovia que ligaria Pitangui a Papagaios, elaborado pelo engenheiro agrônomo Pery O. de Lacerda. O asfalto só chegou em 2016!

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

As Gonçalas - Crônica de Paulo Miranda


Todo mundo as chamava de Gonçalas. Devia ser Gonçalves. Mas não restam registros a não ser de boca dos mais antigos que se ainda não foram, vão indo, sumindo.

Sobém, Manuela e Raquel, as três irmãs que moravam na ladeira "do Vinício". Desde o inicio, ou pelo menos de tempos remotos, longe desse nosso bulício. A casinha delas, paredes amarelas, tinha os seus marcos de madeira de lei, telhas portuguesas e quiçá fosse assoalhada, pois bem se ouviam suas passadas. Singela a morada, complementava-se com um quintal grande, com árvores já maduras, estendendo-se por um terreno inclinado que ia do muro que o circundava na parte superior ao "corgo" da Olaria, ou Baiacu, que às vezes, ficava aquele fedor. É que os administradores da cidade tinham descoberto a pólvora da canalização - ou sacanalização - dos esgotos para aquela via líquida natural que cortava a cidade.

Mas o cheiro talvez não as incomodasse. Teriam se acostumado a ele e agora na sua velhice, com a metabolização mais lenta das glândulas sudoríparas - pode-se ler sebo - não haviam de achar muita diferença entre o ar externo e o interior da casa.

Sobém, que há de ser corruptela de um nome pelo qual já não era mais conhecida era a mais alta delas. Manuela, que já tinha os cabelos bem grisalhos era a segunda, meã de estatura e a mais comunicativa delas. Havia trabalhado como servente no ginásio e vivia da aposentadoria. Raquel, que completava o trio era a menorzinha, mais jovem, atracada e da índole aparentemente enfezada.

A vida delas, então, revolvia em torno da igreja matriz, que, dobrada a ladeira, à esquerda, se colocava a uns duzentos metros mais de subida, só que menos íngreme do que a dita ladeira do Vinício. Todo o trajeto era calçado em pedras redondas, pés-de-moleque, bem típico dos anos coloniais e preservado até que chegou o dito progresso, com paralelepípedos de granito, e o asfalto, depois, que dizem ser mais bonito.

Elas não pegaram essa transformação toda não. Nem missa em vernáculo pegaram. Se chegou a elas, crédito não deram a essa invenção. Tinham lugares cativos nos bancos da igreja, logo nas primeiras filas da nave principal, do lado das mulheres, que era o direito. Ai se alguém por desconhecimento ou distração viesse a lhes tomar o lugar. Era uma resmungação feito praga a pegar. Mas o povo da cidade já lhes conhecia bem os hábitos e não havia de transgredir. Contudo, algum incauto ou forâneo, que se cuidasse.

Manuela tinha ainda o sacro encargo de zelar pelo azeite das velas do Santíssimo. Sob a mesinha da sala de estar de sua casa se viam várias garrafas de azeite de mamona com aquele precioso líquido. Que naturalmente adicionava à fragrância costumeira da casa.

Vez por outra surgia um visitante que com elas se hospedava, o Gonçalo, seu sobrinho, que muitos diziam, vivia no Rio. Tudo mudava quando ele chegava, pois a janela de seu quarto ficava permanentemente aberta e aos olhos curiosos ele expunha os seus teréns reluzentes - e também as suas virtudes, de caçador de jovens, impenitente.

Hoje, daquela casa, restam uma poucas paredes nuas, escalavradas, que não demora, cairão com o tempo. O terreno, abatumado, deu lugar à ocupação ilegal, vadia, como legado daquelas três velhinhas. O sobrinho, pelo mundo continuou. Vai ver que em algum lugar parou.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Pitangui: entre monarquistas e republicanos

Na postagem de hoje apresentamos um exemplar do jornal "Gazeta de Pitanguy"em edição de 4 de maio de 1889. O referido jornal tinha como redatores os senhores Eduardo Lopes Cançado e Vasco Azevedo. Nesta edição podemos perceber o clima político meses antes da Proclamação da República, em 15 de novembro daquele ano.
Na primeira página encontramos artigo criticando as lideranças republicanas, que faziam campanha pelo país contra o Império. O autor do artigo assina sob o pseudônimo de "Colibri". O artigo termina na segunda página, onde encontraremos a publicação de um poema exaltando a República assinado por José Luiz Álvares da Silva. O poema resgata o espírito republicano presente na Inconfidência Mineira (1889), ocorrida 100 anos antes do advento da República.
A publicação de duas matérias defendendo posicionamentos políticos tão diferentes demonstram como a elite política pitanguiense se posicionava diante do quadro político nacional daqueles dias.
Confira abaixo, as matérias citadas nesta postagem. Clique nas imagens para ampliá-las.



quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Lavagem do Bandeirante 2017

O blog daquidepitangui já definiu a arte que irá ilustrar o material promocional da 8º Lavagem do Bandeirante. Mais uma vez tivemos a colaboração do artista pitanguiense Renato de Faria que desenvolveu a arte a partir de nossas orientações. A arte final ficou por conta do Rodrigo da Quatri Comunicação e Sinalização.


Assim como no ano passado a arte faz uma crítica bem humorada ao cotidiano pitanguiense. Dessa vez o bandeirante se sensibiliza com a instabilidade social, pede paz, mas não deixa de comemorar a mais animada festa popular brasileira. A grade de patrocinadores já está sendo definida e já estamos nos articulando em busca de uma integração maior com o quadro de atrações da prefeitura para o carnaval. Estamos também buscando atrações de suporte para a Lira Musical Viriato Bahia de forma a manter o público animado com o som das marchinhas em tempo integral. Outra novidade para o próximo carnaval é a possibilidade de personalização das camisas por blocos que queiram participar da festa. Nesse caso a arte básica deverá ser mantida e haverá um custo adicional pelo desenvolvimento e acabamento da arte final. O custo final das camisas será definido em janeiro quando já teremos um volume de peças suficiente para negociar os valores com as grandes malharias de BH.

É dentro desse clima de integração, de paz e alegria que o blog daquidepitangui convoca todos os pitanguienses a comparecer na praça da Penha às 15:00 no dia 26 de fevereiro, domingo de carnaval.

Vandeir Santos