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segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Vamos de Folia?

Folia de Reis Comunidade do Coqueiros, município de Pitangui.
 Foto e vídeo: Léo Morato.

Enquanto almejamos o retorno da tranquilidade e aguardamos mais ações de segurança pública em Pitangui e região, não podemos deixar de mostrar as riquezas culturais da cidade-mãe do Centro Oeste Mineiro. E na postagem de hoje segue mais um registro informal da tradição de Folia de Reis, com o grupo originado na Comunidade de Coqueiros que mantém viva esta tradição, percorrendo as casas do município, mais comumente entre dezembro e o início de janeiro.


Esta Folia foi realizada no dia 7 de janeiro de 2017 e o registro foi feito na residência de D. Ilza dos Santos, guardiã desta tradição há muitos anos. A Folia simboliza a visita dos três Reis Magos ao Menino Jesus e o dia de Reis é comemorado em 6 de janeiro. Viva a nossa cultura popular!!!


terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Aquele Reveillon de 2011

Fotos de 2011. Blog Daqui de Pitangui.

Para mais uma homenagem ao amigo Flávio, recorrendo aos arquivos do Blog onde encontramos registros fotográficos de um Reveillon muito bacana, lá nos idos de 2011. Aquela festa da virada aconteceu lá no Solar dos Valérios e a noite (que teve até Sarau) foi animada pela boa música dos Caldas + o Renato Lopes e contou com a canja de mais um baixista: o Flavinho! 


Naquela Pitangui de 2011 a criminalidade na cidade ainda era baixa e os delitos eram casos isolados  - se bem que já tínhamos perdido o Amaury Xavier para a violência há alguns anos. Que bom seria se pudéssemos voltar no tempo e cochichar alguma coisa com o Flávio, naquele dia, para que isso pudesse mudar esta tragédia do dia 18/01/2017.


É preciso acreditar, apoiar, propor, cobrar e participar das ações de combate a violência e criminalidade para que tenhamos a nosso Pitangui de volta. E enquanto isso vamos nos ajudar mutuamente, proteger uns aos outros, no comércio, no bairro, na rua, na igreja, na escola, etc (comunidade solidária). É difícil definir exatamente os motivos e o início dessa "baderna social", mas o amanhã melhor depende de mais ação cultural edificadora, mais exemplos construtivos, mais esporte, mais escola, mais atitude pelo bem, mais participação, mais amor ao próximo.



E que esta bonita mobilização de Pitangui em homenagem e respeito ao Flávio e seus familiares seja exemplo! 


Foto: facebook.
Pitangui 18/01/17.

sábado, 21 de janeiro de 2017

Por que assim?

Por que assim? Assim tão cedo, assim tão trágico? Há quem diga que Deus quer junto de si as boas almas e se considerarmos as causas e consequências das bem-aventuranças é certo que Flavinho é merecedor de todo benefício causado pelas suas virtudes e sendo assim está tendo o privilégio dos poucos que viram a Deus pois seu coração era mais que puro, era perfeito. Infelizmente tive pouco contato com o Flávio, o suficiente para perceber um sentimento aberto e uma simpatia única, pura, externada por um sorriso constante e sincero. Sua presença emanava uma energia positiva e cativante, um dom natural de poder abraçar com a alma. Por isso tanta revolta, tanta consternação, Pitangui não perdeu um filho qualquer, perdeu um filho querido por todos, uma pessoa do bem que vivia em função da família, do trabalho e dos muitos amigos a quem nunca negou doses cavalares de alegria.



O jornalista Ricardo Welbert foi muito feliz em retratar Flavinho chegando ao céu e justificando a sua chegada prematura com o argumento de que sua presença no meio celestial era importante para interceder junto ao caos social que assola nossa cidade. Atitude típica de quem sempre se doou, de quem nunca mediu esforços para ajudar na realização do bem comum e pra quem o trabalho nunca foi obstáculo. Em uma curta autobiografia é notório a tamanha força de vontade em querer progredir buscando sempre no trabalho a força realizadora de seus sonhos e por ironia do destino partiu pelas mãos de quem não quer trabalhar.

Dessa forma, o que nos consola é a certeza de que o Flavinho está bem, talvez acompanhando Jonba e Rohr em mais uma composição ou fazendo um dueto com Delan. Com certeza o céu está em festa.


Vandeir Santos

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

CHEGA!!!!!! NÃO QUEREMOS MAIS PROMESSAS, QUEREMOS SEGURANÇA!!!!!

A população de Pitangui está perplexa com a morte de mais um cidadão de bem, um trabalhador, morto pela ação de criminosos em plena luz do dia. Não é a segurança privada que vai resolver este problema, já pagamos impostos em excesso, que nem sempre são revertidos em benefício da sociedade. Queremos segurança pública efetiva! Amanhã, quem sabe, veremos helicópteros da polícia sobrevoando a cidade, viaturas de sirenes abertas cortando nossas ruas em alta velocidade, alguma prisões serão efetuadas, mas, os meliantes estarão,  em breve, de volta às ruas. Depois, tudo voltará ao normal, os assaltos de sempre, a insegurança de sempre e o medo de vermos mais pessoas perderem a vida brutalmente em nossa cidade.
Ou os cidadãos se mobilizam ou permaneceremos reféns dessa violência galopante que toma esta cidade.
A equipe do blog "Daqui de Pitanguy" se solidariza com a família e amigos do Flavinho, que hoje perdeu a vida vítima de uma assalto em seu estabelecimento comercial.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Ainda, sobre Maria Fumaça

RMV 37, em algum lugar entre Pitangui e Velho da Taipa e Divinópolis, MG, 1950.
Foto acervo NEOM-ABPF.




FONTE: http://trilhosdooeste.blogspot.com.br/2010/12/as-ten-wheeler-modernas-da-bitolinha-e.html

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Fumaças de Maria - Crônica de Paulo Miranda


Locomotiva 53, da EFOM, na plataforma da Estação de Pitangui


Já viveu dias melhores a estaçãozinha de trem da Rede Mineira de Viação do Brumado. Situada à margem 'de baixo' da linha férrea que cortava ao meio o povoado, tanto dividia, como juntava aquelas metades, costuradas pelas paralelas linhas sobre os dormentes.

Pra cima, a rampa, a igrejinha de São Gonçalo, a imponente residência do gerente da fábrica - que por muitos anos foi o carismático Seu Afonso da Rocha Pena - e o casario, sem muita distinção. Pra baixo, já no costado da estaçãozinha, a 'varge' o campo de futebol, circundado de casinhas ainda mais singelas.

E ao lado, a praça da estação, com as instalações da fábrica de tecidos, a 'fapa', onde umas poucas centenas de trabalhadores amassava o algodão pra fazer jus ao pão. Da pracinha podia se observar no alto de sua parede externa da estação, em caracteres salientes o nome logradouro e um Alt 621 - não ando seguro agora quanto à cifra correta - mas é a altitude em metros, acima do nível do mar.

Em meio ao burburinho cotidiano da pracinha, o trem era o menos conspícuo, subia um dia, rumo à capital, e baixava no outro, rumo a Bom Despacho. Vez por outra podia passar um lastro, o trem de carga, e muito raramente podia pintar o chamado automóvel de linha, aquele vagãozinho bonitinho que, me parece, cuidava das inspecções, carregando no seu bojo algum figurão importante, fiscalizante.

Mas quando o trem chegava, o bulício se instalava - e reinava. Era gente apeando, gente embarcando, a multidãozinha se formando em volta, abraços ou lágrimas iam rolando. E a meninada vendendo doces, cartuchos, suspiros, pastéis, tudo a custa de merréis. E a autoridade era o Pico, um tal Olímpio, chefe da estação, que nos cômodos dos fundos residia com a família e no cômodo frontal reinava com toda soberania. Era ele dar as ordens e a maria-fumaça, cheia de graça, ou parava ou partia. Depois de beber água a riviria.

Até que um dia, foi-se o Pico, com a família, caçando trabalhos e estudos para a filharada, e veio outro chefe, também com sua prole a ocupar a estação. Não por muito tempo, contudo.

Com a revolução vieram idéias novas, drásticas, de cortar os ramais ferroviários deficitários. E na cota tava o Brumado, e tantas outras. E por anos a fio, ficou abandonada a estaçãozinha, tirada já tinha sido a linha. Agora só faltava erva daninha. Mas não é que a restauraram, transformaram-na em Espaço Cultural, preservando a memória daqueles que vieram, e se foram, o trem e tantos outros térens.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Culinária mineira: costelinha com molho de broto de bambu

Aproveitando o tempo chuvoso apresentamos uma deliciosa receita da cozinha mineira.


INGREDIENTES:

2 kg. de costelinha de porco,
tempero caseiro e pimenta a gosto;
óleo suficiente para cobrir as costelinhas
4000 g. de broto de bambu in natura descascado,
(usa-se apenas a parte branca), e cortado em rodelas;
cebolinha a gosto.

COMO FAZER:

Ferventar o broto de bambu duas vezes ou até sair o gosto amargo.
Aquecer um fio de óleo em uma panela e refogar o tempero e a pimenta.
Pôr o broto de bambu, a cebolinha e pingar água aos poucos, até que o caldo engrosse e o broto esteja cozido. Temperar a costelinha e fritar no óleo quente, pingando água até que ela fique bem douradinha. Servir a costelinha acompanhada do broto de bambu.


FONTE: Sabores de Minas, suplemento do jornal "Estado de Minas", nº 88, p.29, fev. 2012.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Música e política em Pitangui do século XIX

Depois de um breve período de férias voltamos com mais postagens sobre a história de Pitangui. Hoje trazemos um material muito interessante, que demonstra como as disputas políticas se manifestavam até mesmo entre as bandas de música existentes em Pitangui na década de 1880.
Os documentos que usaremos para ilustrar esta postagem são exemplares de um dos jornais locais que circularam no início daquela década. Trata-se do jornal "O Iniciador", que em sua edição de 26 de março de 1882 trazia um artigo sobre as eleições ocorridas naquele momento, onde predominavam os dois partidos de sustentação do regime imperial: o Partido Liberal e o Partido Conservador. Como era comum, a matéria trazia algumas alfinetadas, que tinham alvo específico, os adversários políticos locais.
É bom lembrar, que em Pitangui, os jornais estavam a serviços das frações de classe que disputavam o poder na cidade e serviam como instrumento de propaganda política e ataque aos adversários. Parece que a função dos jornais locais não mudaram muito daquele tempo para cá.
Feitas as considerações iniciais, vamos ao material já citado. O artigo inicia-se na segunda coluna (parte inferior) da primeira página do jornal e termina no início da segunda página. Caso tenha dificuldades para ler o material clique sobre as imagens para ampliá-las.



A matéria não será bem recebida pelos Nunes de Carvalho, tradicional família pitanguiense, ligada à música,, inclusive estando à frente de uma das mais tradicionais bandas de música do município na virada do século XIX para o século XX. Essa insatisfação se materializou em forma de "Protesto" publicado na edição de 02 de abril de 1882, página 3 (mas datado em 29 de março, quando foi redigido e encaminhado à redação do jornal), daquele mesmo jornal, sendo assinado por José Nunes de Carvalho, Joaquim Nunes de Carvalho e José Nunes de Oliveira., como poderá ser conferido abaixo, na primeira coluna da página:





quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

ITAC 2017



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Imagens e informações: Girlene Oliveira.