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sábado, 18 de junho de 2016

Horário de Verinho

Mais uma aí? (Verinho).

O bar do Verinho tem dessas coisas, propiciar uma viagem pelo tempo e pelo espaço, fazendo associação a lugares e lembranças. Não, não estou me referindo aos efeitos etílicos da cerveja, da pinga amarela ou da carne de panela. Falo dos encontros e reencontros, dos velhos e dos novos casos, dos antigos amigos e das histórias compartilhadas e recordadas. E quem nos fala mais sobre esses devaneios do pensamento é o amigo e conterrâneo Paulo Miranda.

Sábado, horário de Verinho.
 
Va pensiero...

Tomada ali naquela movimentada e no entanto tão acolhedora esquina
onde se situa o Bar do Verinho - ou Bardo Verinho, que o faria plena
poesia? - a cerveja parece liberar mais depressa os eflúvios etílicos.

E como se conjugam tão bem com as esperanças dos hebreus no cativeiro
de Nabucodonosor, cujo canto, Giuseppe Verdi soube tão bem capturar em
sua obra-magna, como aliás magnas parecem ser todas as óperas desse
genial italiano, que teve a sorte de ir-se para a eternidade antes que
a primeira grande guerra chegasse ao solo europeu. E foi uma comoção a
sua partida, toda Itália piangendo, dolorida. Mas e se houver outra
vida?

E Verinho evoca - com o porre alheio - a belezura dessa ária, Va
pensiero, vai pensamento, ébrio à terra hebréia, sobrevoa campos,
colinas, o Jordão, terras ancestrais...O pensamento, nem a ditadura
segura. E disso, embora de nome Brilhante, parece que o coronel Ulstra
não se dava conta. E dá-lhe porrada...

Ver o vero Verinho imergir na doce música de Verdi, faz a gente dar
uma folga aos nossos sertanejos, MPB, sambas, funks e até mesmo o
tango dos hermanos, geralmente tão denso, tão trágico, e renovar a
letra da bella Itália, que nos inspira, até a quem conspira:
...Oh, mia patria, si bella e perduta (Oh pátria minha, tão bela e perdida...)

 "Filial" do bar do Verinho - Rossil, Lisboa.
 Fotos desta postagem: Léo Morato.

5 comentários:

  1. Oi Verinho companheiro de voleibol. Nós e aquelas "peladas" na Praça de Esporte de Pitangui. Éramos uma turma legal, que viajava pelas cidades ao redor da cidade, disputando aqui e acolá. Taquinho, Márcio, Marco Túlio, Lélio, Você, eu e alguns que no momento me faltam na memória. No feminino tínhamos Letícia Nunes, Auxiliadora(Rebolo), June Malachias, Télvia Xavier e mais.... Jogávamos de forma mista, sendo 3 homens e 3 mulheres. Era muito divertido. Bons tempos aqueles. Muito bom sentir saudade de tudo isso. Indo à Pitangui irei visitá-lo em seu HORÁRIO.....Grande abraço.

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  2. Apenas para corrigir o texto... viajava pelas cidades vizinhas, disputando...... etc etc.

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  3. Que bela visão do Bar do Verinho, que tenho enorme apreço (também pela Dona Sônia). Um abraço

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  4. Pessoas e lugares como este dão charme e personalidade a uma cidade.
    Legal a valorização e divulgação destes!

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  5. Esse é bar é referência na cidade, pois conta com a simpatia e atenção Sr. Verinho, e também de sua esposa D. Sônia que se dedica ao atendimento, garantindo um ambiente familiar.

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