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sábado, 24 de setembro de 2016

A chaminé da Fábrica

A chaminé na paisagem pitanguiense. Foto: Dênio Caldas.

No mês de agosto passado nosso parceiro Dênio Caldas publicou uma postagem interessante sobre a Chaminé da Fábrica de Tecidos, vista e clicada de vários ângulos, em uma sequencia de fotos. A matéria gerou em nós, meninos na época, a lembrança do apito da fábrica. E nos adultos que trabalharam na Santanense, gerou emoções. No poema abaixo o professor Roberto Caroli descreveu muito bem estes sentimentos pitanguienses. Confira:

No horizonte, a chaminé. Foto: Léo Morato.

A chaminé
Através da janela da cozinha
da casa onde cresci, no lavrado,
eu sempre via a imponente chaminé!


Era uma visão magnífica!

Ficava imóvel e perdido em pensamentos,

analisando os detalhes 

daquele esplêndido edifício.

O soar da sirene da fábrica
nos serviam de relógio,
sempre pontual.
A fumaça que saía do cume da torre
ia de encontro às nuvens...

Eu criança, ficava fascinado!
Eu jovem, ficava intrigado!

A fábrica fechou,
o emprego acabou,
a sirene se calou.
A cidade que acordava com ela,
por um tempo até chorou...

No entanto, a vida continuou,
quem estava no olho da rua
outro trabalho encontrou.

Mas aquela chaminé
permanece imponentemente
sendo vista, sendo vista!

Não mais a vejo da mesma janela
que hoje já não existe.
Vejo-a sim,
de vários pontos da cidade.
Do alto, do baixo
de perto, de longe...

Lá está ela em evidente,
tornou-se, pra mim, monumento,
quiçá um cartão-postal.

Neste momento estou vendo-a
não mais de uma física janela,
mas sim de uma outra maneira.
É só eu fechar os olhos
que vejo-a nitidamente
com os olhos de minha alma...

(Roberto Caroli)

Um comentário:

  1. Testemunha de um passado
    pairando sobre a cidade,
    chaminé, conta um bocado
    o que foi felicidade...

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