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domingo, 29 de maio de 2016

Padre Joaquim Xavier Lopes Cançado



Nascido em 17 de novembro de 1861, Joaquim Xavier Lopes Cançado, filho de Romualdo Xavier Lopes Cançado e Eduarda Cândida Xavier, muito jovem ingressou no Seminário Maior concluindo sua formação em 1882. Em 20 de julho de 1884 era ordenado sacerdote na Fraguesia de Presídio, de Rio Branco, por Dom Antônio Correia de Sá Benevides.
Além das funções religiosas dedicou-se ao jornalismo, à educação e à política: Como jornalista escreveu para o jornal "Gazeta de Pitanguy" entre julho de 1888 e agosto de 1889, conforme afirmou em artigo intitulado "QUEM É CONTRADITÓRIO", publicado em outro jornal pitanguiense, "A Justiça", em edição "de 20 de março, de 1904 (Ano I, Nº 8)" (DINIZ, 1969, p. 101). Neste mesmo artigo afirmava: "colaborei nela (a Gazeta de Pitanguy), ativamente, mas não era o redator responsável".  Em 1894, Padre Joaquim Xavier voltou a colaborar com este jornal. Nesta época era o Vigário da, então, freguesia de Abadia (atual Martinho Campos) (DINIZ, 1969, p. 102).
Apesar de afirmar que não era o redator responsável pelo jornal "Gazeta de Pitanguy", seu nome consta no cabeçalho do jornal, em edição de 18 de junho de 1888 como redator, conforme pode ser constatado na imagem abaixo:


Padre Joaquim, que tinha laços de parentesco e amizade com Vasco Azevedo, importante político pitanguiense no período entre as duas últimas décadas do século XIX e primeira década do século XX, também foi colaborador do Jornal "A Justiça", fundado em 1904 (DINIZ, 1969, p. 103).
Em fevereiro de 1911 começava a circular em Pitangui o jornal "A Velha Serrana", do qual Padre Joaquim era redator. Em 1922, escreveu para outro jornal pitanguiense, "O Povo" (DINIZ, 1969, p. 104-105). Todos esses jornais citados anteriormente eram órgãos de caráter político da fração de classes local conhecida como "Vasquistas", nome dado ao s grupos familiares que apoiavam o líder político local, Vasco Azevedo, que tinha como principal adversário José Gonçalves de Souza, que liderava a fração de classe denominada "Gonçalvistas".
Padre Joaquim Xavier Lopes Cançado também foi colaborador dos jornais "Diário do Comércio" e "O Farol", de Juíz de Fora e no "Diário", de Belo Horizonte.
Sua vida política foi marcada pelo exercício de dois mandatos de vereador: um em Pitangui, pelo então, distrito de Onça de Pitangui e outro como Vereador Geral, em Cataguases, Zona da Mata mineira.
No decorrer de sua vida religiosa, além de Vigário no distrito de Abadia, por 4 anos, foi Vigário de São Gonçalo do Pará, por 4 anos; Vigário adjunto, em Pitangui por 4 anos; coadjutor e depois Vigário, em Juíz de Fora; Vigário de Miraí, por 10 anos e Vigário de Oliveira por 14 anos, onde também foi professor. Em 1929, era diretor e professor da Escola Normal de Pitangui, onde também, exerceu o cargo de Provedor e Capelão da Santa Casa de Misericórdia, além, de ter sido Presidente da Conferência de São Vicente de Paulo e um dos fundadores da Conferência de Nossa Senhora do Pilar. Faleceu em Belo horizonte, onde está enterrado, em 10 de julho de 1951.

3 comentários:

  1. Mais um prócer citadino
    notável Padre Joaquim
    dele ouvi desde menino
    a sua importância é sem fim...

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  2. "Em 1992, escreveu para outro jornal pitanguiense, "O Povo"... esse ano deve estar errado não?

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    Respostas
    1. Sim, está errado, a data correta é 1922.
      Obrigado pela observação.
      Abraço.

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