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sábado, 15 de outubro de 2016

O Balzaquiano Correio de Pitanguy

A 1ª edição do jornal Correio de Pitanguy.

Neste último mês de agosto, em um Seminário de Análises e Tendências do Marketing Digital, o mediador do encontro ao abrir os trabalhos apresentou algumas características predominantes neste seguimento nos dias de hoje. Entre essas características destacam-se: a multiplicidade dos canais de comunicação e a conectividade entre as mídias sociais (os veículos de massa e o horário nobre não têm mais tanta eficácia com há algumas décadas); a possibilidade do usuário espectador interagir na(s) rede(s) sociais que utiliza, participando de grupos e selecionando o conteúdo que deseja ter acesso (aliás, hoje cada pessoa pode ser um canal de comunicação, por meio de uma ou mais tecnologias); e a produção de conteúdos com a participação e ou o ponto de vista de determinados públicos (matérias ou projetos sobre realidades periféricas geram credibilidade, pela subjetividade abordada).

A coluna do Jonba.

Considerando este cenário, essas duas últimas variáveis (interação com o espectador e abordagem de realidades da cidade) já podiam ser observadas em um jornal pitanguiense que, há exatos trinta anos, publicava sua primeira edição em 15/10/1986. O Correio de Pitanguy nasceu do empreendedorismo visionário do jornalista, professor e diplomata William Santiago quando retornou a Pitangui em meados da década de 1980, após alguns anos em Brasília e no exterior.

William Santiago (à direita) com autoridades da época, no aniversário de Pitangui em 1988.
Foto: Acervo do Paulo Vasconcelos Carvalho.

Com um curto período de existência (quase 5 anos) o Correio de Pitanguy expandiu suas edições para a região e, mesmo após o término de suas atividades em junho de 1991 – quando o William foi embora novamente da cidade - influenciou na forma e no conteúdo a criação de novos jornais como O Independente (fundado pelo Edilson Lopes que também trabalhou no Correio), novas mídias como o Blog Daqui de Pitangui, além de ter influenciado as novas gerações de jornalistas de Pitangui. Desta forma o Correio de Pitanguy constitui-se como uma importante fonte de informações e pesquisas sobre a história recente de Pitangui. O jornal é citado, por exemplo, em diversas matérias do Daqui de Pitangui e como referência bibliográfica nos livros da série Pitangui 300 anos: O Palco e a Tela – O teatro e o cinema em Pitangui, de autoria do historiador e professor Licínio Filho e De gol em gol – A história do futebol em Pitangui, do advogado e escritor pitanguiense Marcos Antônio de Faria – o Barrica.

Por tudo isso parabenizamos o balzaquiano jornal Correio de Pitanguy pela contribuição para a história da cidade, e agradecemos ao seu fundador William Santiago pela iniciativa e por sua ativa produção cultural, também nos dias atuais.



2 comentários:

  1. Ao Correio não socorreis/
    na sua balzaquiana idade/
    com o dobro dele, sabeiis/
    vivemos na Temer-idade...

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  2. Conheci o William no curso de jornalismo da UnB, meados da década de 80, e tive o privilégio de acompanhar de longe a aventura do Correio de Pitangui. Parabéns William!!!

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