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domingo, 10 de janeiro de 2016

Teve CARTEIRADA e até REVISTA

Marcelo Vasconcelos e Silvério Rodrigues. Fotos: Léo Morato
Um motivo a mais para frequentar ou visitar os antigos e tradicionais estabelecimentos de Pitangui é o que se presencia nestes lugares, sem falar dos laços de amizade e da peculiaridade dos serviços prestados.  No boteco do Verinho, por exemplo, além dos causos e "capações" do dono e dos clientes, muitas informações são compartilhadas.


O local parece até uma rodoviária ou estação de trem: com gente de muitos lugares, com bagagens e histórias diversas, uns chegando, outros partindo, uns só passando, outros retornando e indo de novo. Sem falar no comércio paralelo de doces, pequis, queijos, espigas de milho e etc.



Como já citamos por aqui, o arquivo do Verinho é famoso, guarda fotografias, jornais antigos, anotações, cartões postais e muitas relíquias. Um dia desses chegou no bar um senhor alto, de prosa fácil e colocou em cima do balcão mais uma raridade. Foi logo perguntando: "essa ocê tem Verinho"? E pela alegria estampada, o material aguçou boas lembranças em ambos.




A propósito, o visitante era o senhor Marcelo Vasconcelos e a tal revista era a Mundo Juvenil do ano de 1958, que juntamente com a Mundo Infantil e Mundo Moderno (se não me engano) narravam a vida naquela época e eram famosas entre os jovens da primeira metade do século XX.



Entre um gole e outro, o tempo passava desapercebido e nos causos daquela tarde, inevitavelmente, falou-se de futebol, de Cruzeiro e Atlético e do glorioso América Mineiro que voltou à primeira divisão. Foi quando o Sr. Marcelo exibiu orgulhoso a sua carteirinha de sócio do clube desde 1954. Prosa vai, prosa vem, me lembrei do saudoso Tião da Praça de Esportes com o seu jargão anunciando o fim da farra da meninada "horário é horário"! E em tempos de  horário de verão, assim foi mais um dia no Verinho.

 E sobre o título desta postagem? Ah, capa não sô!

4 comentários:

  1. Nem que seja pra um golinho
    ou de prosa mero dedinho
    vale gastar um minutinho
    curtido o bar do Verinho...

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  2. Uma pausa nessa rotina dura
    a gente encontra aqui
    e a "buteco cultura"
    é tradição no Pitangui

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  3. Que agradável ouvir tudo isso e poder curtir de onde estou todas estas brincadeiras. Ainda não tive a oportunidade de ir visitar o meu companheiro de voleibol, do passado, o querido e gigante Verinho. Bons tempos que podem não voltar mais, mas viver saudade é muito bom. Que alegria saber de você. Aguarde a minha visita, "nem que seja pra um golinho", já que "é tradição no Pitangui". Abraços. Zé Carlos

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  4. Que post bacana, Leo! Parabéns pela sensibilidade. Quando criança eu ia ao bar do Verinho trocar tampinhas de Coca-Cola por aqueles brindes que a marca de refrigerantes oferecia. Sempre ficava encantado com aquela miniatura de vagões de trem de ferro que ele ainda mantém na parede. Ainda fico, aliás.

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