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sexta-feira, 16 de junho de 2017

A tradição de Corpus Christi em Pitangui

  Foto: Paróquia Nossa Senhora do Pilar.

O que é Patrimônio Cultural Imaterial?

[São] "as práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas - junto com instrumentos, objetos artefatos e lugares que lhe são associados - que as comunidades, os grupos e, em alguns casos os indivíduos reconhecem como parte integrante de seu patrimônio cultural. Este patrimônio cultural que se transmite de geração em geração é constantemente recriado pelas comunidades e grupos em função de seu ambiente, de sua interação com a natureza e de sua história, gerando  um sentimento de identidade e continuidade, contribuindo assim para promover o respeito à diversidade cultural e à criatividade humana" (CURY, 2004, pág. 373)*.

(*) CURY, Isabelle (Org). Cartas Patrimoniais. 3ª  Edição, Rio de Janeiro: Iphan, 2004.

Foto: Paróquia NSP.


Foto: Paulo Henrique Lobato.

Os tradicionais cultos religiosos celebrados em Pitangui representam bem o conceito de Patrimônio Cultural Imaterial, por serem expressões históricas de fé, arte, saber e identidade pitanguiense. Confira as imagens registradas na quinta 15/6/17 e a crônica (sob encomenda) de Paulo Miranda.

Foto: Paróquia NSP.




Foto: Paulo Henrique Lobato.


Corpus Christi


Entre aquela inocente e, no entanto, pressagiosa alacridade dos festejos de Ramos e a solene atmosfera que se abate sobre todos, e sobretudo, no Enterro, a Páscoa e Corpus Christi situam-se em nosso imaginideário cristão. Ou não.


Estabelecida pelo Papa Urbano IV, em 1264, a procissão de Corpus buscou reviver, em seu esplendor a honra e glória, a louvação ao Filho Unigênito que cumprira sua promessa do resgate. Entre nós, sua incepção, em Ouro Preto, e que logo se irradiaria por toda a Colônia, perpassando o Império e se estendendo pela República, deu-se em 1791. Solenidade à qual o Alferes Joaquim José da Silva Xavier, que seria martirizado em 1792 em nome da Liberdade, não teria assistido, metido a ferros e condenado que estava no Rio de Janeiro.


E, na louvação ao Salvador, Corpus apresenta-se como a data mais propícia, com os enfeites das ruas por onde passa a procissão, já não trilhada pelos pés de Jesus já que Ele, ressurreto, levita. Mas de longe, não evita a presença na comunhão dos fiéis que lhe estendem os mais ornados tapetes numa orgia de alegria, que extasia.

(Paulo Miranda).





Foto: Paulo Henrique Lobato.

Foto: Paulo Henrique Lobato.

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