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sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Quem são os estudantes e qual foi o ano?

No intuito de preservar a memória pitanguiense, 
postamos uma imagem dos estudantes da nossa cidade.

Nos ajude a denominar os presentes na fotografia e também a descobrir 
em qual ano a turma foi fotografada.



Clique na imagem para ampliá-la


Fonte: facebook de Maria Zirlene, postada em 17/08/2017

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Homenagem ao jornalista Lucas Mendes Campos

Na aprazível tarde do dia 09 de agosto um grupo de amigos pitanguienses fez uma homenagem ao jornalista Lucas Mendes Campos que passava férias na casa de parentes em Belo Horizonte. Na ocasião estiveram presentes os primos de Lucas, Fabio de Campos, Rogério Guimarães e Rômulo. Estiveram presentes também Juarez Machado, Gilberto Becô, Paulo Miranda e o artista plástico Giancarlo Scapolatempore que pintou e ofereceu à Lucas Mendes uma tela retratando a rua Padre Belchior com o casarão do Dr. Waldemar Campos, uma das casas onde Lucas se hospedava em Pitangui em sua juventude quando vinha visitar os parentes durante as férias.

Foto: Vandeir Santos

Foto: Vandeir Santos

Foto: Vandeir Santos




O objetivo do grupo era agradecer ao jornalista toda a consideração e carinho que ele tem por Pitangui, sempre fazendo referência positiva à terra natal de seus familiares. Os donos da casa, Renata e Marcus, foram super receptivos e tornaram o momento muito agradável. 

Vandeir Santos



domingo, 13 de agosto de 2017

Turismo: Benchmarking em Pirenópolis-GO

 Igreja Matriz de N. S. do Rosário - Pirenópolis-GO.
 Foto: Léo Morato.

O conceito de Benchmarking pode ser definido como um processo de conhecimento e estudo das melhores práticas do mercado relacionadas a produtos e serviços em determinado seguimento ou ramo de atividade, comparando resultados a fim de desenvolver e melhorar o próprio desempenho. Portanto, na continuidade do projeto Turismo em Pitangui – uma janela de possibilidades, fomos até Pirenópolis em Goiás, para conhecer um pouco daquele modelo de sucesso na Gestão do Turismo. Reconhecendo as iniciativas e esforços institucionais e empresariais para desenvolver a atividade turística em Pitangui, a nossa proposta é somar, lançando luz sobre o tema, para impulsionar novos negócios na cidade, gerando trabalho, renda e fomentando as práticas culturais. Confira o vídeo abaixo.

sábado, 12 de agosto de 2017

Quaresmeiras em flor - crônica de Paulo Miranda


Naqueles primeiros anos de vida na Velha Serrana, sede municipal para onde nos mudáramos do modesto povoado de São Gonçalo do Brumado, tudo parecia em escala maior. Eram as ruas, a igreja matriz, a imponência
das casas balaustradas e muradas e até o falar da gente local, cheio de confiança e desembaraço.

Juntamente com o pessoal da Vovó, que se compunha de quatro tias e um tio solteiros, em torno da matriarca, ainda não entrada nos septuagenários anos, éramos uma gente do mato mesmo: papai, mamãe, entre irmãos éramos seis - mas chegamos aos nove nos anos que se seguiram - e de Érico Veríssimo, nos distinguiram.

Tudo era novidade, mas pouco havia de acolhedor na cidade. Pareciam ásperos os contatos. E nem tão 'arrabaleros' chegamos a ser: conseguíramos duas casas vizinhas numa travessa sem-saída, mas não tão distante do centro, de ruas calçadas, de bicas d'água e doutras facilidades, inclusive da 'fábrica', onde, à exceção de Vovó, todos os adultos davam suas infalíveis oito horas diárias de labuta.

Uma forma de buscarmos a socialização era por meio das idas à igreja, às festas religiosas, que, se não deixavam animada a criançada, ao menos não cobravam entrada. Idem para o acompanhamento de enterros, que eram poucos, mas sem erros.
 
Tinha também a escola, mas lá era o ambiente de muita seriedade, e o tempo que sobrava, dever de casa era o que dava. Em casa, o cumprimento das 'obrigações' (leia-se lavar vasilhas, lavar e passar roupas, engraxar sapatos, limpeza, cuidar da arrumação, tomavam também o seu tempo de nosso beócio ócio.

Mas restavam os passeios de fins de semana que, embora raros, nos eram caros, e senão com mamãe ou papai, na visita a um parente ou amigo, numa ida a um determinado ponto da cidade, eram feitos com tia Vicentina, a mais velha da irmandade, que apesar de sua pouca escrita, e inda menor leitura, muito segura,  nos transmitia de suas experiências e observações peculiares de toda uma vida que já ia além de meio século.

Nas trilhas dos matagais da periferia, em meio ao calor abrasador dos meios-dias, ela nos levou a beber da refrescante água de mina, antes de nos apresentar aquele esplendor de florações roxas que compunham as quaresmeiras. E nem sei se andava vizinha a páscoa da ressurreição. O fato é que a quaresma então parecia mais cheia de auspicioso significado e tinha até um toque de festa ali simulado. Contra todo roxo pecado.

domingo, 6 de agosto de 2017

A obra de Marcondes Machado

Marcondes Machado

Com o propósito de contribuir com a memória coletiva pitanguiense, hoje falaremos sobre um grande personagem da história recente de Pitangui, o Marcondes Machado, já lembrado por aqui na postagem "Canal Bambu". No mês de fevereiro de 2016, o amigo Zé Luiz Peixoto nos recebeu cordialmente em sua casa para uma entrevista e contou mais sobre as realizações desde Pitanguiense notável. A título de informação, em maio de 2016 a Prefeitura Municipal inaugurou o Museu da Imagem e do Som de Pitangui em homenagem ao Marcondes Machado.

Peixoto fala sobre Marcondes Machado - Pitangui, fev/2016.

E em uma conversa informal Dênio Caldas contou que trabalhou com o Marcondes na década de 1980, onde ele e o Marquinhos do Sô Raul percorriam os bairros da cidade para averiguar sobre a qualidade o sinal da rádio experimental do Marcondes, que chegava às casas do município. Não conseguimos gravar este bate papo, mas “os microfones” do Blog estão abertos para mais informações em outras oportunidades. Confiram o vídeo abaixo:

sábado, 5 de agosto de 2017

FESTIVAL SANTO PALADAR COMIDA DE BOTECO 2017


Hoje o blog "Daqui de Pitanguy" completa 8 anos


Hoje completamos 8 anos no ar mantendo firme o compromisso 
em valorizar, resgatar e divulgar a história de Pitangui.
O resultado é o reconhecimento que temos e que muito nos honra.
Obrigado a todos que sempre nos apoiaram!
Cada um de nós, ao seu modo e ao seu tempo se doa neste projeto.

Valeu parceiros!!!!

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Villa 7 - A mais completa escola cultural do centro-oeste mineiro

No início do mês de março de 2017 o cenário cultural pitanguiense se viu profundamente modificado e o mais importante é que se tratou de uma mudança extremamente positiva, a cidade ganhou a mais completa escola cultural do centro-oeste mineiro.



A abertura dessa escola não foi ao acaso. Surgiu da necessidade de poder viver daquilo que os fundadores amam fazer, que é a arte, opção de vida dos três que a idealizaram: Clark Mitchell, João Chaves e Rafael Marttins.
Em meio a caminhadas, academias e longas conversas, o conceito da escola começou a surgir. Rafael tocou 23 anos na noite (desde os 11 de idade) até que resolveu dar um tempo. Daí, questionado pelos amigos sobre o que iria fazer da vida, como de costume nessa situação de músico atuante, pensou: Além de tocar, eu também sou professor. Graduou-se em 2013 em Licenciatura Musical e também cursou todas as disciplinas do curso de música popular da UFMG.
Podia ministrar aulas, mas aulas particulares não permitem uma evolução profissional de acordo com sua vivência nessa área. Poderia também alugar um espaço pequeno, mas queria fazer algo maior. Pensava em um lugar que comportasse um ensino de alto nível. Quando  quis se aprofundar em música tinha que ir a Pará de Minas todos os dias estudar, daí viu a oportunidade de proporcionar em Pitangui o que não tinha na sua época: um ensino de excelência e uma condição estrutural de ponta.  A partir daí o apoio, ideias e investimentos dos dois colegas foram fundamentais para a abertura desse núcleo de artes. Esses colegas acreditaram na ideia e se tornaram seus sócios. Clark é exímio filmmaker, fotógrafo e dançarino de Hip Hop (bicampeão brasileiro, Festival de Dança de Lafaiete 2012 e Festival Nacional de Dança Divino Passo 2012) e João excelente cantor e instrumentista, sendo campeão do prêmio SESI MÚSICA 2015. João também participou do curso presencial de técnica vocal com Natália Sandim, colaboradora principal de canto do CIFRA CLUB, um dos sites de ensino de música mais conhecidos da América Latina.
Daí Rafael pensou: - Com uma equipe inicial desse nível, só dá errado se quisermos! O apoio familiar também foi um grande diferencial.



A história da escolha do espaço também foi algo muito interessante. Olharam diversos locais. O que mais lhes agradaram não deu certo de imediato. Os proprietários estavam alugando há bastante tempo, e havia muito valor sentimental agregado ao imóvel e nem pensavam em alugar para fins comerciais. Quando estavam prestes a fechar com um casarão muito grande e antigo, onde teriam muito trabalho, apesar de maravilhoso, uma simples mensagem de whatsapp que Clark enviou para sua ex-aluna de dança, sem consentimento de Rafael, pois esse já havia mudado a cabeça para o novo lugar, mudou tudo. A proprietária disse: Ah, é você que tá envolvido com o pessoal que quer alugar a casa para fazer uma escola de artes? Vou ver o que posso fazer, mas não sei se meu marido vai querer... Enfim... Ele gostou da ideia! Isso fez Rafael acreditar que há sim, pessoas muito de bem por aí. E voltaram todos felizes para a casa que quiseram de início.
Quando começaram a entrar em contato com os profissionais da área estrutural mais uma vez todos compraram a ideia, e ajudaram muito, tanto com empenho e inclusive com o preço. Vânio Caldas arquiteto, Rodrigo da Quatri Comunicação Visual, Samuel Caldas, Marciano eletricista, Higor Rachid advogado, Abner pintor e Élcio marceneiro, que além de grandes profissionais, são todos artistas também, e dos melhores! Quem os conhece sabe o quanto são bons. Mais uma coincidência?
Ainda não satisfeito Rafael entrou em contato com outros professores e profissionais da área de vendas e administrativa, com quem puderam contar de imediato, como Anna Amorim, profissional impecável, o Maestro Frederico Fumeghali, formado e pós graduado em música pela UNINCOR, Flávia Gonçalves; Pedagoga e muito mais, que também comprou a briga e ainda idealizou a inauguração junto com a Anna, e Letícia Ferreira, premiadíssima professora de Ballet, Jazz e Danças Urbanas(solo e grupo) e integrante da orquestra de Divinópolis como violinista. A parceria com esses profissionais não se deu por acaso, mas foi fruto de muitos anos de uma amizade construída de forma sólida.
Já não bastasse tanta alegria, foram surgindo professores de diferentes áreas das artes que nunca imaginaram, que estavam dispostos a participar do projeto, como Fagner Mello, professor de teatro, formado pela PUC Minas, que já havia trabalhado com Rafael em bailes durante anos. Rafael descobriu que ele era formado em teatro logo depois de aberta a escola! Será coincidência?
Além dele surgiu Hugo Viana, professor de Taekwondo, junto ao seu pai, ambos faixa preta, para inaugurar as artes marciais da escola. Disciplina, profissionalismo e comprometimento invejáveis foi o que ambos demonstraram, onde podemos constatar na página da Villa 7 no facebook.




Simone Nunes, sempre com toda empolgação e prontidão para melhorar o espaço, e sempre com muito amor, pelos amigos, pela arte e muito mais. Ela articulou o curso de Yoga, ligando pra todo mundo, e apareceu com uma mega lista do nada, ajudando a convencer o professor a vir pra Pitangui.
O professor que preparou Rafael na música, para o vestibular e o ensinou partitura (2005), Ricardo Rodrigues, formado em duas faculdades de Música (UEMG E BITUCA) estava ministrando aulas de Yoga em Pará de Minas e região. Rafael teve a ousadia de convida-lo para dar aulas em Pitangui, através da lista de pretendentes da Simone, pois o “não” já era garantido. Há algum tempo atrás Rafael já havia dado aulas na escola dele em Pará de Minas. A resposta não poderia ser melhor – “Que escola bacana Rafa, você já deu aulas na minha escola e já ajudou a gente tanto, agora é hora de retribuir, vou com maior prazer!”
Tereza Cristina, nossa psicóloga que atende os alunos da escola sem custos adicionais na mensalidade. Sempre de prontidão para ajudar em tudo. (tudo mesmo). Todos os alunos tem atendimento psicológico grátis.
Felipe Cézar, tecladista de primeira linha e pessoa sensacional que nem pestanejou ao aceitar o convite para lecionar teclado na Villa7.
Helinho Rachid, companheiro de Rafael de longa data, de gravações, das noites de bailes, que está se formando em música pela UNINCOR, baterista muito respeitado por onde passa, além de pertencer a uma família de músicos de alto nível, muito tradicional da cidade.
Também quando menos se espera apareceu o professor Maurício, de Krav Maga (arte marcial de defesa pessoal), pessoa sensacional, comprometida e extremamente profissional e qualificada, perguntando o que os três achariam de implantar o Krav Maga em Pitangui.
Jéssica Lobato, formanda em publicidade, que se ofereceu para trazer novas ideias e conceitos para divulgar o espaço, com muito entusiasmo, e acabaram fechando uma parceria muito bacana.
Daí, notem a proporção que a coisa tomou. Nunca imaginaram tanto, nem nos sonhos. Rafael se esforça em suas lembranças com medo de se esquecer de mais alguém que tenha colaborado com o projeto.
Os empreendedores acreditam que ainda há muito que ser feito, pois empreender não é fácil, principalmente sendo uma empresa 100%  privada, em cidade do interior, onde muitas pessoas criticam e desconfiam bastante de coisas novas e diferentes. Mas mesmo com tudo isso, estão crescendo aos poucos, e já oferecem 26 cursos diferentes. Rafael diz que nem tudo está maravilhoso e que não estão ganhando muito dinheiro, mas estão caminhando firmes lutando em meio a esse turbilhão que está passando o país, plantando e regando a semente. Além disso, sabem que há muitas pessoas interessadas e entusiasmadas com a proposta, que é o que os motiva nessa cidade tão rica artisticamente. Por todo lado que Rafael viaja e toca, vem pessoas perguntando o que tem nessa cidade que cria tanto artista. Pergunta que todo artista pitanguiense escuta.

Cursos oferecidos:
Musicalização Infantil
Flauta doce e transversal
Saxofone
Trompete
Clarinete
Bateria
Percussão
Técnica vocal/canto/performance
Violão/guitarra
Viola caipira
Contra baixo
Harmonia e improvisação para todos os instrumentos
Teclado
Violino
Percepção musical
Prática em conjunto
Ballet/jazz
Hip hop/dança
Teatro
Yoga
Taekwondo
Krav Magá/Defesa Pessoal
Fotografia/Produção de vídeo/Cinema



A Villa 7 convida toda a população de Pitangui para conhecer a escola sem compromisso. Todos serão muito bem recebidos, com muito carinho. Para mais informações acessem as páginas na internet onde poderão encontrar vídeos, fotos, currículos e depoimentos dos professores entre outras informações.
Telefone: 37 3271 4459
E-mail: villa7artes@gmail.com
Face: https://www.facebook.com/villa7artes/
Rua Major Bahia, 240 - Centro

Vandeir Santos



sexta-feira, 28 de julho de 2017

Fim de tarde em Pitangui




Entardece aqui no morro
Alto Meretriz?
São quase seis, hora do ângelus
O som da Matriz


video


É cumprida a missão 
Para a noite de hoje
Música na vitrola 
E lenha no fogão 



Aguçada mineiridade
Hoje, histórias e tradição
Nos arredores da cidade
Amanhã nova expedição


(Léo Morato)

domingo, 23 de julho de 2017

Pitangui no Calendário Cultural das Cidades Históricas de Minas Gerais 2011/2012

Consultando meus arquivos pessoais encontrei um material muito interessante: trata-se do calendário cultural das Cidades Históricas de Minas Gerais. Nele pode-se encontrar vários eventos ocorridos em Pitangui naqueles anos. 
De lá para cá continuamos com um intenso calendário de eventos que demonstram as diversas potencialidades culturais do município.
Para melhor visualização clique sobre as imagens.









sexta-feira, 21 de julho de 2017

Seresteiros em Pitangui - Conjunto Ferro Velho

A edição do Festival de Inverno desse ano prestará uma homenagem ao Conjunto Ferro Velho, uma união de importantes músicos que marcaram época no cenário cultural pitanguiense. Infelizmente não estão mais entre nós mas a sensibilidade de César Caldas fez com que uma apresentação de três remanescentes do conjunto fosse gravada em sua casa no dia 24/02/1996. Nas filmagens é possível ver Nem do Teodoro (Nem do Bandolim) no bandolim , à sua esquerda Sebastião Leão (camisa azul e branca) e, à esquerda desse, Paulo Teixeira. O professor Antônio de Oliveira e José Moreno se encarregaram da interpretação de clássicos da música brasileira. Nesse vídeo disponível em duas partes que estão disponibilizadas logo abaixo é possível ver a qualidade da música desses nobres pitanguienses, legítimos representantes da rica cultura da Sétima Vila.






Vandeir Santos






quarta-feira, 19 de julho de 2017

A Matriz do Pilar


Um outro ângulo do Centro Histórico de Pitangui, com destaque para a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar.
 Fotos: Léo Morato.


segunda-feira, 17 de julho de 2017

A Cafeteira

O bule verde esmaltado, o substituto.
Foto: Léo Morato.


A cafeteira

Sabia que o bule verde esmaltado, todo pomposo, lhe havia tomado o lugar, mas ela não perdia a velha elegância. E já nem mais frequentava a mesa, relegada que fora à prateleira, dividindo espaço com as latas de mantimento, a máquina de moer carne e até ele, o já arcaico, mas bem prosaico, almofariz de bronze. Cafeteira, quanta história tinha pra contar!

Feita dum metal estanhado, mantinha o perfil longilíneo, mesmo tendo abrigado tanto café em seu bojo. E a bem da verdade, para si, até que dessa danada rubiácea, tinha até nojo. Mas nada falava. Recebia-o quentinho e até o fundinho o ministrava, indiscriminadamente a copos de latão, a xícaras de louça nalguma solene ocasião. O que não tolerava, mas nem o bico abria, era quando não se a lavava. Brava ficava, de bico empinado.

Viu tanto bolo ser esquartejado, tanto queijo fatiado, tanta quitanda em seu passado. Pão com manteiga era o mais frequente, pra ir com o café quente. Mas numa ocasião festiva, de pão a bandeja era esquiva, abarrotada que ficava de biscoitos fritos, de ovinhos de cutia e até da panhoca, de que pouco se ouve hoje em dia.

Nas mãos de Dona Inhana, de menina recém-casada, a bisavó já anunciada, sentia a digna cafeteira a carícia lisonjeira. E mesmo hoje, do cantinho da prateleira, ainda se lembra, se refestela da boa vida que era aquela, ainda que - sem bule e sem bulício - tão singela.

Paulo Miranda

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Turismo - bastidores do Voo Livre de Pitangui

Pracinha do Colégio durante o Voo Livre em Pitangui em 1986. Autor desconhecido.

Na proposta de levantar, reunir e divulgar informações sobre o Turismo em Pitangui, abordamos hoje sobre o Voo Livre, um acontecimento realizado no ano de 1986, numa iniciativa do empresário Edivan Reis. Sobre este episódio da nossa história recente, Dênio Caldas conta que naquele evento, ele com aproximados 12 anos de idade, atuou informalmente como Guia de Turismo para um participante que ficou hospedado no Hotel Rodoviário (da D. Nenên, sua avó) que lotou os 17 quartos existentes. "Ajudei a colocar e amarrar a asa delta em cima do fusquinha dele, mostrei o caminho, subi junto para a Cruz do Monte e ainda consegui um lugar em baixo da rampa dos saltos". Vários depoimentos interessantes como este são ouvidos na cidade e estão sendo registrados. No vídeo abaixo os conterrâneos William Santiago e Zé Luis Peixoto falam sobre o Voo Livre de Pitangui do ponto de vista da infraestrutura turística (ou a ausência da mesma à época) e a evolução que a cidade vem conquistando passo a passo no desenvolvimento da atividade turística.




Contribua com fotos, vídeos e depoimentos. Ajude a resgatar a história com imagens e sons de Pitangui. E-mail: daquidepitangui@gmail.com

quarta-feira, 5 de julho de 2017

No próximo fim de semana tem Paletó de Veludo na Cervejaria "Sétima Vila"


No próximo fim de semana, 07 e 08 de julho, a Cervejaria "Sétima Vila", agora sob a direção do casal Júlio Cesar Mendonça e Julianne Carvalho trazem duas apresentações da banda "Paletó de Veludo". diversão garantida entre amigos. Estaremos lá.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Jorge Mendes Guerra Brasil lança novo livro na próxima sexta-feira



N a próxima sexta-feira, 07 de julho, o escritor pitanguiense Jorge Mendes Guerra Brasil, lança seu mais recente livro, "Garimpando nas Trovas", no salão da CDL/Pitangui. Vamos prestigiar o autor, que chega a sua sétima publicação. Estaremos lá!

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Santo Antônio dos Conforme - crônica de Paulo Miranda


Santo Antônio dos Conforme

O Chiquim Teodoro merece nosso preito e preces para que sua alma descanse em paz, mas o que sua lembrança ainda não conseguiu tirar da cabeça da gente foi essa coisa de botarem a plaquinha com seu nome no Beco dos Canudos. Soa tão mais romântica essa forma antiga.

E já não sei citar a fonte, mas a li em algum lugar que o nome Canudos, ao invés de ligação com aqueles canudinhos preenchidos com doce deleite - havia deleite mais doce na infância? - tem a ver é com um fato histórico decorrente do infame episódio da guerra de Canudos.

Consta e se conta que depois da matança desapiadada, tripas espalhadas, das tropas a serem desmobilizadas, uma fração deles no beco foi alojada. Matéria quiçá para o tirocínio de nosso Historiador Licínio se debruçar e desbruncar.

Canudense de truz, e bem mais recente foi o Dininho, ali residente. Pelo jeito ao se casar com Dona Terezinha Santiago, ali já moradora com seus pais e irmandade, melhor achou a trela junto da contra-parentela. E la vita era così bella.

A casa do Dininho tornou-se ponto de passagem e paragem de muita molecada, moçada, de tão acolhedor que foi aquele clã. Tinha tv, instalada no fundo da sala e tirante o sofá do Dininho, o assento era livre, mesmo na soleira da janela. A audiência prum futebol noturno lá era sempre superior à de qualquer jogo do Canto do Rio - menos contra o Mengo, é claro. Dia de jogo da Seleção, então, era aquela lotação. E até uns flertezinhos eram possíveis, mas quem era o blás-fêmeo que ia tirar os olhos da tela, quando jogava a camisa amarela?

Dia sem futebol era preenchido com papos pro ar e pro azarar. Nunca faltava assunto, ou jocosidade. Uma de nossas distrações juvenis, ou mesmo já jovens adúlteros foi uma tal de Ladrainha que foi surgindo assim do nada, da nossa noção de que entre a mão e a espiga, com o muro ao meio, só a imaginação era amiga. E que amiga...

E aí, declinando santaria que rimasse, íamos um a um cantando e decantando musas cobiçadas e ejaculando nossos desejos, gracejos e infortúnios sempre sobejos. Uma invocação dessas de que me lembro foi quando apelei para Santo Antônio dos Conforme para em minha vida colocar uma morena Delorme...E nessun dorme...

quinta-feira, 29 de junho de 2017

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Os Caminhos dos Tropeiros pelo Centro-Oeste Mineiro

A Picada de Goiás. 
Da página: https://www.facebook.com/groups/valedorioitapecerica/


Por Leonardo Alves*

As tropas eram compostas por mulas que transportavam toda a sorte de mercadorias e por bravos homens que ficavam dias e até meses viajando por estradas de terra e enfrentando todos os tipos de perigo, os tropeiros. Em Minas Gerais, entre o século XVIII e o final do XIX, as mercadorias eram exclusivamente transportadas por tropas, já entre a última década do século XIX e o início do XX, as tropas passaram a ter a concorrência das ferrovias, mas continuaram a ser o principal meio de transporte até o advento das rodovias.

O Centro-Oeste mineiro era rota obrigatória para quem partia de São Paulo e Rio de Janeiro com destino a Goiás, por isso a região foi cortada por uma série de caminhos conhecidos como “picadas” que ligavam vilas, arraiais e fazendas. O caminho mais antigo que atravessava a região era a Trilha dos Bandeirantes, também conhecida como Caminho Velho de Goiás, que partia da Vila de Sabará e cortava a Vila de Pitangui e o Arraial de Paracatu antes de atingir Goiás. Por essa estrada seguia mercadorias caras como sal, tecidos e vinhos vindos do Rio de Janeiro via Vila Rica e no sentido contrário as tropas transportavam ouro e diamantes explorados em Goiás e no Mato Grosso, tendo como destino final Portugal.

O Caminho Novo de Goiás, também conhecido como Picada de Goiás foi aberto entre os anos de 1733 e 1736. O novo caminho partia da Vila de São João Del Rei passando pelos arraiais de Oliveira, Formiga, Bambuí, Araxá e Paracatu. Outras localidades do Centro-Oeste mineiro eram servidas por desvios que se ligavam à estrada principal, sendo esse o caso da Vila de Tamanduá (Itapecerica) e dos arraiais de São João Batista (Morro do Ferro), Candeias, Campo Belo, Cristais, Passa Tempo, Japão (Carmópolis de Minas), Carmo da Mata, Desterro (Marilândia), Cláudio, São Sebastião do Oeste, Pedra do Indaiá, Santo Antônio do Monte, Piumhi, São Julião (Arcos), Iguatama e Espírito Santo do Itapecerica (Divinópolis). É bom lembrar que alguns desses desvios ligavam a Trilha dos Bandeirantes à Picada de Goiás.

As mercadorias transportadas pelos tropeiros através da Picada de Goiás e seus desvios eram diversificadas, sendo que do Rio de Janeiro vinha principalmente sal, tecidos e vinhos e de Goiás seguia ouro, pedras preciosas e algodão. As localidades situadas no Oeste de Minas e Triângulo mantinham um intenso comércio de porcos com o Rio de Janeiro. As boiadas eram vistas com frequência pelas estradas da região da Picada de Goiás, tanto que em Carmo da Mata existe até hoje uma rua que é denominada pelos populares como Rua Boiadeira, numa menção às boiadas que passavam pelo local. Era considerável também a quantidade de couro que as tropas levavam dessas localidades para a capital do Império (século XIX). Dentro do Centro-Oeste mineiro havia um grande fluxo de mercadorias que seguiam de uma localidade à outra, como é o caso dos queijos produzidos em Tamanduá e que eram vendidos nos arraiais da região e até mesmo no Rio de Janeiro. Outro exemplo emblemático é a cachaça de Pitangui que era uma mercadoria muito apreciada em várias localidades da região. Além dos queijos e cachaça havia também um intenso comércio de rapaduras e açúcar. A carne seca, o torresmo, o feijão e as farinhas de milho e mandioca eram transportados pelas tropas, sendo gêneros básicos para a alimentação dos tropeiros.

Ao longo das “picadas” era comum a existência de estalagens (pouso de tropeiros) que eram locais destinados ao descanso e abastecimento das tropas. Algumas localidades como Oliveira e Camacho surgiram a partir da implantação de ranchos que eram utilizados como estalagens para os tropeiros. O povoado de Pouso Alegre, que fica na zona rural de Itapecerica deve seu nome a um pouso de tropas que existia no local junto à margem da Picada de Goiás. O distrito de Marilândia, em sua fase áurea, também contava com algumas estalagens e tavernas que serviam aos tropeiros que faziam a rota entre São João Del Rei e Pitangui.

Referências Bibliográficas:

- ARAÚJO, Célia Lamounier de. Itapecerica: antologia n° 1. Consórcio Mineiro de Comunicação LTDA: Belo Horizonte, 1993.
- BARRETO, Lázaro. Memorial do Desterro. Diocese de Divinópolis: Divinópolis, 1995.
- FONSECA, Luís Gonzaga da. História de Oliveira. Edição Centenário: Oliveira, 1961.
- PREFEITURA MUNICIPAL DE CLÁUDIO. História de Cláudio. Disponível em http://www.claudio.mg.gov.br/portal/cidade/12/Cidade. Acesso em: 14 mar. 2016
- PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO FRANCISCO DE PAULA. História de São Francisco de Paula. Disponível em: http://www.saofranciscodepaula.mg.gov.br/Materia_especifica/6495/Historia.



Artigo publicado originalmente em: https://www.facebook.com/groups/valedorioitapecerica/


Tropa de mulas em Carmo da Mata-MG no início do século XX.
Foto: Acervo de Aparecida Matos.



(*) Leonardo Alves é Mestre em Geografia e pesquisador da Região da Picada de Goiás (na qual Pitangui está inserida), sob o o enfoque histórico, cultural e turístico.


Link relacionado:

terça-feira, 27 de junho de 2017

Dica de leitura: "Noite de Eclípse" de Múcio Ataíde

A nossa dica de leitura dessa semana é o livro "Noite de Eclípse", do escritor pitanguiense Múcio Ataide.. Trata-se de uma obra de ficção, onde o autor exalta o valor à vida em uma narrativa "recheada de mistérios, suspense e beleza..." 
Foto cedida pelo autor
Quem estiver interessado em adquirir um exemplar do livro
 pode acessar as páginas das seguintes livrarias:



O e-book pode ser adquirido, também, pelo link abaixo:



Material de divulgação

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Fim de semana com Teatro em Pitangui

No último final de semana, Pitangui recebeu duas atrações teatrais, em apresentação no Cento Social.
Na noite de sábado (20:00 horas), o Grupo de Teatro Iluminart apresentou a peça "Sogra não é mãe" e, na tarde de domingo (16:00 horas), a Companhia de Teatro O trem apresentou a peça infantil "A MENINA QUE ENTRA EM LIVROS".

Material de divulgação
Os dois grupos teatrais se apresentaram na cidade dentro do projeto "CIRCUITO CULTURAL RECEITA CULTURAL 2ª DOSE", uma realização do Ministério da Cultura, com patrocínio da UNIMED CENTRO-OESTE, apoio da Prefeitura de Pitangui, por meio da Secretaria Municipal de Turismo, Cultura e Patrimônio Histórico e produção de "Nossa Senhora das Produções e LIMA Produções Culturais.

Foto: Licínio Filho
Os espetáculos foram muito bem-vindos, visto que a a cidade não tem uma agenda de espetáculos teatrais formalizada. Esperamos que as duas companhias teatrais e muitas outras venham se apresentar na cidade no decorrer do segundo semestre. Há uma demanda reprimida que precisa ser atendida. 
Foto: Licínio Filho
A presença de espetáculos teatrais com certa frequência possibilita, além de diversão de alto nível, também, a formação de plateia e o estímulo para o surgimento de grupos teatrais locais resgatando a tradição pitanguiense no campo das artes cênicas.

domingo, 25 de junho de 2017

O programa radiofônico "Cantinho da Viola".

O pitanguiense, Paulo Roberto Lobato, estreou, a pouco mais de um mês, o programa "Cantinho da Viola", na rádio Onda FM, 91,7, de Pitangui, aos domingos de 07:00 as 08:00 horas.
O novo programa das manhãs de domingo apresenta um proposta bastante interessante: entrevistas com artistas locais, e também, com artistas que se apresentam na cidade, além de promover a música verdadeiramente sertaneja.
O programa, conta também, com o correspondente Paulo Henrique Lobato, que, de Belo Horizonte apresenta aos ouvintes notícias, não só, ligadas à musica sertaneja, mas também abordando temas sobre a cultura em geral.
Neste sentido, o programa tem uma proposta bastante original e rompe com os modelos tradicionais das programações das emissoras de rádio locais e da região.
Estivemos com o apresentador do programa e fizemos uma entrevista que pode ser vista acessando o vídeo a baixo.




quinta-feira, 22 de junho de 2017

terça-feira, 20 de junho de 2017

Clareia daí Lução!


No domingo dia 18 de junho Pitangui perdeu o LUÇÃO, um cara ímpar. Pessoa do bem, amigo e querido pelos amigos o Lução vai deixar saudade. Segue a nossa homenagem, um vídeo editado com filmagens de alguns momentos do Lução sendo Lução. Descanse em paz Lúcio Rodrigues #mimfortalece e nos #clareia aí de cima!


As aventuras do Lução. Créditos ao final do vídeo.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

A tradição de Corpus Christi em Pitangui

  Foto: Paróquia Nossa Senhora do Pilar.

O que é Patrimônio Cultural Imaterial?

[São] "as práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas - junto com instrumentos, objetos artefatos e lugares que lhe são associados - que as comunidades, os grupos e, em alguns casos os indivíduos reconhecem como parte integrante de seu patrimônio cultural. Este patrimônio cultural que se transmite de geração em geração é constantemente recriado pelas comunidades e grupos em função de seu ambiente, de sua interação com a natureza e de sua história, gerando  um sentimento de identidade e continuidade, contribuindo assim para promover o respeito à diversidade cultural e à criatividade humana" (CURY, 2004, pág. 373)*.

(*) CURY, Isabelle (Org). Cartas Patrimoniais. 3ª  Edição, Rio de Janeiro: Iphan, 2004.

Foto: Paróquia NSP.


Foto: Paulo Henrique Lobato.

Os tradicionais cultos religiosos celebrados em Pitangui representam bem o conceito de Patrimônio Cultural Imaterial, por serem expressões históricas de fé, arte, saber e identidade pitanguiense. Confira as imagens registradas na quinta 15/6/17 e a crônica (sob encomenda) de Paulo Miranda.

Foto: Paróquia NSP.




Foto: Paulo Henrique Lobato.


Corpus Christi


Entre aquela inocente e, no entanto, pressagiosa alacridade dos festejos de Ramos e a solene atmosfera que se abate sobre todos, e sobretudo, no Enterro, a Páscoa e Corpus Christi situam-se em nosso imaginideário cristão. Ou não.


Estabelecida pelo Papa Urbano IV, em 1264, a procissão de Corpus buscou reviver, em seu esplendor a honra e glória, a louvação ao Filho Unigênito que cumprira sua promessa do resgate. Entre nós, sua incepção, em Ouro Preto, e que logo se irradiaria por toda a Colônia, perpassando o Império e se estendendo pela República, deu-se em 1791. Solenidade à qual o Alferes Joaquim José da Silva Xavier, que seria martirizado em 1792 em nome da Liberdade, não teria assistido, metido a ferros e condenado que estava no Rio de Janeiro.


E, na louvação ao Salvador, Corpus apresenta-se como a data mais propícia, com os enfeites das ruas por onde passa a procissão, já não trilhada pelos pés de Jesus já que Ele, ressurreto, levita. Mas de longe, não evita a presença na comunhão dos fiéis que lhe estendem os mais ornados tapetes numa orgia de alegria, que extasia.

(Paulo Miranda).





Foto: Paulo Henrique Lobato.

Foto: Paulo Henrique Lobato.