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segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Histórias do Rio Pará

Sob a ponte do Pará. 

Como se fossem os dois lados da mesma moeda, as imagens abaixo retratam os extremos da história do rio Pará, um dos principais afluentes do Velho Chico. Nas mesmas fotografias,consequências da grande enchente de 1996 e da longa estiagem de 2016. Há 20 anos, a chuva forte alimentou o leito do rio a um nível jamais visto novamente. A correnteza derrubou a antiga ponte que ligava Pitangui a Martinho Campos. 



A estrutura continua esquecida nas águas do Pará até hoje, numa recordação de que a temporada de enchente já foi uma grande preocupação dos ribeirinhos. Duas décadas depois, o grande desafio de quem mora na região é vencer a longa estiagem. Montes de areia surgiram no leito, próximos à ponte vencida pela força d'água. Capins brotaram nos montes. Viraram pasto.Também lugares para visitantes sujões, que deixam embalagens vazias, papéis e guimbas de cigarro. A estes sugiro que fiquem espertos com o Caboclo d'Água.

Paulo Henrique Lobato - Jornalista.

Imagens e texto: Paulo Henrique Lobato.

2 comentários:

  1. Falar no caboclo d´água
    excita a imaginação
    quem porém vive de mágoa
    é caboclo sem coração

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  2. Abordagem interessante sobre essa data histórica Paulo Henrique, parabéns! Além deste marco físico, visível que lembra a enchente de 1996, a queda da ponte deixou consequencias intangíveis para a 7ª Vila do Ouro. Antes do rompimento da ponte, a Viação São Cristóvão, passava por Pitangui, no trajeto Brasília - São João Del Rey. Durante a construção da nova ponte, a linha foi desviada para Martinho Campos -Bom Despacho - Nova Serrana - até o ponto final em SJDR e não retornou mais para o trajeto Pitangui - Nova Serrana. A linha foi comprada pela Viação Sertajena e o percurso de Pitangui continuou excluído. Com isso, os pitanguienses que moravam/moram em Brasília e que queriam visitar a terrinha de ônibus (ou ir à capital federal) passaram a embarcar em Nova Serrana ou Martinho Campos. Da mesma forma que os que desejam visitar as históricas cidades de Tiradentes e SJDR. Planejar e desenvolver o turismo em Pitangui, passa pelas vias de acesso e pelos meios de transporte que levam à cidade. Quem sabe o(a) prefeito(a) (re)eleito(a) não consiga negociar a volta desse expresso para Pitangui????

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