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terça-feira, 31 de maio de 2016

Um pitanguiense chamado Joaquim Antonio Gomes da Silva (1838-1915)

Na postagem de hoje apresentamos um pouco da história do pitanguiense Joaquim Antonio Gomes da Silva, nascido em família humilde. 15 de julho em 1838."Foram seus pais, o procurador forense, alferes Joaquim Antonio Gomes da Silva e Dona Anna Jacinta de Souza Machado - o primeiro natural da mesma cidade; e a segunda do arraial de Sant'Anna da Onça, do respectivo município." (BRITO: 2013, p. 6).
Aos cinco anos de idade foi matriculado pelo pai em uma escola primária mantida pelo professor particular Estolano Manoel de Figueiredo. Conforme registrou em sua autobiografia, a escolha do citado professor se deu devido a "sala de lições" do professor público do município João Epifanio Pereira ser uma "arena de descomposturas e pugilato, entre os alunos (...)" (BRITO, 2013, p. 6).
 A partir de 1848 passou a frequentar o colégio particular mantido pelo professor Cândido José Tolentino, onde estudou latim, português, geografia e matemática. Por essa época começou a estudar música com seu pai, que também era maestro.
Com a transferência do professor Tolentino para São João Del Rei teve que interromper seus estudos retomando-os em 1852, quando, em Pitangui foi fundado o "Colégio Fernandes", dirigido pelo Tenente Zacharias Fernandes Xavier Rebello, onde deu segmentos aos estudos anteriores e iniciou os estudos de história. Neste estabelecimento de ensino passou a ajudar gratuitamente na condução das aulas.
Durante algum tempo viveu com a família em Dores do Indayá, onde o pai assumiria atividades forenses e também junto à Câmara local. No período em que permaneceram ali, Joaquim Antônio Gomes da Costa passou a lecionar música, enquanto seu pai, criava a primeira banda de música local.
Posteriormente, retornaram à Pitangui, onde passaram a residir na Rusa Direita, em uma casa de sua tia materna, Dona Jacintha de Souza Machado, que era casada com o comerciante local José da Fonseca Cesar. Nesse tempo passou a lecionar música em sua residência e, também, auxiliando o "professor João Fernandes da Silva Capanema em sua aula de latim e francês (...)" (BRITO: 2013, p. 6).
Era desejo de seu pai que seguisse vida eclesiástica, porém, conseguiu convencê-lo que não tinha vocação para tal. Em 1857, então residindo na casa de seu tio materno e futuro sogro, José Júlio Alves Corgosinho, casado com a professora pública Maria Fulgência de Oliveira, irmã de seu pai. Nesta residência, Gomes da Silva estabeleceu  aulas de português e música.
Casou-se em 16 de janeiro de 1860 com sua prima irmã Maria Fulgência de Santa Ineiz. Passaram a residir na Rua da Lavagem. Nestes primeiros anos de casado continuou lecionando. Várias famílias o haviam contratado para lecionar para seus filhos as primeiras letras, música, português e contabilidade. Também foi contratado pelo Padre Mestre Belchior Rodrigues Braga, para lecionar em seu colégio Latim e Música. Foi nomeado  escrivão de Paz e subdelegado, cargos que exerceu por breve tempo. Em julho daquele ano foi convidado por seu tio, Capitão Bento de Oliveira Barbosa, pessoa próspera do distrito de Sant'Anna da Onça para se dedicar exclusivamente à educação dos seus filhos. Era-lhe oferecido um salário anual de 1:200$000 (Um Conto e Duzentos mil réis), além de moradia e alimentação no primeiro ano.
Antes de aceitar a proposta do tio foi procurado pelo Major Manoel Bahia da Rocha, então advogado e Coletor, que lhe propôs nomeá-lo Escrivão da Coletoria de Pitangui, onde passou a atuar na tesouraria da Fazenda e na Mesa de vendas provinciais. Exerceu estes cargos entre outubro de 1860 e agosto de 1868, quando foi demitido, com a chegada dos Conservadores ao poder. Gomes da Silva se declarava Liberal Exaltado.
Em 1861, havia iniciado sua vida política, quando, na Comarca Pitangui, o Partido Liberal estava sob a liderança de Francisco Cordeiro de Campos Valladares, Frederico Augusto Álvares da Silva e Francisco Álvares da Silva Campos, irmão de Martinho Campos.
Em 1863, diante do estremecimento das relações entre o Brasil e a Inglaterra, a partir dos incidentes envolvendo o navio inglês "Prince Of Wales", no litoral catarinense e a interferência do embaixador britânico William Christie, acontecimentos que ficaram conhecidos como "Questão Christie", levou à mobilização da sociedade pitanguiense, que sob a liderança de Gomes da Silva, dentre outros, fundam a Sociedade "Amor da Pátria", "cujo fim era criar e reunir os recursos do município, afim de aucxiliar o governo imperial nos meios de defesa contra as hostilidades, que porventura, surgissem por parte da Inglaterra. Por suas atitudes em defesa do Brasil Gomes da Silva, recebeu do Imperador Dom Pedro II a Comenda "Ordem da Rosa".
Quando eclodiu a Guerra do Paraguai (1864-1870), a Sociedade "Amor da Pátria" mobilizou os cidadãos pitanguienses para a criação do batalhão dos "Voluntários da Pátria", Que seria composto por 52 voluntários, que partiu em direção ao front no dia 25 de março de 1865.
No ano de 1868, junto com o Sr. José Xavier da Silva Capanema fundou a Sociedade "União Pitanguiense", criada para promover obras na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar, então, necessitando de reformas urgentes.
Foi Deputado Provincial (1884-1885), Deputado Estadual (1892-1895), Senador (1895-1902) e Chefe do Executivo de Frutal (1895-1899/1913-1915). Gomes da Silva teve papel decisivo na criação do município de Frutal.
Também foi jornalista colaborando com vários jornais mineiros, inclusive criando o primeiro jornal de Frutal chamado "O Santelmo", que circulou entre 1888 e 1895. Também escreveu obra de cará ter histórico, "Escavações ou Apontamentos Históricos de Pitanguy", editado em 1893. Também é autor dos romances "Iva, a Cabocla" e "A Flor do Martírio", Segundo Maria Cecília Santos Carvalho, idealizadora da Tenda Literária de Pitangui, Gomes da Silva também é autor da comédia "A Homeopatia".
Joaquim Antonio Gomes da Silva também fundou a primeira escola municipal de Frutal inaugurada em 1º de abril de 1913.

FONTES:

BRITO, Tânia Aparecida Silva. Minha Vida: autobiografia inconclusa do Senador Gomes da Silva. PROJETO HISTÓRIA E CULTURA DA ÁGUA EM FRUTAL . Frutal: 12013.
http://blogdatiagabi.blogspot.com.br/2014/05/documentos-e-fotos-disponiveis-no.html, acessado em  31/ mai./2016.


2 comentários:

  1. Esses perfis de Licínio
    dão-nos clara dimensão
    de seu bom tirocínio
    vendo na história u´a lição...

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  2. Gostaria de saber se eles tiveram filhos e quais são seus nomes?
    Eu sou Alessandro Gomes da Silva.

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