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sábado, 9 de julho de 2016

Costurando memórias

Pitangui dos anos 1950. Foto: Acervo do Arquivo Público Mineiro.
 
Em março de 2014 publicamos uma fantástica crônica do William Santiago, relembrando a infância no Beco dos Canudos. Naqueles escritos Santiago destacou a música "Casamento no Uruguai", do disco do Patesko, que se quebrara numa brincadeira de criança. As curiosidades em torno da letra da música, do contexto no qual fora escrita e da melodia ficou na cabeça até outubro daquele ano. Quando na noite de um sábado recebemos a visita do Zé Carlos Xavier, filho do Patesko que, abordando sobre a extensa obra do pai, cantou a Casamento no Uruguai que você pode conferir no vídeo abaixo.
Patesko ao violão ensinando música. Foto: Autor desconhecido.
 
Mas antes de clicar o Play, é importante saber que nem a música e nem este Blog não estamos fazendo "apologia ao machismo",  muito menos tem-se a intenção de inferiorizar as mulheres. A música, é uma marchinha de carnaval composta na década de 1950, fazendo uma sátira político social (como boas marchinhas de hoje) sobre o divórcio que já era legalizado no Uruguai desde 1932 e que somente 45 anos mais tarde foi permitido no Brasil, em 1977.  Ressalte-se também que da mesma forma que houve uma certa rejeição por parte de alguns setores da sociedade pitanguiense da época, a música fez muito sucesso dentro e fora de Pitangui, com a divulgação nos LPs em 78 rotações.
 

5 comentários:

  1. Oi Léo. Que bela homenagem ao Patesko, o meu pai. Fico muito orgulhoso quando vejo estas pequenas/ENORMES atitudes que fazem a gente reviver o passado com muito gosto. Agradeço a todos do Blog, especialmente a você neste momento. Willian obrigado pela atenção. Abraços.

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  2. Apenas para corrigir a letra no início: Tenho mulher, sou até pai. Mas pego outra e vou casar lá no Uruguai......

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  3. Se a perna esse tal Uruguai
    no Maraca um dia nos passou
    Patesko de Zeca, o pai
    lá, casado, nos vingou

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  4. Fico feliz de ter provocado a recuperação dessa música e, de quebra, uma releitura de um grande compositor. E Léo Morato, mais uma vez, abusa do direito de ser criativo quando se trata de imagem e som. William Santiago.

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  5. Caros amigos, a história acontece pelas mãos de quem a faz, de quem a registra e de quem sabe conta-la. Fico feliz de participar de tudo isso e, por meio do trabalho deste blog, fazer descobertas e costurar essas lembranças históricas! E o melhor, estas pequenas ações espontâneas dão vez e voz a grandes talentos, a pensadores contemporâneos e a uma autêntica arte pitanguiense, considerada por uns desavisados como "Grupos Minoritários"!

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