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quinta-feira, 7 de setembro de 2017

A Independência por meio da História

O casarão onde residiu Pe. Belchior. Foto: Leonardo Morato. 

No sete de setembro, dia do histórico Grito do Ipiranga em 1822, celebramos a Independência do Brasil como Colônia de Portugal - acontecimento que teve a participação direta do Pe. Belchior então vigário de Pitangui e Mentor de D. Pedro I. Mas talvez o sentimento que predomina hoje no brasileiro é de perplexidade diante de amplos e sucessivos escândalos de corrupção, das relações obscuras entre figuras públicas da Nação, enquanto as condições básicas de existência estão fragilizadas. Mas este mesmo povo brasileiro mantém acesas suas esperanças e a fé no futuro, através de muito trabalho diário. 

Explosão durante o assalto. Foto: redes sociais.

Infelizmente a semana do sete de setembro deste ano de 2017 foi marcada por um fato negativo que ficará na história de Pitangui: o violento assalto e a explosão do prédio do Banco do Brasil, aterrorizando a cidade na madrugada de domingo para segunda (dia 4). É revoltante perceber que a nossa pacata urbe do interior também sofre com as mazelas sociais do nosso tempo. Além o dano material (que é recuperável) e os transtornos para a população da cidade, algo maior quase se perdeu, o acervo do Instituto Histórico de Pitangui que guarda raros documentos, registros e imagens sacras que testemunham a História de Pitangui, de Minas e do Brasil. Segundo um membro do IHP o alumínio de uma das janelas do 3º andar do prédio (onde estava o nosso importante acervo) derreteu com o calor do incêndio e chegou a chamuscar uma pilha de jornais, mas o fogo não pegou. Milagre?

Foto: Licínio Filho.

O fato é que diante deste acontecimento, que quase virou uma tragédia maior, precisamos unir os nosso esforços (físicos, financeiros, intelectuais e etc) e tratar com mais seriedade, empenho e carinho os nossos patrimônios culturais. A nossa história é a nossa identidade, é o que nos difere das demais cidades históricas. E é por meio dela, nossa história, que alcançaremos nossa independência e a nossa sobrevivência cultural, pois a cultura também gera negócios, trabalho, Turismo e auto estima! Os gestores do IHP solicitam a ajuda de voluntários para transferir o acervo para outro local provisório, amanhã, a partir das 8 horas no  prédio do banco. Abrace esta causa.

Um comentário:

  1. Fato lamentável, que por pouco não se tornou uma perda irreparável para os registros históricos da cidade.
    Se ainda não foi feita a digitalização do acervo, é bom fazê-lo urgentemente! Na falta de meios mais adequados (e caros), fotos e filmagens com câmeras digitais semiprofissionais e escaneamentos em impressoras já são o suficiente para impedir que as imagens e informações se percam.
    Torço para que o fato desperte a atenção dos que se importam com as raízes da cidade e os tenham mobilizado para a transferência e guarda do acervo, daqui para frente.

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